<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222</id><updated>2012-01-22T16:05:01.273-08:00</updated><category term='livros por publicar'/><category term='von tifon'/><category term='1 - Eleonora 2- Samiel  3- Flautista'/><category term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><category term='claudinitiana'/><category term='demónio'/><category term='Sopro do Feiticeiro'/><title type='text'>O Grito da Verdade</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>114</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-8569481278627547817</id><published>2012-01-20T10:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T12:07:41.313-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='claudinitiana'/><title type='text'>O Barco Precioso</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mw74bOtCH9c/TxnGOicvA_I/AAAAAAAAAjY/zJiW5B43E3Q/s1600/O_barco_de_jade.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px; height: 138px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699804756481868786" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-mw74bOtCH9c/TxnGOicvA_I/AAAAAAAAAjY/zJiW5B43E3Q/s320/O_barco_de_jade.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Silêncio, porque agora vos contarei o resto da história sobre Claudinitiana (a Sacerdotisa da Ilha de Melxocolatlbilar) , o jovem Homem Livre e o pérfido Capitão da Guarda.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passado o primeiro ano de liberdade que todo o escravo tem de cumprir para ser considerado oficialmente um homem Bellante, ele teve como esposa a Sacerdotisa da Ilha de Melxocolatlbilar e tornou-se assim o Primeiro Sacerdote. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o filho de ambos tinha um ano, Claudinitiana decidiu pôr-lhe um nome oriental, uma vez que era mais parecido com o pai.  Pelo sábio conselho do Capitão da Guarda da Ilha, o rapaz ficou com o nome de Lin Zhou - que, em Chinês, significa, Barco de Jade. Lin Zhou era tal como qualquer bebé, energético e curioso. Era difícil para a mãe não olhar para ele com carinho. Por ouvir mais as conversas dos homens e dos feiticeiros estrangeiros, Lin Zhou tentava pronunciar mais as vogais e as consoantes com um sotaque asiático, o que fazia os deleites do Capitão da Guarda, que era o seu padrinho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, a felicidade e as brincadeiras e carinhos da mãe orgulhosa, sozinha com o seu pequeno rebento dentro da gruta oculta pela cascata sagrada não durariam por muito tempo. Um dia, na ausência de Ishikawa Rukorou, do Sacerdote ou de outro homem, ao enganar a Sacerdotisa Claudinitiana tocando-a com os lábios venenosos de demónio na pele, o maldito imobilizou a pobre sereia ali mesmo. Aproveitando o facto que estava paralisada com o veneno, o Capitão pegou na criança com as garras e fugiu, soltando gargalhadas histéricas.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a Senhora Claudinitiana recuperou a consciência tirada pelo veneno soporífero, ela viu que o Mestre Rukorou Ishikawa (o Rei dos Magos), a Senhora Roshini (a Rainha das Kinnaries, fadas com corpo de metade cisne, metade mulher), a Mestra Cuixtletleuctic Citlali (Estrela de Prata), o Mestre Zollin (Lança, irmão mais velho de Citlali), o Senhor Jutierkajam (o Deus do Vento Selvagem e Dourado) e o Mestre Ichtaka Ti Quetzalxoquiyae (Segredo de Esmeralda) estavam todos ao redor dela, muitíssimo aliviados. Eram eles os restantes Cinco Guardiães das Placas dos Elementos. Mas isso fica para outra altura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira a proferir uma palavra foi a Mestra Cuixtletleuctic Citlali, que apesar de ser a mais nova, era muito talentosa com as artes mágicas e ocultas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Senhora Claudinitiana...estais viva! - A jovem bruxa de etnia Viking e Chinesa esboçou um leve sorriso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, graças aos Deuses, o Capitão da Guarda - que afinal de contas, era um bruxo demoníaco disfarçado, que ainda praticava as artes proíbidas - tinha-lhe poupado a vida. Mas, e...quanto ao seu querido Lin Zhou? Que era feito dele? E do seu marido? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por acaso do destino, o pequeno Lin Zhou escapou do demónio que o queria entregar ao cuidado de outros da sua odiosa espécie para o educarem como seu escravo, e foi cair no lustroso navio de comerciantes Chineses que por aquele oceano Atlântico passavam. Com a ajuda das correntes do mar - e com um pouco de sorte abençoada pela Deusa Shamanarta, aquela à qual os Chineses chamam de Guanyin, a criança foi parar às costas longínquas da China. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lin Zhou foi então, uma vez mais, desviado do caminho do bem por invasores mongóis. Criado com os cavalos e para a guerra, o jovem filho da sereia precocemente mostrou os seus poderes sobrenaturais. Os seus descendentes começaram, lentamente, a suspeitar que descendiam ou de um semideus, ou de um demónio. E, eles estavam confiantes, que um dia, o poder da Água os chamaria... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas esse será assunto para outro conto, pois é aqui em que se encerra as aventuras de Lin Zhou e dos seus descendentes...por agora.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Notas da Autora - com tudo isto, esqueci-me que a imagem original de Claudinitiana tinha os cabelos pretos e tinha um ar mais da América Central... bom, talvez possa dizer que, com o tempo, as sereias mudam de aspecto, não acham...?  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-8569481278627547817?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/8569481278627547817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=8569481278627547817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8569481278627547817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8569481278627547817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2012/01/o-barco-precioso.html' title='O Barco Precioso'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mw74bOtCH9c/TxnGOicvA_I/AAAAAAAAAjY/zJiW5B43E3Q/s72-c/O_barco_de_jade.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-8146805362439260405</id><published>2012-01-16T06:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T11:38:56.211-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demónio'/><title type='text'>Paisagem fogosa Bellante do Norte...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EYy4bQs6Zjg/TxhwT1ZzsnI/AAAAAAAAAi0/dWfjnwtwlGk/s1600/Paisagem_Bellante_do_norte.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 118px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EYy4bQs6Zjg/TxhwT1ZzsnI/AAAAAAAAAi0/dWfjnwtwlGk/s200/Paisagem_Bellante_do_norte.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699428814492512882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Lua dos Sonhos...ela não é maior que uma pequena taça de champanhe, e no entanto, durante séculos, fora procurada por vários homens... Começarei pelo dia seguinte de Citlali, depois de esta ter visto o feiticeiro da espada de aço. Não sei se já vos falei dos vários tipos de feiticeiros brancos, pois ficai a saber que havia um nessa altura que tinha um dedo todo ele feito de cristal, e que pertencia a uma das novas gerações de Encantadores das Montanhas que não tinham de todos antepassados da América Central. Esse homem, de túnica verde-escura e com um polegar esquerdo de cristal tinha como nome Nakamura Mohaku, e era um dos mais fiéis servidores do Império Bellante. Trabalhava por vezes para Ishikawa, mas gostava mais de vigiar as terras do Norte, para saber se havía algum demónio que fosse considerado como uma possível ameaça às populações humanas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mão esquerda dele era versátil com os cristais, pedras preciosas e jóias, transformando-as em amuletos poderosos contra a Magia Negra - arte maldita e proíbida entre os guerreiros do Exército Bellante. A maior parte dos feiticeiros que trabalhavam para o Império iam à paisana, e a sua principal missão era vigiar as províncias bellantes. Usavam espadas maravilhosamente forjadas com dois gumes, de obsidiana, tão afiadas quanto espadas de aço normal. O Imperador começara a contratar estrangeiros porque sabia que estes jamais seriam motivo de desconfiança dentro dos bares, pensões ou casas de bruxos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora, o jovem Mestre Mohaku estava a investigar a casa da mãe de Citlali Cuixtletleuictic porque tinha sido avisado pelos seus informadores que a senhora daquela casa era uma bruxa muito perigosa, e segundo porque ela costumava encontrar-se - sabe-se lá como - com o seu primo, Kuang Lao. Kuang Lao era um dos muitos nomes que os Deuses tinham posto na lista negra desde que tinham descoberto que o seu pai era um dos servos mais leais do Assassino do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mohaku estava como sempre, a rondar a zona antiga de Losjafhden, com o capuz cor de musgo na cabeça e a espada de dois gumes embainhada na cinta de couro. Caminhou rapidamente, como se fosse um transeunte desinteressado. O sol estava a pôr-se, fazendo com que a floresta e campos em redor da vila Japonesa tomasse um tom avermelhado, quase da mesma cor outonal das papoilas e das donzelas Japonesas(1). Ao longe, conseguia ouvir-se o badalar metálico, sempre pausado, do ferreiro a preparar, dentro da sua casa humilde, mais uma arma. Naqueles tempos conturbados, nunca se sabia. E ele, o jovem feiticeiro, apeou-se numa das praias da cor suave e agridoce das oliveiras das margens ocidentais do velho Rio Bênção, que corria tão vagaroso como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos enluvados acariciaram a areia macia. Que quietude que ali se vivia naquela vila Nortenha...e pensar que aquele já tinha sido outrora, há cem anos atrás, um sangrento campo de batalha.  O reflexo do rio mostrava um rapaz dos seus vinte e tal anos, deitado na areia, com a espada encostada aos seus braços de atleta. Mohaku era de facto um jovem homem muito atraente, se é que pudemos chamar a um filho de camponeses transformado num guerreiro um homem formoso. As pessoas que o conheciam verdadeiramente perguntavam sempre se não queria casar com uma das suas filhas. Os Bellantes eram sempre assim: só porque um jovem era mais velho que vinte anos, já pensavam que tinha idade para se casar. Como se não se bastasse, as pessoas não levavam muito o trabalho dele a sério. Pelo menos as pessoas do Sul. Já se tinham esquecido o quanto precisavam de alguém para as proteger. Se bem que os Bellantes lhe faziam um pouco de pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirou, meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, ele viu que um pequeno barco se dirigia até à vivenda da casa da mãe de Cuixtletleuictic Citlatli. Flutuava sem pressas, como quem não quer a coisa, como uma barca de amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Activo como nunca, mas sempre calmo como a própria floresta, Mohaku levantou-se, e discretamente, seguiu com os olhos a barca. Afigurava-se-lhe uma silhueta masculina. Porém, não se parecia nada com o velho Kuang Lao. Parecia até ser um homem bastante bem feito de músculos, como se fosse um guerreiro. O reflexo de uma longa espada de aço brilhou no crepúsculo. Era definitivamente um bruxo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz grave e solene cumprimentou ao tirar o chapéu bicudo de palha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite, meu jovem guardião da paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para não fazer figuras tristes do que para ser descoberto, Mohaku acenou respeitosamente com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito boa noite, mestre desconhecido. Para onde ireis vós, ó Antigo Tio? - Perguntou, num ar informal, como se fosse o tipo de conversas que se esperaria numa sauna no Sul na Cidade dos Deuses, e não numa vila tão velha como Losjafhden. No entanto, o tratamento por mestre e por "tio" demonstrava ao velho guerreiro (que, pela voz rouca e cansada, devia estar a voltar da guerra lá naquelas distantes ilhas de outro oceano)  que o jovem feiticeiro era simpático e tinha sido educado à boa maneira Japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venho visitar a minha tia Onisamatzeka Kazue, pobre coitada, que anda mal da barriga. - Respondeu o velho guerreiro, enquanto ancorava a barca perto da areia, num sítio onde não houvessem pedras. - Sou filho de ervanários, e pensei que uma das poções que trago à mulher lhe alivie aquela cabeça, que graças aos Deuses, ainda está em plenas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mahuko encolheu os ombros, fingindo-se comovido. Ora que essa, pensou um pouco desapontado. Era só um velho ervanário demoníaco. Não fazia mal a ninguém um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oni &lt;/span&gt;decrépito que, na meia-idade, pensara remendar a sua existência maldita em fazer asas dos seus talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deixou que o velho demónio pusesse os pés descalços e grandes na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito obrigada, meu jovem. - Quando o homem se dirigiu para sudoeste, onde vivia Onisamatzeka Kazue, mudou subitamente de direcção, mais para os lados onde ficava a casa dee Citlali. Como lhe pareceu ter ouvido um tom trocista naquelas palavras, Mahuko seguiu o homem apressadamente, preocupado com a jovem protegida de Ishikawa Rukourou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Flores avermelhadas de espécie única e rara na Bellanária que têm o aspecto de uma mulher com um quimono vermelho e dourado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(2) Os apelidos estão da maneira que apareceriam na língua de origem, ou seja, em ordem vêm primeiro, e só depois vem o primeiro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=21AYfo_2Cf4&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-8146805362439260405?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/8146805362439260405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=8146805362439260405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8146805362439260405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8146805362439260405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2012/01/lua-dos-sonhos.html' title='Paisagem fogosa Bellante do Norte...'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EYy4bQs6Zjg/TxhwT1ZzsnI/AAAAAAAAAi0/dWfjnwtwlGk/s72-c/Paisagem_Bellante_do_norte.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6575156284381153211</id><published>2011-12-31T11:13:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T10:47:11.214-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='claudinitiana'/><title type='text'>O Kulmabgigi, o Escravo e a Sacerdotisa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/0c/Otori_Nightingale.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 427px; height: 636px; float: left; cursor: pointer;" border="0" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/0/0c/Otori_Nightingale.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Bouguereau_venus_detail.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 450px; height: 1146px; float: right; cursor: pointer;" border="0" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Bouguereau_venus_detail.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Só espero que a letra não esteja demasiado pequena ou grande ou seja lá o que for (tenho cá uma paciência para passar a limpo as coisas que escrevo no Word e depois pô-las no blogger...! Mas que raio de mundo electrónico é este que não nos deixa ficar com uma letra apresentável? ) Um conto festivo para o final de ano... &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Claudinitiana fora há mais de mil anos atrás, vítima de um maremoto de violência. Enganada pelas promessas de um homem que ela achara ser verdadeiros e bem intencionados. Embora as mulheres naqueles tempos na corte tivessem um grande poder e soubessem fazer magia tão bem quanto os homens, a sociedade do Norte era um pouco mais conservadora, pelo menos nos tempos em que a maior parte dos estrangeiros eram Chineses. As mulheres – estou a falar das mulheres de nobreza, aquelas que descendiam de pais de origem Grega – sabiam tanto de literatura como das várias línguas que se falava nas ilhas bellantes. Não se sabe muito bem como, quando nem porquê é que a jovem se encontrou com o feiticeiro, filho adoptivo da família de mercadores e feiticeiros Chineses. O facto é que desde esse dia em que a sua virgindade tinha sido destruída, a jovem rapariga de quinze anos decidiu nunca mais ter a ver com os bruxos do norte. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;Ela sabia muito sobre ervas e poções, por isso não é de admirar que Rwebertan Samiel Di Euncätzio a tivesse escolhido e não a outra dama da corte. As mulheres bellantes nobres de origem humana eram muito ricas e também muito belas, com as peles caucasianas e os olhos separados e delineados como qualquer Europeia. Seguiam-se as filhas dos guerreiros e oficiais do exército, essas já eram Nahualli de gema e tinham outras feições, com a pele bronzeada como se tivesse sido pintada em ouro. Com os corpos ondulados e envergando vestes coloridas, de sorrisos delicados e muito doces, elas atraíam os guerreiros e comerciantes vindos de partes desconhecidas do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Eram dos bruxos Japoneses e dos comerciantes Chineses que costumavam vir as famosas trovis, que tentavam seduzir as belas raparigas bellantes. As mulheres da corte nobres faziam-se desejar: dançavam com os seus corpos de raparigas jovens nas festas multiculturais como a Festa de Nagguena e a Festa dos Senhores (Guerreiros), respectivamente no fim da Primavera e no inicio do Verão. Os homens que fossem ou feiticeiros, ou guerreiros – ou seja que fossem do Exército ou que servissem como guarda-costas dos camponeses – podiam, fossem eles de que nacionalidade ou raça, levar uma rapariga para dançar com eles. Nessas alturas, era muito provável que uma jovem (mesmo que fosse uma nobre) se deixasse encantar nos braços de algum estrangeiro. Ai, que o amor não é uma coisa lá muito fácil de se governar! Diz-se que a própria padroeira da Cidade dos Deuses e Deusa da Guerra, a Senhora Bilafassabnsair, toma a forma de uma prostituta para copular com humanos em tempos de festa. Isto claro, era uma anedota lançada pelos bruxos do Norte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Porém, Claudinitiana – apesar de ser uma das guardiãs das placas que ocultavam o segredo de como usar a Lua dos Sonhos – foi (tanto do Sul, como do Norte) alvo de calúnias e das piores acusações possíveis. Chamavam-lhe de “criatura imunda e desavergonhada” pelas pessoas do Sul, de “mulher serpente demoníaca” pelas pessoas que viviam para além do Rio Cnarq, “cortesã de bruxos” entre os Chineses, “gueisha” no século dezoito e dezanove (no sentido prejorativo), “mulher amarela e sardenta” entre os Europeus, e outros nomes que tais que seriam demasiado porcos para eu os mencionar. Diz-se que Deus dá nozes a quem não tem dentes, e realmente, a mulher com cauda de peixe, sem pés, que apesar de ter um coração muito volátil, também era muito doce e as palavras saíam-lhe dos lábios como quem não tinha cuidado com aquilo que dizia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Um dia, duzentos anos depois da guerra de Poriavostin, ela encontrou um aprendiz de feiticeiro – ou melhor, um escravo. O homem não tinha o ar bem posto dos bruxos, mas também não era nenhum nobre bellante, daqueles que têm a pele enrugada por cicatrizes e a cara enegrecida pelas dores da guerra. Era um jovem bárbaro, provavelmente que viera através do comércio Chinês. O guarda-costas dela, um guerreiro Japonês de cento e tal anos e Kulmabgigi experiente, talvez tivesse olhado de soslaio quando verificou que o rapaz era de origem Mongol. Porém, a piedosa Claudinitiana não deixou de dar uma esmola ao jovem que tinha-os arranjado o transporte para ela voltar a casa. A partir desse momento, a sereia com mil anos acima perdeu-se de amores pelo jovem escravo de apenas dezasseis anos. Como é irónico, apaixonar-se depois de se ter purificado num dos momenos sagrados do calendário! Bom, ao menos sabia que a Senhora Bilafassabnsair não a censurava. Aquela deusa era a deusa do amor platónico, da paixão desenfreada e sem limites! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Acenava com o leque emplumado para o rapaz se encontrar em segredo com ela, mesmo que não tivesse nem espadas, nem soubesse feitiços, nem coisa que o valesse para a sustentar. Ah, de uma coisa ela estava certa: ele andava muito bem a cavalos, e percebia o suficiente sobre esses animais altos e fortes para comprar os melhores quando era necessário. Era dextro na arte de manejar um arco e flecha enquanto que cavalgava, uma coisa que o velho Kulmabgigi achava ser uma habilidade desnecessária quando ele próprio sabia andar a cavalo e era um espadachim formidável. E ele, o escravo perdia-se naquelas correias de trigo que eram os cabelos dela, tão longos como se pertencessem às de outra personagem de contos de fadas, Rapunzel. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;A dor do desejo era demasiado intensa para que ambos a conseguissem suportar sem que, à surdina, se abraçassem apaixonadamente. Era a primeira vez que alguma vez se apaixonara por uma mulher, e Claudinitiana, doce e feminina, deixou que ele penetrasse bem fundo na intimidade dela. Aquelas tranças de mel encantavam-no de uma forma que o escravo não conseguia explicar. E porque não, se aquela era a Vénus das ilhas bellantes? A zona mais delicada e mais fluída daquele corpo atlético era humano, sem um único pelo, branco como se fosse a mais rica e mais bela de todas as pérolas! Os seios eram pequeninos, como bolas da árvore de borracha, com áureolas grandes de caramelo, e as ancas assemelhavam-se à cintura de uma ânfora de incenso perfumado e quente. Os olhos eram da cor do mar, e aqueles lábios rosados encantavam qualquer homem que fosse vivo – ou morto – no Império! Em tempos idos, tinha sido uma das damas de companhia de Eris. Imaginai como um escravo de origem Mongol, poderá se ter sentido inferiorizado diante de tamanha beleza! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Senhora Claudinitiana! Nem sei o que me dá no meu coração, mas sinto que sempre que vos vejo, parece triplicar de tamanho, e só me apetece abraçar-vos...» &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Apesar de tudo o que velho Kulmabgigi dizia, Claudinitiana não deixava de amar o jovem escravo. Mas havía um limite para tudo, até para um homem que era a delicadeza numa túnica preta. E quando a sereia lhe disse que ela estava à espera de um bebé do escravo, ele ficou roxo de raiva!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Como ousais ter conspurcado o vosso sangue real com um bárbaro simplório, que nem sequer recebeu a sua primeira espada de obsidiana?!» &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Ao que a senhora sacerdotisa da Ilha de Melxocolatlbilar respondeu, revelando um tom indignado por detrás do leque: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Que disparate! Já agora também eu sou uma selvagem, já que tenho igualmente cabelos louros e olhos da cor de safiras...&lt;/i&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;O velho samurai fez de imediato uma vénia, ajoelhando-se na terra dura e húmida da gruta da cascata onde a sereia vivia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Perdoai a minha insolência, senhora minha. Desde aquela Primavera há três anos atrás, que não me deixo de apoquentar convosco. Por essa mesma razão é que decidi permanecer ao vosso serviço.&lt;/i&gt;» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Aquelas palavras tão eloquentes pareciam como que vindas do coração do guerreiro desonrado, e, confiando apenas no tom de voz que eram pronunciadas – que, humildades e simplicidades à parte, era muito experimentada e cortês a voz do encantador guerreiro Japonês – a sereia Claudinitiana deixou passar por aquela vez. A forma como o Kulmabgigi tomava conta dela e a protegia, tendo-a sempre em tamanho respeito, enchiam-na de um estranho sentimento de amizade por ele. Além disso, o Kulmabgigi sabía muito acerca de ervas e poções para amainar as dores de gravidez sem matar o pequeno ser que vivia agora dentro do ventre dela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Quanto ao jovem escravo, ele ficou igualmente ao serviço dela, protegendo-a com a vida. Mas era mais doce e mais inocente que o velho Kulmabgigi, que por vezes demonstrava um pouco de crueldade quando matava aqueles que ameaçavam a vida da sua senhora. À medida que o tempo passava, Claudinitiana começou a aperceber-se que o velho guarda-costas não era assim tão de confiança como ela pensava que era. Os olhos dele brilhavam de inveja sempre que a via com o escravo, cujos olhos tinham uma expressão mais suave que as amêndoas no Verão. O Kulmabgigi de braços compridos acenava friamente que era altura da senhora ir para exercer as suas funções, com uma das mãos ásperas pousada no cabo da espada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Eles apressaram-se, com o Escravo a ajudar a Senhora Claudinitiana a subir ao seu cavalo, com um leque emplumado da cor da seda branca da sua túnica. Com a tiara de filigrana em ouro e prata com uma jóia de turquesa e um véu da mesma cor que a túnica, ela parecia-se com uma quimera de longos cabelos louros, com cauda de peixe e escamas de jade, e o cavalo da cor de âmbar escuro e polido unia-se a ela como se fossem uma só criatura. Uma besta sagrada que todos os humanos naquela ilha respeitavam e amavam, acompanhada por um guerreiro imponente que andava num cavalo mais alto do que os outros, de uma coloração semelhante ao couro das suas luvas e à bainha da sua espada, negro como a noite. As austeras e frias botas – igualmente de pele negra – espicaçavam o pobre do animal para andar correctamente, como se estivesse a carregar um Senhor da Magia Negra. Embora o Kulmabgigi usasse a adaga de jade e a espada curva de obsidiana embainhadas como símbolo do poder de um oficial de média patente do Exército Imperial – ou seja, um Jaguar negro – nenhum dos Humanos se curvaram perante a sua presença quando ele passou no meio da procissão que se dava para escoltar a sacerdotisa até ao templo, no cimo do monte. Fora graças à compaixão e à amizade que Claudinitiana detinha por aquele homem sem honra que ele se tornara tão influente. Há três anos atrás, ele nem podia andar num cavalo! E lá estava o desgraçado, a pavonear-se pelas ruas como se fosse marido da Sacerdotisa da ilha. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;O Escravo, desta vez, andava a pé, segurando o cavalo de Sua Senhoria, envergando vestes humildes da cor da terra húmida, típica do final do Verão Bellante. No entanto, não sentia nem um pouco de rancor pelo guarda-costas da sacerdotista. Estava feliz pelo facto de só faltarem poucos meses para que a sua querida senhora lhe der um filho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Subitamente, quando, uma voz exclamou, no sotaque do Norte: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«Parai imediatamente com esta marcha!» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Era um Japonês, mas decerto não estava vestido da mesma maneira arrogante que o guarda-costas da sacerdotisa. O povo de Melxocolatlbilar virou-se para o sítio de onde a voz vinha. Ficaram boquiabertos: era Rokurou Ishikawa, o primeiro Rei dos Magos e um dos feiticeiros mais poderosos que alguma vez tinha existido em toda a Bellanária. Apesar de tudo, o velho Ishikawa – que tinha mais de mil anos – envergava roupas ainda dos tempos de quando era um Kulmabgigi. Nunca gostara de se rodear de soberbos luxos. Cheirava a um doce agradável, enquanto caminhava lentamente em direcção à Senhora Claudinitiana. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;O&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;escravo, que ainda era muito novo e que não ouvira nunca falar do nome do famoso guerreiro e feiticeiro, pôs-se em frente do cavalo da Sacerdotisa e com um ar muito sério e ameaçaddor, ao apontar o arco e flecha para o homem de meia-idade. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Quem sois vós, seu Kulmabgigi tolo? Ninguém se aproxima da minha senhora!» &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;O Mestre Rafael, como era chamado nas terras do Sul, permaneceu calmo, enquanto o outro feiticeiro sorria com um ar amável para o gentio plebeu, que estava um pouco assustado com esta inesperada visita de “Lâmina Sagrada de Cinza”, uma alcunha que os povos humanos do Sul tinham arranjado para o feiticeiro, por este usar roupas escuras ou cinzentas, de linho ou de outra coisa mais áspera. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;A voz masculina do homem tocou nos ouvidos de Claudinitiana, também ela que no fundo, estava sobressaltada com o homem que há mil anos atrás, tinha-lhe salvado a vida tantas vezes do Assassino do Amor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Se queres mesmo proteger a tua senhora, jovem escravo, aconselho-te para que olhes para cima: o homem que está ali não é um feiticeiro branco, mas sim um bruxo demoníaco.&lt;/i&gt;» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;A isto, o oficial do Exército Imperial – de Sua Majestade, o Rei Neptunvs XIV, que todos os Deuses o tenham em conta – retrucou numa voz serena: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sim, de facto fui um homem que cometeu muitos erros. Mas isso são águas passadas, Mestre Ishikawa. Agora sirvo a muito estimada Senhora Claudinitiana, que purificou a minha alma de todos aqueles pensamentos sujos.&lt;/i&gt;» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Ishikawa Rokurou limitou-se a sorrir satisfeito com a lealdade da raça belicosa e teimosa dos Bruxos ao Império, enquanto dava espaço, recuando num ar servil para que a procissão arrepiasse caminho em direcção ao Templo da Senhora Bilafassabnsair, no Suryadevnahutbal, na Capital. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Os olhares que se pasmavam com a grande estátua da Senhora Bilafassabnsair, erguida num mastro de marfim com bonitas e coloridas faixas de veludo de vários tons de azul diziam que ela naquele ano estava muito bem esculpida, que alguém tinha sido abençoado com o dom de carpintaria pelos Deuses. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;Era um feriado nacional que passava, fazendo com que um mar de gente comparecesse na Cidade dos Deuses, só para ver a sagrada, monumental e maravilhosa estátua da deusa que protegia todas as ilhas do Império. Comemorava o dia em que a Senhora Bilafassabnsair – protectora da pátria Bellante – tinha derrotado os dois filhos pecaminosos de Jetwas. A seguir ao Dia da Magia Negra e ao Dia de Todos os Deuses, era o dia mais importante no calendário bellante. Acontecia por volta de 12 de Outubro a 31 do mesmo mês, e todas as regiões e ilhas do Império da Bellanária faziam uma estátua com aproximadamente cinco metros de altura a representar a deusa do Império montada num jaguar preto (simbolizando o seu marido, o Senhor Tezcatlipoca, deus da guerra, e a vitória dos Bellantes Nahuallis sobre os Mexica, ou seja os Aztecas), e faziam-na desfilar pelas ruas da capital do império, com vários carros alegóricos puxados por cinquenta homens de cada lado, cada um deles eram guerreiros da classe das Águias, ou seja oficiais de alta patente no exército, que mostravam com orgulho as suas lanças de jade, as suas plumas de mil e uma cores e – no caso dos bairros e aldeias do Norte – as suas espadas e tatuagens com imagens tipicamente Chinesas e Japonesas, simbolizando a paz entre os povos que viviam nas ilhas do Atlântico. Nas ruas de Melxocolatlbilar, só se ouviam coros de homens vitoriosos – os guerreiros e aprendizes de feiticeiros da ilha que se situava na baía do ducado de Shunamari com os Principados dos Feiticeiros e com a Cidade dos Deuses – a hastearem a bandeira cor de âmbar com uma flor de amendoeira (o brasão da Ilha de Melxocolatlbilar) enquanto que carregavam o pesado mastro de ouro, marfim e de prata onde ia a estátua da Senhora da pátria bellante. A seguir, iam vários guerreiros jaguar, dos quais o Guarda-costas da Sacerdotisa era capitão e líder – todos eles, como a maior parte dos feiticeiros que fariam com as outras sacerdotisas dos outros templos das ilhas e das outras regiões bellantes – protegiam da guarda. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Só vendo é que uma pessoa ficaria sumamente maravilhada pelas vozes fortes e bem afinadas dos guerreiros, com as cores do mastro, e pelo facto de carregarem tão preciosa senhora. E pensar que ainda tinham de caminhar mais uns quilómetros, andando pela ponte que ligava o principado Japonês de Yotanji à Ilha de Melxocolatlbilar. As várias raças, classes e imigrantes que habitavam nas ilhas Bellantes, paraíso do Atlântico, alegravam-se ao ver a procissão, com os servos de Tezcatlipoca, o senhor da guerra, protegendo a Senhora Bilafassabnsair. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Claudinitiana sorriu, feliz por voltar a ver que a sacerdotisa de Yotanji estava tão bonita naquele ano tão próspero. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Acompanhada pelo Escravo, que andava um pouco cabisbaixo – mais que não fosse pela pesada argola de madeira que carregava ao pescoço e o prendia ao chão – ela olhou para o rapaz, preocupada.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Porque estás assim, meu amor?&lt;/i&gt;» Ela sussurrou, num tom carinhoso, revelando os belos olhos azuis em direcção ao jovem humano. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sois tão cruel quanto o seu Capitão da Guarda, senhora minha. Fui eu que encontrei aqueles belos cavalos negros. E enquanto sois poupada de andar a pé na terra fria e húmida do Outono, Vossa Senhoria, eu tenho que me contentar com os meus pés, que ardem sempre que dão um passo só!&lt;/i&gt;» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;Claudinitiana reparou naquela terrível injustiça. E não fora ela que lhe pusera aquela argola. Ao ver que tinha sido o Capitão da Guarda – o seu antigo guarda-costas – ela respirou bem fundo. Com um aceno discreto do leque, ela fez com que aquele pesado anel de madeira se desfizesse em cacos. Esboçou um sorriso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;«&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A partir de agora, és livre. De qualquer maneira, acho que o nosso filho não seria um escravo de maneira nenhuma. Os filhos dos Escravos Bellantes são livres já desde o nascimento.&lt;/i&gt;» Ela murmurou, em voz baixa, entrementes o Capitão da Guarda de Melxocolatlbilar cavalgava com um ar altivo pelas modernas estradas bellantes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;O Homem Livre sorriu. O seu coração palpitava de alegria, enquanto caminhava com a bandeira da ilha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="line-height: 150%; text-indent: 42.55pt; margin-bottom: 0pt;font-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="mso-bidi-line-height: 150%;font-size:10;" &gt;No entanto, o Capitão da Guarda viu-os, naquelas intimidades, a Sacerdotisa Claudinitiana com o Homem Livre, e de imediato os seus olhos encheram-se de ódio! Mas como era um dia de festa, nada fez para perturbar a paz e a alegria que reinava nas gentes, nos nobres, nos dos templos, nos guerreiros, nos feiticeiros, nos escravos, nos demónios, e nos Deuses daquela ilha. Mas, quando o Dia da Magia Negra chegasse...talvez... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6575156284381153211?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6575156284381153211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6575156284381153211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6575156284381153211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6575156284381153211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/12/so-espero-que-letra-nao-esteja.html' title='O Kulmabgigi, o Escravo e a Sacerdotisa'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6512004561875281847</id><published>2011-12-16T06:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T10:47:34.669-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='claudinitiana'/><title type='text'>O que um Kulmabgigi tem de aguentar...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Estas singularidades nunca desaparecem com o tempo, e se passam, mesmo com anos e anos de experiência, uma pessoa nunca se esquece daquelas cicatrizes, que nos marcam profundamente a alma. Estas singularidades que falo, têm a ver comigo e quando me estabeleci na ilha de Melxocolatlbilar, situada no meio da baía que fazem a Cidade dos Deuses, o ducado de Shunamari e a Zona Histórica. É lugar calmo, e quase silencioso, cujos áceres me massajam a alma no Outono e os carvalhos inspiram a que escreva doces poemas nostálgicos sobre o amor que nunca tive. Há muitos anos, esta ilha era o único refúgio para aqueles que queriam fugir à guerra. Por vezes, é preciso termos uma espécie de lugar, só nosso, onde temos um pouco de paz, onde nos confiamos a nós próprios e aos nossos sonhos: um belo santuário, um conservado esconderijo, um recanto confortável, uma casa nas montanhas...o que quiserdes chamar-lhe, chamai. Esta ilha é tudo isso para mim e muito mais! Quando fecho os olhos, o meu coração leva-me a sítios que eu nunca pensei existirem. Por vezes, é inacreditável como a vida nos passa de raspão e nem reparamos nisso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pequena gruta à beira de uma cascatazinha onde corre uma água cristalina que se assemelhava ao canto fresco dos pássaros na Primavera. A ilha de Melxocolatlbilar tem a sua própria aldeia, com um pequeno templo, situado no cume de um agradável monte de onde se consegue ver a ilha inteira: a floresta e a aldeia. Cercado por pessegueiros, crisântemos, calêndulas, margaridas douradas, laranjeiras, pinheiros mansos e cerejeiras, o templo é uma maravilha, dedicado à paz declarada por todos os povos que habitam na Bellanária. Todos os anos, em Abril, vou lá acompanhada por um guarda-costas, para ver como os Humanos estão. Não sei do que é que gosto mais: se deles, ou dos seus sorrisos. A Primavera é de facto uma estação linda nesta ilha...as pessoas na aldeia são muito unidas - apesar de virem de diferentes estractos sociais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi num destes dias que reconheci a palidez cinzenta do céu. Com um ar meio embaraçado, acenei com o meu leque cor de bronze com plumas brancas de cisne, sem mostrar o meu rosto branco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Parece que vai chover. - Murmurei, pensativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Também não perdestes o mês de Abril, minha senhora. - Respondeu, cortesmente, o meu guarda-costas, armado com uma espada comprida de obsidiana, elegante, embainhada numa cinto de couro vermelho-escuro. O meu guarda-costas era um homem de braços invulgarmente compridos, e tinha um daqueles sotaques do Norte que me recordava dos tempos em que os Bruxos ainda mandavam em Cyborg Town. A sua voz era rude e áspera, e a minha túnica de cor das rosas contrastava com o preto da sua túnica. Apesar de tudo era um homem muito leal, e eu confiava-lhe a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Descemos juntos as escadas de mármore branco. Nesta altura do ano, quando raramente se pensava em sacrifícios, era o vermelho das cerejeiras e das roseiras que substituíam o sangue dos Homens. O meu pesado cabelo louro roçava por vezes no chão branco, como se fosse uma extensão da minha própria túnica própria de sacerdotisa. Embora a Senhora Roshini nunca deixe o cabelo crescer e o prenda num complicado apanhado tipicamente do Norte, eu sou da opinião que toda a princesa, fada ou sacerdotisa deve deixar que a sua cabeleira atinja pelo menos o nível dos joelhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora não soubesse o nome dele, eu sentia-me segura ao pé dele, e  o guarda-costas não era assim tão intimidante quanto parecia. Por isso, nem que fosse para conversar um pouco com ele, pois sabia muito bem que todos os anos, a Família Imperial da Bellanária mandava-se um novo e que não iria vê-lo por muito mais tempo.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quantos anos tendes vós, ò Kulmabgigi? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cento e cinquenta, senhora minha. - Foi a resposta dele, uniforme e honesta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi então que percebi porque é que estava com um ar meio entediado e incomodado com a minha presença: devia ser um bruxo reformado e desonrado. A ideia de servir uma fada não lhe deveria agradar nada.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As luvas dele seguravam firmemente na espada de obsidiana - uma arma que apenas os que serviam o Império podiam empunhar. Em tempos de paz, uma pessoa sensata não pode simplesmente empunhar uma arma sem ser chamado à atenção pelo Império. De qualquer das maneiras, eu pressentia que este dia não ia ser de todo ordinário.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao acabarmos de descer o templo, o guarda-costas de imediato pediu a um escravo para alugar uma diligência para a senhora sacerdotisa, que estava com muita pressa. Entretanto, eu abanava graciosamente o leque, pois estava muito abafado naquele dia de Abril. As flores,  o meu cabelo entrançado num emaranhado que chegava ao trilho de pedra cuidadosamente esculpido, numa pedra macia, cor de mel. A pequenez da minha mão segurava ao de leve o leque, e abanava-o, de um lado para o outro, como se fossem os ramos das cerejeiras a abanarem ao som suave e melífluo do vento.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ò Kulmabgigi, deixai estar o pobre do rapaz, que ele não vai para a guerra florida! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei disso, minha senhora. - O guarda-costas fez uma vénia longa, curvando de forma bélica (como se eu Sua Majestade, o Rei dos Bruxos) as costas. O fulano lá que era simpático, era, mas enfim! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a diligência lá chegou, ali mesmo a minha pessoa ficou importunada. Como é que era possível que fosse tão espalhafatosa? As pessoas iam logo pensar que eu estava cheia de fantasia para viajar em tal coisa! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se calhar aquilo fora demais, mas tenho a certeza que dei uma enorme descompostura ao dono do transporte.  Mas lá consegui viajar para o meu recanto especial. E ainda dizem que a guerra é um caos! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;  Bem, isto foi um pouco a parodiar o facto de que na Bellanária - ou como há quatro anos era conhecida, a Atlântida - depois da guerra de Poriavostin, em no início do século doze, as Fadas começaram a ganhar uma certa notoriedade e títulos de nobreza. Perguntei-me a mim própria o que seria de Claudinitiana depois do Assassino do Amor ter morrido, e não me consegui conter em escrever esta pequena coisinha de nada. O humour do Norte da Bellanária nesta anedota em primeira pessoa. É ainda hoje uma anedota muito popular em Cyborg Town, uma vez que a maior parte dos agentes da polícia secreta da SPV são Kulmabgigis - feiticeiros desonrados.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6512004561875281847?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6512004561875281847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6512004561875281847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6512004561875281847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6512004561875281847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/12/o-que-um-kulmabgigi-tem-de-aguentar.html' title='O que um Kulmabgigi tem de aguentar...'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-510096089758437102</id><published>2011-12-12T03:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T15:31:04.983-08:00</updated><title type='text'>Especial Dezembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-04wLNcjBMRg/TuaOBdAPjQI/AAAAAAAAAiQ/VT056Obwj90/s1600/15170_Fernandez_1000_122_514lo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-04wLNcjBMRg/TuaOBdAPjQI/AAAAAAAAAiQ/VT056Obwj90/s320/15170_Fernandez_1000_122_514lo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685387735218490626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Decidi fazer uma coisa especial para vocês que estavam com saudades da Jessica ^^;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como sempre, tinha chegado à escola um pouco cedo demais - tudo porque não queria perder pitada do que as outras pessoas tinham para dizer sobre as férias de Natal...mas mesmo assim, cheguei ao bar do secundário e nada! Haviam algumas pessoas, mas ninguém do meu conhecimento, ou pelo menos que me interessasse. É sempre assim quando uma pessoa chega cedo às primeiras aulas do ano e damos com a gente ainda um pouco ensonada. Tinha trazido umas botas de camurça com as jeans que assentuavam a minha figura um pouco escanzelada e alta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao acender o primeiro cigarro - é no que dá dar-se com bruxos que fumam, ganha-se o hábito num instante! - que trazia desde a Noite de ano novo, o maço fora uma prenda do meu avô, deixei que os meus lábios molhados pelo batôm vermelho experimentassem o sabor agridoce do tabaco. Faltavam quinze minutos para o toque de entrada, e ali estava eu, a experimentar o primeiro cigarro de um maço de tabacos oferecido por um homem que detesto! Estava a dar na rádio do bar uma música muito foleira, daquele tipo de música que só dava há séculos atrás. Eu sei, estou a exagerar. Até que o cigarro tinha um sabor nostálgico ao calor das casas londrinas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei lá muito bem se foi o facto do cigarro ser agradável à minha língua, se foi o fumo a sair-me das narinas que me encantou, mas havia algo de exótico que me punha a pensar no dia em que conheci o meu avô. Tinha sido uma sorte danada ele não ter ficado furioso comigo. Um bruxo da idade dele já não deveria ter paciência para uma rapariga como eu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imaginem, eu a dizer coisas como "vá-se lixar" ou a insinuar que gostava de lhe dar um pontapé nos tomates, ao Duque Adrian Demetrius von Tifon! Não admira que ele desse algumas ameaças subtis... Sabia lá que o Fixtanea era o meu querido avôzinho disfarçado! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quer quissesse ou não, acabara por ficar sozinha, a beber o meu cafézinho, com o cigarro a deitar pequenas nuvens de fumo...uma coisa que detesto. Pensei se seria por causa da minha tatuagem da família Von Tifon. Caramba, eu não sou assim tão má. Liguei o leitor de mp3, enquanto inalava aquele aroma amargo que me trazia saudades de casa, de Inglaterra, e dos dias em que a neve não aparecia só no Norte. Perto da nossa escola, só se consegue ver as nuvens cinzentas, a terra molhada, mas não está suficientemente frio - ou seco - para que comece a nevar. É por essas e por outras que odeio o Sul da Bellanária. Dá vontade de uma pessoa enterrar a cabeça nos &lt;em&gt;puffs&lt;/em&gt; do bar e adormecer para nunca mais acordar. Não, não estou deprimida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só estou um pouco aborrecida pela porcaria da minha família não ter tido coragem para dizerem que estavam a colaborar com um Nazi nojento, que ainda por cima, fez amor comigo! Agora estou sozinha, sem ninguém para me consolar das piores férias em toda a minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas enfim, a música sempre era engraçada, daquele tipo de músicas que se ouvia depois da guerra. Esqueci-me que tu nunca estiveste na Bellanária: Tumantravmtsuka - Canção (Lamento Falhado do Mar) . São lamentos irónicos escritos pelos soldados de descendência Japonesa, pequenos poemas recuperados no início dos Anos 80, que começaram a ser tocados numa forma melancólica, mas doce à maneira dos cabarets dos Anos 30. São muito giras, mas também um bocadinho macabras. Cantada ao ritmo de um acordeão e de outros instrumentos, a canção um pouco foleira, mas perfeitamente adequada ao meu estado de espírito, fazia com que eu imaginasse uma mulher de um vestido vermelho-escuro que lhe assentuava as curvas das ancas, tocadas por um perfume picante, enquanto o pó-de-arroz tentador e com sabor a arroz doce tinha sido polvilhado desde a cara macia e redonda até ao decote fogoso e que revelava uma certa graça impossível de se pronunciar. Que engraçado, na rádio estava a tocar uma música tipicamente "do Norte" enquanto lá fora, a paisagem dos ciprestes ainda verdes lembrava o infindável Outono do Sul. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subitamente, vi Pedro a entrar pela porta do bar da escola. Esbocei um leve sorriso à medida que dava uma passa no cigarro de hortelã-pimenta. Bem, acho que ele ficou muito atrapalhado , ao ver-me com aquela comprida camisola de lã preta e branca com um decote fundo e os jeans justos que davam para ver quase todas as minhas pernas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Onde é que te meteste? - Foi a primeira coisa que lhe saiu da boca, assim como quem não quer a coisa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pedro, não discutas. - Preguei-lhe um beijo apaixonado e molhado na boca, olhando-o com desejo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tal como a maior parte dos meus beijos, aquele deixou-o boquiaberto! Eu sei, eu beijo muito bem, e são poucos os que têm o privilégio de tocarem nestes lábios! Percorri, num acto carinhoso e meio na brincadeira, o pescoço dele com os dedos, enquanto o beijava, deixando o Pedro com uma erecção forte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meu Cyborg adorável... - Sussurrei ao separar a minha boca da dele, os meus dentes afiados à mostra, dando-lhe uma dentadinha no lábio inferior.    &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguém chame os bombeiros, que este rapaz está a arder! Pensei, ao evitar uma risadinha provocadora. Será que estou a tornar-me um pouco como a minha mãe? Só espero que não! Nunca quis ser uma prostituta profissional, eu só sou uma bruxa que por acaso é neta de um dos bruxos mais mulherengos de toda a Bellanária! Já para não falar do meu antepassado Leberecht Hermann von Tifon... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Respirando bem fundo, o Pedro deitou vapor por tudo o que era metálico no seu corpo. Até parecia que eu nunca lhe tinha pregado um beijo na vida! Bom, um linguado como aquele também não se dá todos os dias.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ena! Andas a treinar com o teu avô, é? - Perguntou-me, num tom meio desconfiado, meio envergonhado. Isso por acaso é ironia? Ele estava a ser irónico comigo, com a Jessica von Tifon? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí é que me subiu a mostarda ao nariz! Olhei para ele, com os braços cruzados, e de imediato, afastei-me dos braços - ainda derretidos e aparvalhados - do Pedro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sejas parvo!  - Suspirei, com um ar bastante zangado.  - Eu tive tantas saudades tuas, ia lá trocar-te por um velho palerma que ainda por cima tem a pistola toda encarquilhada? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Pedro desatou a rir às gargalhadas com aquela da pistola. Ao olhar para o fumo que flutuava do cigarro, ele encolheu os ombros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Apesar de tudo, continuas a mesma, Jequinha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que bom...o Pedro continua apaixonado por mim...! Tenho de confessar eu não sou lá muito de ficar emocionada quando recebo flores ou com filmes romântico, não, eu não sou dessas. Mas, quando ele me beijou no rosto, senti que ninguém me podia separar do Pedro. Ele é meu, e não há outra mulher que o deixe louco como eu o deixo! Estava praticamente nas nuvens naquele momento, ao segurar-lhe na cintura, enquanto o pateta do Pedro mimava-me com os beijinhos dele na orelha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora estivesse frio lá fora, no bar, escutava-se uma moderna mistura de uma canção Tumantvratsuka com a música quente do sul. A letra era obviamente no dialecto do Norte da Bellanária. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Pedro - que não percebe uma palavra de Japonês, quanto mais do sotaque do Norte Tienense, que é uma mistura de Japonês com Bellante Arcaico -perguntou-me se eu podia traduzir a letra.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijando-lhe no pescoço, eu sorri com um ar brincalhão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; A mulher da noite mordeu-me, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Com a sua pinça dourada, ela enfeitiçou-me! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A princesa transformou-se &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Numa nuvem de ópio intoxicante ela evaporou-se... &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Agora eu estou aqui, esquecido, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pensei ter ouvido aquele sensual gemido, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quatro copos de saké e uma garrafa de amido!  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; A minha vida está arruinada, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem se interessa se eu morro, às garras da minha amada, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No entanto as minhas mãos malditas, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ainda conseguem enredar as sedosas fitas &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Do cabelo dourado dela! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Agora eu estou aqui, oh pobre de mim, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pensei ter ouvido a voz dela debaixo da cama de cetim, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quatro copos de saké e um perfume de jasmim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt; O resto da canção eu já não sabia lá muito bem, mas tenho a certeza que acabava com "quatro copos de saké" e mais não-sei-o-quê...olha, rimei! Não me perguntes em que é que estava a pensar o raio do homem quando escreveu isto! Enfim, lá consegui traduzir a letra...e se queres que te diga, eu estava assim um bocadinho com uma ressaca por que tinha bebido à surdina na noite anterior. Era por isso que estava a tomar o café. Para ficar mais sóbria! &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma vez mais, beijei o Pedro, como se quisesse acender um foguete para uma festa! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não é linda a letra...? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que é que aquele cigarro tinha, Jessica? Isso era um charro? - Ele arqueou as sobrancelhas, muito espantado pela minha atitude atiradiça. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soltei uma gargalhada excitada. Pronto, acho que o cigarro tinha mais alguma coisa do que hortelã-pimenta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu estou-me a cagar para a porcaria do cigarro! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estás completamente pedrada! - O Pedro olhou para mim, alarmado. - Acho que é melhor levar-te para a minha casa.        &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Aos poucos, estava a sentir-me um pouco tonta. Apoiei-me no braço – ou seria no topo, sei lá! – da cadeira, com a outra mão na cabeça, mas ainda com um sorriso apatetado no rosto. Estava a fazer o pior papelão que eu já alguma vez em toda a minha vida – isto, segundo o Pedro! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Sim! Leva-me para o teu quarto! E eu não estou pedrada! Eu sei perfeitamente como estas merdas funcionam! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Mas o Pedro não me quis ouvir e pegou-me – o idiota! – ao colo, por muitos pontapés de corça que eu desse. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Cheirando o ar fresco de hortelã-pimenta que vinha do cigarro, ele abanou a cabeça, muito desapontado comigo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Bem me parecia que aquele hálito que tu tinhas não era do café! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Ao chegarmos à pastelaria onde o Pedro e o Tezcatlipoca vivem, ele deixou que eu tomasse um banho bem gelado no cubículo que era o único quarto de banho daquela espelunca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Finalmente, acordei para a realidade. Sentia-me tão estúpida por ter acreditado que o meu avô me ia oferecer uns cigarros inofensivos! Regra número sessenta e cinco do meu guia para aprendizes de bruxas – nunca confiar nos membros da tua própria família! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Deixei que o Pedro me secasse o cabelo, ao chegar do duche. O meu cabelo estava bonito, estava! Parecia um monte de folhas vermelhas queimadas. Nunca gostei de desembaraçar o meu cabelo por ser muito encaracolado e oleoso. Mas, quando o meu namorado – sim, acho que posso chamá-lo assim – passou com a toalha por aquela cabeleira horrorosa, ele sorriu, com um ar protector. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Olha se não fosse eu, ainda adormecias no bar! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Não brinques...mas que burra que eu fui...! – Comentei, muito chateada comigo mesma, frustrada pelo facto de ter caido na armadilha do meu avô que nem uma patinha, como se fosse a Sara! Ou talvez ainda pior: como a minha mãe! – Devo ter fumado uns quantos charros daquela porcaria!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Tentando acalmar-me, o Pedro beijou os meus ombros molhados. Consegui sentir o amor que ele nutria por mim. Aquele rapaz é um anjo! Nunca tive um homem que se preocupasse assim tanto comigo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Não exageres, o meu tio viu que só tinhas experimentado um... – Ele disse com um pequeno e embaraçado sorriso. – Além disso aquilo era só hortelã-pimenta peperita, é a versão mais tóxica que existe na Bellanária. Mesmo assim não era ópio ou haxixe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Cobri-me com a toalha, contente pelo facto de que ele fazia-me sentir uma mulher verdadeira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Estive a beber a noite toda, Pedro. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;color:black"&gt;Mas não me sinto bêbeda. Vejo as coisas claramente... Oh sim…Vejo-te com muita clareza! – Exclamei eu abraçada a ele, mas de repente, aquele maldito oficial nazi me veio à cabeça e larguei-me dele. – Cometi erros terríveis, Pedro! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Não consegui conter as lágrimas. Sentia-me imunda, embora tivesse tomado banho duas vezes naquela manhã. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Terríveis! – Exclamei. Nessa altura, sentia-me um monstro por ter tentado brincar com os sentimentos do Pedro quando&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o conheci! As pessoas tinham razão: eu era uma bruxa, e não podia negar isso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Todos nós fazemos porcaria de vez em quando, Jequinha. – Disse ele a tentar beijar-me. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Sim...e pagamos por essas merdas! – Comentei, cabisbaixa ao olhar para o meu pulso, a marca da minha família. – Porque raio é que eu tive de nascer com esta coisa pregada à minha pele?! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Mesmo assim, ele segurou-me nos braços dele. Que carinhoso...que doce que o Pedro é...e eu não mereço nada disso! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;Com um beijo na minha mão, ele disse numa voz mais doce que o mel: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- A tua tatuagem é tão bonita, é o que faz de ti a Jessica que eu conheço...e amo! &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ao deitar-me na cama dele, deixei-me mergulhar nas almofadas comfortáveis e brancas, cobrindo o meu corpo branco de seda com elas. Porém, ainda se via um pouco das mamocas à mostra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;- Ai, Pedro! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;A princípio pensei que isto tudo era só um jogo. – Confessei-lhe, deixando evidente o desejo que sentia por ele, as partes do meu corpo molhadas e quentes. – Mas agora, o jogo está a tornar-se tão perigoso...posso queimar-me! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;A minha voz estava melada e a suspirar. Tinha mesmo vontade de o fazer, e ia fazê-lo com amor! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;Acenei com os dedos longos e compridos pintados com o verniz das unhas, ao que ele obedeceu prontamente como se fosse um cachorrinho. Uma vez mais, os meus dentes de vampira sobressairam-se, enquanto eu sorria com um ar devorador. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;- Não tens medo de te queimar, meu amor? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;Ele abanou a cabeça com um grande sorriso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;- É claro que não, Jessica! Já não sou nenhum bebé! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;Eu sorri, satisfeita, enquanto que lhe arranhava ao de leve com as unhas de bruxa nas costas, como se massajasse o corpo dele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;- Ainda bem...porque eu não gosto de bebés! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt;Quase tão excitado como eu estava, ele tirou de imediato a roupa, enquanto procurava, distraidamente, qualquer coisa para tapar aquela coisa que estava com sede de entrar naquele sítio maravilhoso e felpudo entre as minhas pernas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-510096089758437102?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/510096089758437102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=510096089758437102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/510096089758437102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/510096089758437102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/12/especial-dezembro.html' title='Especial Dezembro'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-04wLNcjBMRg/TuaOBdAPjQI/AAAAAAAAAiQ/VT056Obwj90/s72-c/15170_Fernandez_1000_122_514lo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-8895282902151750569</id><published>2011-11-25T15:52:00.001-08:00</published><updated>2011-11-25T15:58:44.286-08:00</updated><title type='text'>Citlalioko - A Guardiã da Escuridão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-meVO2jneKbw/TtArC_suBiI/AAAAAAAAAiE/oOrxMnBvc-w/s1600/200851442411.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-meVO2jneKbw/TtArC_suBiI/AAAAAAAAAiE/oOrxMnBvc-w/s320/200851442411.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679086460572927522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;" &gt;Decidi fazer uma pequena história baseada num evento que se passou hoje... A vida real por vezes pode ser inspiradora!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Cuixtletleuictic  Citlali - Estrela de Prata - tinha recebido o nome em honra da sogra de  Hideyoshi, o reputado Cimitarra de Água que tinha posto a ordem nas  terras do sul e que estabelecera um reinado de paz nas Ilhas de  Jenalrar. Ela morava num edifício já de si um pouco seco e de gosto  rústico, em Losjafhden. Talvez fosse mais a vontade da mãe do que sua  viver num sítio assim tão húmido e frio. Era uma casa de bruxos, de modo  que a altiva bruxa de origens Chinesas preferisse viver numa casa em  plataforma altas e madeiradas de cor escura do que numa típica casa do  sul. Formosa, mas um pouco afastada das outras vivendas de feiticeiros, a  casa tinha como vizinhos uma barca habitada por comerciantes e um belo e  pequeno bosque onde prosperava um silêncio macabro, apenas perturbado  pelo assobio da corrente do Rio Bênção e o silvo do vento a passar por  um esplêndido damasco prateado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nessa  altura, a pequena aprendiz de bruxa - se bem que não se podia chamar  assim a uma dama da alta sociedade - tinha de se comportar devidamente,  de forma a que não levasse bastonadas da mãe, que se considerava como  descendente de um astrólogo Chinês. A Mãe tinha-se casado por um favor  que um primo seu, Lao Kuang, mais conhecido como o "Leão Infernal" entre  os Japoneses, tinha prometido a Sharzhatzl-Ólin. Obviamente foi com  desagrado que a senhora que usava sempre uma faixa de algodão quente  roxa-escura entre os elegantes braços pintados com pó-de-arroz, aceitou,  ao ocultar o rosto entre as longas mangas de lavanda o casamento. Se  bem que houvessem mulheres de inferior condição que o escravo preferiria  ter-se casado, fazer uma desfeita daquelas a um bruxo de tamanha  condição como o Leão Infernal seria como se tivesse assinado a sua  própria sentença de morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O  seu irmão mais velho, Zollin, era um rapaz vindo de outra relação, no  entanto, ambos gostavam muito um do outro. E Sharzhatzl-Ólin gostava de  ambos os filhos. Estrela de Prata era calma e intuitiva, Zollin era  exactamente o mesmo - para embaraço do pai. Algumas vezes, eram tão  parecidos que chegavam a ser gêmeos um do outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Depois  da guerra de Poriavostin que tinha durado até 1066, a cidade Losjafhden  estava em ruínas - a enorme fornaça que outrora tinha servido para  queimar o temível Assassino do Amor vivo estava feita em cacos. E, uma  vez que o país não estava em guerra, não era necessário reconstruir a  velha vila Japonesa. Com um terramoto causado pelo próprio pai das duas  crianças, não restava nenhuma casa a não ser as das famílias Chinesas de  feiticeiros que não tinham concordado em combater do lado de Rwebertan  Samiel Di Euncätzio. A linda vila de Losjafhden, cem anos depois, não  passava de um pequena aldeia onde vivía a única descendente de  Onisamatseka, uma aterrorizada senhora Japonesa com o nome de Kazue Hana  - Flor da Primavera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Muitas  vezes, Onisamatzeka Kazue era visitada pela pequena Estrela de Prata,  embora a senhora fosse descendente de um demónio. Ora, foi numa dessas  tardes, em que a jovem de longos cabelos louros voltava para casa, que  um estranho a abordou: era um homem, com uma enorme espada de aço  embainhada na túnica verde e escura. Seria um guerreiro Bellante? Não,  mas também não estava vestido como um feiticeiro Japonês. Então só podia  ser Chinês...mesmo assim, ela não deixou de baixar a guarda. Mesmo que  se tivessem passado cem anos, a sua Mãe tinha-a ensinado a manejar uma  espada, quase tão bem quanto um homem. Por isso, com a espada oculta  debaixo do lindo vestido cor do céu, ela recuou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O  Guerreiro de Túnica Verde acenou numa vénia profunda e formal, tal como  se deveria fazer quando se estava diante de uma bruxa de condição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;-  Sabeis por acaso, jovem senhora, onde fica a aldeia de Itshaki? -  Perguntou o estranho, num sotaque no qual ela percebeu ser Japonês. E no  entanto, a espada era de dois gumes. A voz dele era muito suave e doce,  e ela pensou se, por debaixo do capuz cor de terra, não houvesse um  jovem encantador. Ora, numa altura daquelas, com o Inverno a principiar,  seria natural que um homem se cobrisse com um capuz, ainda para mais  numa terra onde cheirava a morte por todo o lado. Era preciso ter-se  cuidado para não apanhar uma praga ou ser amaldiçoado por um fantasma  dos dias de guerra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Estrela de Prata apenas encontrou como resposta abanar a cabeça, num gesto delicado, mesmo assim, reservado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Ainda deve ser longe...deve ficar no centro desta Grande Ilha, suponho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O homem de túnica de veludo e quente suspirou com um ar paciente, à medida que se cobria contra a força do vento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Enfim...Mas é natural, deveis ser de cá, e é por isso que não conheceis bem esta ilha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ao  ver que ele apenas queria conversar - afinal de contas, era mesmo um  estrangeiro - ela deixou que ele ouvisse a sua bela voz uma vez mais:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Sim...eu vivo não muito longe, perto das margens do rio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A  jovem apontou para o horizonte, onde os damasco prateados cercavam as  ruas com as suas lindas folhas amarelas e resplandecentes. Contudo, não  deixou que ele contemplasse o seu rosto branco, herdado do seu pai  escravo. Ora, se ele estava a tapar a cara com o capuz, era justo que  ela também não mostrasse os seus olhos rasgados e grandes como duas  avelãs. Para além disso, uma jovem dama como ela não devia mostrar a sua  beleza a homens estranhos. Porém, ela podia ir aonde quisesse, desde  que usasse longos e maravilhosos vestidos que cobriam de todo a sua  figura perfeita e incrivelmente feminina. A Mãe estava preocupada com  ela, e tinha-a criado para que jamais homem algum a pudesse magoar. E  oh, como Citlali era uma jovem desconfiada e inteligente! Os seus olhos  ao olharem para o horizonte, pintado com as cores sedosas e rosadas do  anoitecer, repararam o quão belas as árvores eram, e o quão felizes  aquela humilde gente de Losjafhden estava. A verdade é que sempre que ia  visitar a tia, nunca deixava de admirar tudo o que lhe aparecia pela  frente, mesmo que fosse uma ninharia comparado com os tesouros que  existiam na casa da Mãe.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Lembrou-se  da sua querida Mãe, do quão ansiosa ela devia estar por voltar a ver  aqueles lindos olhos castanhos, e decidiu não voltar a cara para aquele  homem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;De  tal modo ela procedeu que qualquer homem que visse esta cena  provavelmente procederia de forma diferente e não se atreveria a  dirigir-lhe uma palavra sequer. Contudo, o homem da túnica verde  continuou a falar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;E  ela - apesar de não o mostrar diante dele - ficou de tal modo espantada  com aquelas palavras...afinal de contas, ele estava-lhe a contar que  era apenas um guerreiro, que procurava um pouco de paz naquelas  montanhas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;-  A guerra de Poriavostin foi algo sem dúvida extenuante para qualquer  feiticeiro. Mas eu sou apenas um homem que veio de terras distantes, um  camponês que conseguiu arranjar uma arma e lutar ao lado de irmãos e  amigos. Tudo isto deve ser deveras maçador para uma donzela, filha de um  escravo que conseguiu ascender à classe dos Bruxos... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ao que ela respondeu, um pouco indignada com o ligeiro tom de desprezo com que ele dissera aquelas palavras:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Não sou exactamente filha de uma bruxa...A Mãe é um pouco severa, tal como qualquer mãe deve ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ele soltou uma leve risada.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;No  entanto, a sua voz continuava a ser tão melosa como quando abrira pela  primeira vez a boca, tão dourada quanto as folhas de gingo. Não havia  nada de estranho naquela figura de um guerreiro, com uma espada Chinesa,  envergando uma túnica de veludo semelhante ao jade escuro e polido. Era  como se houvesse algo mais para além disso. Contudo, ela deixou-o  continuar, com uma postura digna de uma altiva senhora Chinesa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Sois uma donzela muito inteligente.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Voltei para a Bellanária para ver se está tudo bem, e parece que sim. - Disse ele num tom ambíguo e enigmático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Naquele  momento, Citlali só pensava em voltar para casa. O Sol já se escondia  sobre as sombras dos espessos troncos. Estava a escurecer, e ela tinha a  certeza que apesar da sua Mãe ser bastante condescendente, ela jamais a  perdoaria por estar fora durante tanto tempo. Se aquele homem  continuasse com aquela conversa, ela ia sacar da espada curta num  instante! &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Para um homem como o senhor, isso deve ser bastante extenuante.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;- Ela comentou num tom gentil, mas frio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O  Homem da Túnica Verde encolheu os ombros num gesto conformista. Só aí é  que ele reparou que ele era de uma estatura média, até aceitável para  um Japonês. No fundo do seu coração, secretamente, ela suspirou de  alívio. Aquele não tinha ar de ser um demónio disfarçado. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Faz uma semana que cheguei do Japão. Como o tempo passa depressa, não é verdade? – Desta vez, a voz era mais informal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Sem  dar ares de admirada, ela respondeu com um simples “sim”, acenando com a  cabeça num ar submisso. Foi então que ele aproximou-se uns poucos  metros dela, o que fez com que Estrela Prateada se arrependesse de se  fazer submissa. Devía tê-lo chamado nomes, devia actuar como se fosse  arrogante ou autoritária, tal como qualquer outra bruxa faria! Sentiu-se  como se fosse a rapariga mais estúpida à face daquele universo. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;-  Bem... O que pensais que estais a fazer, Mestre... – Ela carregou o  sobrolho, por detrás do leque cor de pêssego, desta vez com um  verdadeiro ar de desconfiada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Pensei que podia acompanhar-vos até casa, minha senhora... – Ele respondeu num tom nada malicioso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Respirando  bem fundo, ela lá deixou-o escoltá-la até casa. Ao chegarem às portas  da vivenda da Mãe de Estrela Prateada, ela parou, e agradeceu com uma  ligeira, mas distante vénia pelo cavalheirismo do misterioso homem. Tudo  isto sem revelar o seu belo rosto de arroz fino e macio. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;- Talvez nos possamos encontrar uma vez mais, Senhora... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;-  Talvez... – Ela disse numa voz reservada. Foi aí que ela, mais para  fazer troça do homem do que por outra coisa, deixou que um pedaço do  leque lhe destapasse os lindos olhos amendoados de menina. Piscou-os em  direcção a ele, num ar sedutor, mas ao mesmo tempo, recatado e doce. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;E  foi assim que ela se apressou, graciosa como uma fugidia ninfa dos  bosques, para as portas de madeira escuras, desaparecendo por entre  elas, sorrindo para dentro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-8895282902151750569?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/8895282902151750569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=8895282902151750569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8895282902151750569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8895282902151750569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/11/cuixtletleuictic-citlali-estrela-de.html' title='Citlalioko - A Guardiã da Escuridão'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-meVO2jneKbw/TtArC_suBiI/AAAAAAAAAiE/oOrxMnBvc-w/s72-c/200851442411.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-2438200848413756341</id><published>2011-10-30T05:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T00:26:11.816-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sopro do Feiticeiro'/><title type='text'>Capítulo 2 - O sopro do Feiticeiro (parte i)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;"Sabe alguma coisa sobre o assassino de Kanti Lornam?" Um jovem feiticeiro de origens coreanas e japonesas perguntou ao oficial da Resistência. Thaiko Sung - o único herdeiro de uma rica família de feiticeiros - tinha ficado apavorado quando ouvira que alguém tinha morto uma das mais importantes aias da Princesa Swerdinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estavam num café em Cyborg Town. Enquanto o oficial da Resistência acendia um cigarro, os seus olhos castanhos fixaram-se nos de Thaiko Sung, um feiticeiro de apenas onze anos e o único sobrevivente da família Sung. Todos os parentes deles tinham sido assassinados como consequência dos vários incidentes com as poderosas famílias Japonesas do Norte. Se havia alguém que estava inocente naquela história, era ele.  Uma das pistas apontava porém para um homem que tivesse mãos pequenas... só podia ser um rapaz manipulado por um mestre da Magia Negra mais velho...Thaiko era um grande amigo de Sara, e ele próprio assegurara às autoridades Bellantes que ele jamais se atreveria a magoar a Família Lornam. Talvez as famílias Japonesas tivessem alguma coisa a ver com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa lá, puto. Por muito que as pistas apontem para alguém das famílias de Bruxos Japoneses, isso não é suficiente. - Comentou o Tenente da Resistência, a Guarda Imperial da Bellanária, ao soprar uns anéis de fumo. - A carta veio de uma fábrica Italiana e a cicatriz da arma que foi usada no crime não tinha sinais de um típico corte feito por uma lâmina Japonesa. Não achas que serias o primeiro logo que soubéssemos de alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem feiticeiro acenou com um ar tímido, ao pôr a mão na mesa, aborrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei...É só porque isto tudo é tão injusto! Não podem culpar pessoas inocentes... Muito menos a mim! Eu nunca nutri um sentimento de ódio pela Princesa Swerdinada, juro! Se ao menos eu conseguisse lembrar-me do que aconteceu naquela noite...mas não consigo! Foi a minha primeira noite como um bruxo adulto, eu vinha com as roupas do meu Pai. Depois de ter entrado num táxi para o Cavalheiro, não me lembro de mais nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele bem que tentava controlar os sentimentos, mas as lágrimas fugiam-lhe dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei quem é que matou a Senhora Kanti, mas esse homem deve ser realmente horrível para fazer tal coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro suspirou, já habituado a aquelas coisas, e deu uma palmadinha nas costas do jovem Sung, num gesto quase paternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem vindo ao Mundo dos Bruxos, jovem Sung. - Sentindo os joelhos de Thaiko mais perto dele, o oficial da Resistência abraçou o rapaz. Todos os dias, ele via rapazes como Thaiko: abandonados ao destino, sem saberem que tipo de mestre é que haverão de escolher. Rapazes órfãos, que não tinham ninguém no mundo. Isto acontecia frequentemente naquele mundo cheio de ódio e de sangue. Por vezes, as vítimas ficavam como aprendizes dos assassinos e ninguém dava por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou um mês, e ninguém se atreveu a dizer uma palavra sobre o assassinato de Kanti Lornam em Cyborg Town. As únicas pistas eram as marcas de sangue deixadas no chão do salão do Cavalheiro. Veio um especialista, e este disse à Resistência que eram caracteres Japoneses, antigos, provavelmente do tempo do Assassino do Amor, há mil anos atrás. O que ele viu é que um deles significava "filha" ou talvez "criança". As cicatrizes no pescoço da vítima diziam que isto tinha sido muito bem planeado. O assassino sabia exactamente quando é  que devia matar e as saídas que usaria para escapar do local do crime. Tinham estado mais de cem pessoas naquele salão, e todas elas tinham tido os olhos postos no palco.  Para se cometer um acto tão vil era preciso que o assassino fosse engenhoso e se movesse silenciosamente como uma sombra para agarrar no corpo de Kanti, e depois, atacá-la tal como uma víbora, matando-a sem que ninguém desse por isso! Claro, tinham estado todos bêbados no feitiço que ele tinha tecido sobre o Cavalheiro para que reparassem num homem no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kanti Lornam era uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apsara&lt;/span&gt;  - uma fada celestial, muito semelhante com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kinnara&lt;/span&gt; mas sem asas ou quaisquer ornamentos no corpo elegante. Com mais de trezentos anos, ela ainda amava o seu querido feiticeiro Farzad Lornam. Embora já fosse de uma certa idade, ela continuava com um aspecto gracioso e belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-2438200848413756341?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/2438200848413756341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=2438200848413756341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2438200848413756341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2438200848413756341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/10/capitulo-2-o-sopro-do-feiticeiro-parte.html' title='Capítulo 2 - O sopro do Feiticeiro (parte i)'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-8817012948836836117</id><published>2011-10-06T05:32:00.000-07:00</published><updated>2011-12-18T16:05:18.858-08:00</updated><title type='text'>Lentamente, a Lua se esconde...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;Roshini observava, esfregava os olhos, fechava-os e continuava a ver, atónita e com a raiva a subir-lhe às tempôras, o seu tio a seduzir aquela rapariga inocente. Ele não só queria conquistar o Império da Bellanária através da Lua dos Sonhos, queria destrui-lo através da Guerra entre as várias classes e o Norte e o Sul! Que podia fazer, o que poderia fazer?  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desejais um pouco de Frambinam, Princesa Sarvahdinada? - A voz falsete e compassada, monocórdica do homem sussurrou, ao estalar os dedos e prontamente, mãos invisíveis trouxeram uma garrafa de cristal adornada com uma fada pintada de vermelho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A princesa corou, espantada. Mas há pouco tempo ele não queria violá-la? Tinha apenas dezassete anos, e não sabía que as bebidas alcoólicas podem derreter a timidez de qualquer um. Também estava muito confusa: aonde é que estaria o homem que a tinha salvado quando ela ainda tinha dez anos? Com o cabelo negro a pender dos ombros de chocolate, ela fixou o seu olhar de canela no homem alto e forte, com um corpo que se assemelhava ao mármore branco e frio! Com aquele rosto de mais de mil anos, o nariz adunco, os olhos verdes a observarem-na cuidadosamente como se ela fosse uma obra de arte, os lábios a desejarem-na com um sorriso carnívoro e sedutor...tudo isso lhe fazía uma enorme confusão. E mesmo que ainda não tivesse provado o licor de framboesa, já sentia uma certa tontura, uma loucura que lhe dava uma enorme vergonha! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- S-sim... - Ela murmurou, num suspiro, a perguntar-se como é que um homem tão feio de cara podía ser tão atraente no corpo, naquele corpo esguio e atlético. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As garras dele passearam no corpo dela, enquanto ela respirava bem fundo, sentindo o sangue a subir-lhe à cabeça a uma velocidade estonteante. Di Euncätzio Samiel - era a primeira vez que se sentia orgulhoso pelo nome que tinha, e a pronúncia em Chinês tornava-o cego ao amor. Do fundo daquilo que ele tinha, apodrecido no interior do seu peito, ele amava realmente a princesa humana, e mesmo que a desonrasse, não tinha remorsos nenhuns acerca disso. Os dentes afiados dele lamberam com prazer o licor que deitou por cima dos ombros dela, fazendo com que Sarvahdinada tivesse um calafrio.  O cheiro a álcool fez a sua pele arder, e no entanto, o sabor a framboesa fresca era o mesmo. Recordou-lhe daquele dia em que o tinha visto, há sete anos atrás. Esquisito como aquilo a fazia sentir-se bem e nervosa ao mesmo tempo. No entanto, isso também lhe fez lembrar que tinha sido por causa das Nagas e de Rusalka que a Guerra tinha começado. E o país bellante...seria que o Assassino do Amor já tinha previsto aquilo tudo...?  Seria que ele a tinha conduzido até Kelzharam de propósito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela figura anónima, aquele homem que se escondia por detrás daquelas vestes sumptuosas e imponentes...seria ele capaz de amar? Tocou ao de leve o rosto oval dele...era tão diferente do dela, enrugado, como se fosse um velho pergaminho de bambu. O nariz adunco inalou profundamente o perfume que vinha do pescoço dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que é possível...? Como é que é possível gostardes assim tanto de mim se odiais o Império e a cidade onde eu cresci? - Ela exclamou num tom muito triste, cheia de saudades dos seus pais e da cidade que a tinha visto nascer e tornar-se naquela rapariguinha que desaparecera, há sete anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As garras do bruxo limitaram-se a acariciar aquelas costas frágeis e delicadas, consequentemente fazendo com que a princesa tivesse um ligeiro calafrio. O hálito do Assassino do Amor chegou às orelhas dela, naquela voz falsete, metálica e fria como uma adaga letal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só sei que esses teus olhos de almíscar me enfeitiçam, princesa. - Aquela voz, tão sibilante, tão intensa, fez com que um súbito calor viesse à espinha da jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarvahdinada quase que gaguejou quando ia começar a falar, o calor da água vulcânica fazendo com que os dedos dela se apercebessem da pele áspera e masculina do Assassino do Amor quando encostou, sem querer, a cabeça perto da dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os meus olhos? Que têm eles de tão especial? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda há inocência neles... - Ele murmurou num tom que podia passar por carinhoso. - Não deve haver uma criatura mais pura como tu, minha querida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, ela corou, e suspirou, e sentiu uma estranha vontade de o abraçar.  Mas seria correcto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-8817012948836836117?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/8817012948836836117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=8817012948836836117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8817012948836836117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8817012948836836117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/10/lentamente-lua-se-esconde.html' title='Lentamente, a Lua se esconde...'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-9149180294149146048</id><published>2011-09-13T05:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T06:43:42.353-07:00</updated><title type='text'>Rosa Americana</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Nc1KK41l_Zw/Tm9dPRxhdKI/AAAAAAAAAh0/UXW3WEWzAYQ/s1600/The_Bitter_Tea_of_General_Yen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px; height: 300px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651838574423798946" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nc1KK41l_Zw/Tm9dPRxhdKI/AAAAAAAAAh0/UXW3WEWzAYQ/s320/The_Bitter_Tea_of_General_Yen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Uma pequena canção que escrevi enquanto lia alguma literatura oriental - ultimamente, tenho andado um pouco obcecada com o tema da Ásia nos Anos 20, 30 e 40 por causa de algumas das minhas personagens serem orientais.  Talvez use esta canção para um dos meus livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequena rosa, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toquei nos seus (dela) cabelos, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Roubei-lhe um sorriso, àquela criatura pedante, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Orgulhosa da sua nacionalidade, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como numa pintura a óleo, os selos, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pintados com o vermelhos dos seus lábios, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela não se assemelha a uma criatura de pura virgindade, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela é uma rosa Americana, a minha querida e misteriosa amante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A minha pequena rosa, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecía-a numa esquina à beira do mercado Chinês, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Através do perfume Francês azul que saía dos seus olhos, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei encantado, e através da cor da sua pele sedosa, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Tão diferente da minha pele horrorosa!), &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as suas pétalas eram os folhos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do vestido, por aquela donzela com delicado tecido, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu fiquei enternecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o vento lhe roça, gentilmente, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos cabelos de porcelana, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Creio que ela tem medo de mim, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela tentação do país do ocidente, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ela, ela é uma rosa tirana, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto poderia ter outro fim, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, eu poderia beijar novamente aquele rosto tão quente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequena rosa de Nova Iorque, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que me vira a cara, como quer esconder, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela pequena tristeza, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele vazio de cabeleira com sabor a mel, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escondida ela está naqueles olhos de quem não quer, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quer ganhar a guerra, mas quer ser uma perfeita mulher! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ela, ela é uma flor de dureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rosa de vinagre misturado em vinho, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela, com o seu delicado e teimoso orgulho, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quer tocar num rosto de ouro, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que ela não vê que o tigre lhe entrega o focinho, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que ela não vê a vénia do submisso  touro, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela, com o seu ar de senhora com espada em punho, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que ela não sente os meus lábios a ansiar pela pele dela, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que ela não percebe que os seus seios sabem a canela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequena rosa, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa-me provar esse fruto exótico, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixa-me perder nesse teu rosto hipnótico! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-9149180294149146048?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/9149180294149146048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=9149180294149146048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/9149180294149146048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/9149180294149146048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/09/rosa-americana.html' title='Rosa Americana'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Nc1KK41l_Zw/Tm9dPRxhdKI/AAAAAAAAAh0/UXW3WEWzAYQ/s72-c/The_Bitter_Tea_of_General_Yen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6639925916385520019</id><published>2011-09-05T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-05T08:02:49.006-07:00</updated><title type='text'>O Outono - um bruxo de frio</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como o Outono - aquela estação, meio quente, meio fria, que algumas vezes me põe a espirrar, outras vezes, com uma felicidade por ter de trabalhar - está para breve, decidi escrever um poema dedicado a ele. Melhor a uma personificação dele. Se ele fosse um homem, tenho a certeza que seria um bruxo das minhas histórias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma folha morta cai às tuas botas, ensanguentadas,&lt;br /&gt;Tal como uma frágil mulher,&lt;br /&gt;Ela tem as curvas da uva apetitosa,&lt;br /&gt;Que faz o vinho do medo,&lt;br /&gt;Que é servido pela criada que se ajoelha,&lt;br /&gt;Da mesma maneira que a folha da videira se inclina,&lt;br /&gt;Ela também treme por causa do vento gélido,&lt;br /&gt;Mas não é o frio dos tempos difíceis que a assusta,&lt;br /&gt;É o medo de partir o copo cristalino,&lt;br /&gt;E do vidro, beberás o sangue,&lt;br /&gt;Que a mandaste servir! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corvo aparece numa embaciada janela,&lt;br /&gt;A paisagem está coberta de nuvens cinzentas&lt;br /&gt;- Tão cinzentas como os teus olhos!&lt;br /&gt;Olhos de melancólica mirra,&lt;br /&gt;Que fina e aveludada criatura era aquela,&lt;br /&gt;Por que é que ela tinha de colher - sol a sol - os molhos&lt;br /&gt;De uvas, os frutos da tua sangrenta ira...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos amendoados de corça são os dela,&lt;br /&gt;Rios obscuros onde secaram muitas penas,&lt;br /&gt;E usa, como uma noiva leal do Imperador, a seda amarela,&lt;br /&gt;Costas de branca garça que pertencem ao doce mecenas,&lt;br /&gt;Que foram chicoteadas, aquelas costas de criatura, &lt;br /&gt;Filha da Natureza,&lt;br /&gt;Porém! Tu não te importas, tu só fazes pelo prazer de a ferir,&lt;br /&gt;De ferir aquela personificação de pureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Outono, quando é que vais aprender,&lt;br /&gt;Quando é que vais parar de te rir&lt;br /&gt;Com essa voz de vento gelado,&lt;br /&gt;Quando é que vais parar para sentir,&lt;br /&gt;Para ver que até as deusas,&lt;br /&gt;O som da tua voz trovejante faz tremer,&lt;br /&gt;Com a tua frieza,&lt;br /&gt;Fazes a colorida floresta transformar-se&lt;br /&gt;Em sombras castanhas de âmbar!&lt;br /&gt;Todos os seres vivos conseguem perdoar-se,&lt;br /&gt;Mas tu, tu nem tens tempo para amar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6639925916385520019?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6639925916385520019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6639925916385520019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6639925916385520019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6639925916385520019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/09/outono.html' title='O Outono - um bruxo de frio'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-4597870124880155152</id><published>2011-08-31T06:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-31T07:22:02.573-07:00</updated><title type='text'>Há sempre algo para dizer</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt; 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Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: rgb(102, 102, 102);font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;À meia-noite, há sempre algo a dizer... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-bidi-line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Uma flor caiu nos cabelos da jovem princesa, ao olhar para a água cristalina do lago que as fontes termais perto do Castelo Negro formavam. Ela não ligou muito para aquilo, mas os olhos estavam abertos, e o nariz captou umas mãos de homem a massajarem-lhe os ombros. Eram umas garras esqueléticas, mas gentis. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Ela nem pôde acreditar: o Assassino do Amor, o implacável senhor daquele palácio sinistro, olhava para ela com um olhar doce, enquanto descalçava as botas e desapertava o robe oriental. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Os olhos negros dela brilharam ao luar, enquanto ele entrava na água quente e a deitar espuma, como se fossem nuvens fofas de algodão. Estas nuvens cobriam o peito macio e de chocolate da princesa arco-íris, cujos cabelos negros apanhados num gancho de jade em forma de borboleta eram tão negros como a noite. Os cabelos ruivos dele resplandeciam como labaredas de fogo, ansiosas por consumir o mais precioso dos frutos concebidos pela Natureza!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;A jovem virou a cabeça quando os dedos dele a tentaram acariciar. Aquelas duas esmeraldas forçaram-na a olhar para ele. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Vossa Alteza está muito melancólica esta noite. - A voz metálica e aguda ressoou no silêncio nocturno. - Porque é que me evita? &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;A jovem tremeu quando ele encostou a cabeça ao ombro nu dela. Agora, depois do rapto, depois de saber que tipo de homem é que aquele bruxo era, a princesa mais nova do Rei Neptuno estava aterrorizada. Aquele homem, tão forte, mas tão perigoso, estava tão perto dela, como a flor estava da água a ferver. O nariz dela apanhava o desejo que ele respirava por ela, tão intenso, como as pétalas da camélia. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Inevitável aquele sorriso malicioso, enquanto lhe esfregava as costas femininas com as pétalas das camélias, ele suspirou, indiferente ao terror dela. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Jamais devia ter-vos deixado com aquelas fadas malcriadas. - Ele encostou ao de leve, o nariz curvo de falcão perto das ancas suaves como seda, aquelas ancas frágeis e belas, que o faziam ansiar por mais. - Elas não compreendem que eu vos amo, muito! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Anjali Sarvahdinada engoliu em seco, ao ver que aquelas garras não a iam libertar. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Por favor... - A voz dela murmurou, enfraquecida pelo feitiço hipnótico que o Assassino do Amor lhe pusera, horas antes. - Não me faça mal, Mestre Samiel!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Eu? Fazer mal a ti, minha flor? - Repentinamente, as garras dele apertaram a cintura dela contra o corpo forte dele. - Eu só quero um pouco da tua energia, aquela Lua dos Sonhos que está escondida...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi- font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Os dedos anormalmente magros passearam num sítio onde Sarvahdinada não queria que estivessem! Arregalou os olhos, indignada, quando os dedos do feiticeiro tocaram, abruptamente, no íntimo dela. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;Ele sorriu com um ar malévolo nos olhos rasgados e verdes, concluiu com um riso de hiena, perverso:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Aqui, no teu templo sagrado! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;- Tire...esses dedos demoníacos de mim! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;A jovem princesa tentou espernear, mas o seu corpo não se mexia! Estava mesmo enfeitiçada por aquele homem maluco! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: normal;background:white"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:11.0pt;color:#666666;"   &gt;O que o Mestre Samiel não esperava era uma jovem fada dos seus dezanove anos, de lança em punho, preparada para defender a Princesa Arco-íris, dois anos mais nova que a Kinnari, a metade fada, metade cisne! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:15.5pt;color:#666666;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-4597870124880155152?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/4597870124880155152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=4597870124880155152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/4597870124880155152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/4597870124880155152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/08/ha-sempre-algo-para-dizer.html' title='Há sempre algo para dizer'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-3000821433928158300</id><published>2011-07-07T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T12:12:43.881-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><title type='text'>Um verdadeiro Feiticeiro Branco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://zudendo.com/img/shouhin/ZU08070704.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 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Em &lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Calibri;" &gt;Мэрлоноград&lt;/span&gt; (Merlonogrado) – ou Cidade ao Pé do Mar, como dizem os Russos do baronato, vizinho do Ducado da Cidade Perdida – tudo era feito com uma lentidão pacata e humilde.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Custodio Villanueva, é o nome de um dos bruxos mais corruptos e mais obscuros do baronato de Merlonogrado. Merlonogrado, uma família católica de Russos e Espanhóis que nunca se deu bem com o conceito de feitiçaria que nós, os vizinhos Japoneses e Alemães praticamos, torceram o nariz quando os guardas da fronteira marinha anunciaram que um homem alto, de porte elegante e enigmático, tinha aportado com apenas um barquinho a remos, daquelas gôndolas que se vêem nos filmes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, há dois anos atrás, em 1978, eles não se importaram de acolher Custodio Villanueva, cujo nome completo era Custodio Dário Villanueva. Villanueva tinha um bigode pintado a pincel preto, com um fluente sotaque catalão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia, apareceu no palácio dos nobres a dizer que era médico, e que sabia tratar de feridas nas pernas e nas costas. Levava um estojo escuro e uma capa velha para lhe ajudar a aguentar mais o frio de Outono. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembrai-vos Vossas Excelências, que havia uma praga de cogumelos venenosos, e a Baronesa Maria Eufémia andava com um reumático nas costas. Custodio Villanueva curou a pobre e velha senhora numa questão de dois dias. Também curou um escravo e uma jovem bisneta do antigo e já falecido Diego Yaranuez.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Após essas pequenas consultas, não quis saber de renumerações ou recompensas para nada. Que, não, que não, que a única preciosidade que tinha era o orgulho em ter ajudado mais pessoas e a tirá-las do sofrimento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dos trinetos do lado da família Russa então propôs-lhe que o ajudassem a subir na carreira como bruxo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E foi assim que ele se mudou do baronato para o ducado. Custódio Villanueva, com os seus estranhos olhos azuis, os seus modos quase devotos pela morte tardia da Duquesa Abir, e a pena por não ter ouvido da doença da “honrada senhora” mais cedo. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ficámos habituados a ele, a ele e às suas maneiras delicadas, a sua sinceridade disfarçada em pedantismo, ao fumar aqueles cigarros (quando começou a trabalhar para a nossa família, o dinheiro veio tão depressa quanto o milho em Agosto!) de hortelã – pimenta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro mês passou, e outro, e outro, e quando era Inverno, apanhei sozinho o velho feiticeiro espanhol a rezar pela alma da Duquesa. Estava a chorar. Perguntei-o porquê. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele ficou calado durante uns minutos, apenas a olhar reverentemente para o quadro da minha mãe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Acabou por confessar que ficara apaixonado pela senhora do quadro, e que era uma pena que ela já tinha morrido, porque se fosse viva, ele lhe daria todo o amor que ela precisava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- A minha mãe não merece o amor de ninguém. – Comentei, quase sem querer. Que é que os meus leitores querem? Que esta minha memória, este meu espírito fique calado? Não conseguia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sois uma mulher muito ingénua, mas também muito esperta, Menina Charlotte. Pode ser que a vossa mãe guardasse no fundo a mesma mulher bondosa e com coração que está reflectida nessas lindas faces de chocolate. – Disse o homem sabiamente. Limpou as minhas e as lágrimas dele, carinhosamente, como se tratasse do meu pai. – Mas é tempo de restabelecer tudo, Vossa Graça. Não vos importuno mais, e mais uma vez, desculpai-me pela minha compaixão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fez uma vénia muito formal – até demasiado para um espanhol – e deixou-me, a pensar, ali. Não foi despedido, tal como provavelmente pensara. Agora é muito mais do que um amigo, é como se fosse da família. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ficou connosco como amigo e como confidente de Karl Honestoffmann, que adorava o seu gosto pelo velho e pelo rústico, e pelo órgão, que Villanueva dizia-se ser uma vez padre, mas que desistira da profissão por causa do herbanário. Com o tempo, adquiriu o carinho das crianças, o respeito dos adultos e o amor dos fantasmas Japonesas, incluindo a Senhora Murakami em pessoa. «Quem me dera que o meu filho fosse assim!» &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As cortesias que fazia, a opinião conhecida e quase eloquente, fazia-o ser apreciado pelos feiticeiros Japoneses que muitas vezes, coitados, vinham pedir esmola na época do comunismo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A roupa, diga-se de passagem, durava-lhe muito. Por vezes, escovava com a mesma mesura que lavava a roupa, o pelo do gato de família, Spiegel. Nessa altura, até o nosso gato persa era um atleta, a caçar ratos e baratas. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro-me que Irene o chamava de “o Avô emprestado” por ter uma barbicha prateada que lhe ficava muito bem na pele queimada do sol. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Wilhelm Couto e Hans, por sua vez, gostavam muito dele por causa das piadas que o velho espanhol sabia. «Come-se do que há, peixe fresco é o melhor que tem cá.» Dava para as pessoas rirem-se do jantar simples e tipicamente Bellante: uma vez era arroz, outras vezes tortilhas com carne esmigalhada de porco com pimenta, cebola, molho de maionese, e papa de espinafres, tomate, cenoura e batatas, outras vezes, era peixe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Havia depois o Usagi – o meu namorado dessa altura – que ajudava-me a coser as roupas. Eu contava os poucos lucros que tínhamos a vender para a União Soviética. Nessa altura, a Katharina morava na Inglaterra.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aqueles eram bons tempos. Sentava-se sempre com a gente o Tio Maximilian e o Tio Martin, juntamente com os primos Ernst e o Rutger. Todos nós, ajoelhados no velho e empoeirado salão de jantar, com umas almofadas rotas e apenas a mesa de mogno cujas pernas tinham sido cortadas. Dava um estilo mais oriental ao palácio. Nessa altura, era mais uma Menina von Tifon do que “As Senhoras e os Senhores von Tifon”. Ao pequeno-almoço, comia-se pão com salsichas (coisa que Usagi e o Mestre Custódio nunca comiam), e um leitinho, outra coisa que os nossos rapazes Ernst e Rutger adoravam era molhar o pão no leite com cevada, coisa que eu achava intragável, mas enfim. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Eram manias alemãs, tal como era mania Japonesa servir-se o peixe cru porque às vezes não tínhamos dinheiro para pagar o gás. Ainda bem que a Avó me tinha ensinado antes de morrer a fazer comida Japonesa para o jantar, senão, morríamos à fome.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ninguém na “Capital” – como falava o Usagi falava de Tóquio – queria saber de nós. Nem na Alemanha, nem no Japão. Era como se não existíssemos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No entanto, nós ajudávamos os humanos, e eles sentiam-se bem connosco. Eram tempos muito diferentes. O palácio nunca estava limpo, não havia criadas a correr de um lado para o outro, e tinha de ser eu a tratar de tudo: da roupa (a não ser da de Usagi ou da do Mestre Custódio, que não me queriam dar mais trabalhos), das paredes, do pó, da cozinha, da burocracia para que a nossa empresa sobrevivesse no mundo comunista…podem imaginar como é que eu me sentia depois de um dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A velha casa Von Tifon era sinónimo de tradição, era sinónimo das antigas canções do Norte, que eu costumava cantar, por distracção. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O destino prega-nos cada partida. O baronato e o ducado gostam muito dele. E assim, quando caiu o muro de Berlim, e a família Merlonorgrado foi condenada à morte por traição e por comunismo, Villanueva foi um dos primeiros bruxos a ser considerado como o possível novo senhor de Merlonogrado, ele recusou prontamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Disse que tinha saudades de Espanha. E partiu sem deixar rasto. Lembro-me, dois anos passados, neste Dia da magia Negra, que ele punha sempre os Deuses acima de tudo. Bruxo? Bruxo coisíssima nenhuma! Aquele era um feiticeiro branco. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Este é uma crónica antiga que encontrei sobre um feiticeiro branco que a Tia Charlotte (a irmã da minha mãe Katharina) conheceu nos Anos 80.  É engraçado como nessa altura, o reverendo "Mestre Custódio" era quase como uma figura paternal para a família von Tifon, arruinada pela mentira da ideologia comunista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Recordam-se talvez daquele bruxo do "&lt;a href="http://princesshamanarta.blogspot.com/2007/05/o-fumo-sinistro.html"&gt;Fumo Sinistro&lt;/a&gt;"  e do  "&lt;a href="http://princesshamanarta.blogspot.com/2007/05/um-bom-exemplo-de-um-bruxo-quase-no.html"&gt;Um bom exemplo de um bruxo quase ao nível do Assassino do Amor&lt;/a&gt;"?  O Custódio Dário Villanueva era esse tal feiticeiro! Nessa altura era muito simpático, todo ele simples, todo ele cumpridor das regras dos Deuses...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o que é que aconteceu nos Anos 90? Ninguém sabe. Talvez tenha feito fortuna na Espanha como médico da medicina alternativa, não sei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que eu sei é que a bondade de Villanueva trazia água no bico.... &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-3000821433928158300?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/3000821433928158300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=3000821433928158300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/3000821433928158300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/3000821433928158300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/07/um-verdadeiro-feiticeiro-branco.html' title='Um verdadeiro Feiticeiro Branco'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-945707577096208410</id><published>2011-06-09T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T16:02:25.147-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros por publicar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sopro do Feiticeiro'/><title type='text'>Falar de um bruxo e da sua aventura</title><content type='html'>Lembram-se de &lt;a href="http://http//tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/04/novo-blog-ou-no.html"&gt;http://http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/04/novo-blog-ou-no.html&lt;/a&gt; , de &lt;a href="http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/11/o-rapaz-dos-olhos-de-ametista.html"&gt;http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/11/o-rapaz-dos-olhos-de-ametista.html&lt;/a&gt;, ou de &lt;a href="http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/06/captulo-1-primeira-parte-de-trs.html"&gt;http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/06/captulo-1-primeira-parte-de-trs.html&lt;/a&gt;? Ou até mesmo de &lt;a href="http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/04/lua-dos-meus-sonhos.html"&gt;http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/04/lua-dos-meus-sonhos.html&lt;/a&gt; ? Ou de &lt;a href="http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/09/lua-dos-meus-sonhos-situao-poltica.html"&gt;http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2008/09/lua-dos-meus-sonhos-situao-poltica.html&lt;/a&gt; ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tudo parte do mesmo livro, que agora se chama "O Sopro do Feiticeiro". A história conta o dilema de um jovem bruxo talentoso de vinte e quatro anos (Georg-Maria Schwarzjaguar, mais conhecido como Flautista pelos seus inimigos) no início dos Anos 30 de matar ou não, uma jovem rapariga que é filha do maior inimigo dos seus patrões. Tenho de confessar, a história foi escrita em 2007/2008, mas eu fiz uns retoques que a deixaram quase perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Atlântiga, agora Bellanária, é um cenário perfeito, mas a história começa com um prefácio (escrito num rasgo de inspiração, num dia destes) em que o vilão principal da história é introduzido, na Itália de 1921 - obviamente não vou dizer o nome dele. As origens do Flautista são contadas pela sua própria voz...deixando o espaço para depois irmos até à princesa desta história: Annelina Sara Lornam von Tifon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, eu e a minha imaginação em criar um romance entre um homem de vinte e quatro anos e uma jovenzinha de quinze exagerou! Que bruxo mais velho para a pobre da Sara...Algumas vezes pergunto-me se ela merece ter tão pouca sorte com os homens. Não, não merece. Afinal de contas, ela é a personagem mais inocente que eu já alguma vez criei. Em Inglês, há uma expressão para descrever um homem desprezível, másculo, e impiedoso - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bad-ass &lt;a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=bad%20ass"&gt;(http://www.urbandictionary.com/define.php?term=bad%20ass&lt;/a&gt;) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. É jargão, eu sei, mas é precisamente isso o que o Flautista é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem...mais não direi sobre a história, só vos digo: é uma das histórias que contém mais aventuras e desafios para as personagens principais. Não gosto de personagens totalmente bonzinhas ou cheias de virtudes. De modo a que temos uma princesa herdeira viúva facilmente depressiva e que esconde as suas fragilidades através de austeridades e excessos na vida nocturna - Swerdinada Eudóxia II Di Neptunvs - e um feiticeiro branco adulto Irmãozinho com um humor cínico e um pragmatismo assassino na batalha. Fumador constante, Irmãozinho esconde um lado paternal e um amor pela honestidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens secundárias são mais ou menos bem feitas - gosto muito da maneira como criei a Katharina, mas ela ainda precisa de algumas coisas que precisam de ser melhoradas. Aliados ou inimigos, as personagens secundárias falam muito sobre a Bellanária ou a sua relação com o mundo ocidental e oriental. Outras - como Isaías - embora não muito importantes nesta história, revelam-se como grandes amigos - ou rivais, como é o caso do Conde James Dark Sword - às personagens principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses algumas vezes não são para aqui chamados. Acho que são mais uns "apêndices" ou "figurantes" que dão uma mãozinha à história. As personagens principais contam mais a vida entre humanos, fadas, bruxos, bruxas, feiticeiros brancos e demónios nas ilhas atlânticas da Bellanária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de ter mais personagens no livro, mas o facto é que a centralização (bruxos, humanos, fadas e feiticeiros brancos) da narração fez-lhe bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou na universidade e não posso postar aquelas sete páginas do prefácio que escrevi para " O Sopro do Feiticeiro", deixo-vos com esta canção tipicamente Napolitana: "Guaglione".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=99FxBf1uGF8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=99FxBf1uGF8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma música Japonesa de um dos meus animes preferidos de infância: "Tactics"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WujimpD8PdU&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WujimpD8PdU&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma canção Alemã, "Fieber", industrial rock da banda Oomph com Mina Hagen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jKCqrkEZBT0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jKCqrkEZBT0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Flautista de olhinhos roxos adoraria ouvir uma canção dessas. Ele compreenderia as três linguas num instante. De romântico a completamente perverso e possessivo, essa é a personalidade afectuosa de Georg-Maria Schwarzjaguar Como o Rei dos Bruxos Kasimir Malaghetyev diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Até um bruxo se pode apaixonar...até mais que os peixes e as flores! &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-945707577096208410?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/945707577096208410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=945707577096208410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/945707577096208410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/945707577096208410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/06/falar-de-um-bruxo-e-da-sua-aventura.html' title='Falar de um bruxo e da sua aventura'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-2231713067997651673</id><published>2011-06-03T06:57:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T14:21:39.489-07:00</updated><title type='text'>Sua Sagrada Alteza, a Enguiçada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Qxek5hH_x8A/TelQO-84d7I/AAAAAAAAAhc/qVEyq_yNJMw/s1600/kind_by_dj_alien_olga-d2yhi65_1.png"&gt;&lt;img style="float:left; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal"; 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Pois não são a mesma pessoa. Nem se sequer se parecem uma com a outra: enquanto que Swerdinada Eudóxia II Di Neptunvs (1913-1973) tinha os cabelos castanho-claros e encaracolados, Swerdinada Clarissa Di Neptunvs tem os cabelos negros e macios. A mãe tem os olhos cor de avelã, a filha foi abençoada com dois coquetes olhos negros que lhe dão uma expressão um tanto inocente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Swerdinada Clarissa Di Neptunvs, nasceu em 1962, sete anos após a prisão consolidada do meu padrasto, num meio-dia sufocante e insuportável de 26 de Agosto, onze anos antes da morte da mãe. De acordo com os registos oficiais, cedidos pela Polícia de Vigilância foi um parto difícil, lá mesmo perto de Losjafhden, na Mansão Real Di Takzlntaram, na aldeia, mesmo perto das montanhas. Repentinamente, com o grito da pequena criança, os vidros das janelas daquele pobre quarto partiram-se. As criadas, baixinho, disseram nos seus sotaques interiores da montanha:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;"Que os Deuses protejam a Nossa Sagrada Majestade, a princesa já é um sinal de azar!" As jovens russas, ao baterem na madeira três vezes para espantarem o mau-olhado. No dia seguinte, uma das aias estava a ajudar a lavar o bebé, quando, para surpresa dela, os peixes começaram a afastar-se da criancinha. As fadas nunca vinham cumprimenta-la ou enchê-la de bênçãos, nenhum dos Deuses veio à cerimónia tradicional de baptizado, os demónios lá vieram, um pouco contrariados. Toda a gente sabia no Norte que aquela criança era produto de um amor proibido e sancionado pelos costumes bellantes. Ora lá dizia a tradição Tienense e daqueles lados das montanhas – espalhado mais propriamente pelos imigrantes eslavos – que uma criança nascida de um casamento não consumado de uma forma tradicional seria para sempre amaldiçoada. E parecia ser verdade no caso da pequenita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como Swerdinada Eudóxia II Di Neptunvs (sei, os Bellantes usam muitas vezes os mesmos nomes para os Reis e Rainhas dos Humanos), nascida em 1913, teria concebido essa criança, permanece um pouco como a neve nos Alpes das Sereias: um mistério.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há uma versão não oficial de como aconteceu. Os Anos 50, anos incertos, com a partida de Tezcatlipoca para o exílio em 1947, deram lugar e espaço para muitas lendas, especialmente no Norte, onde a Princesa Swerdinada Eudóxia II Di Neptunvs tinha duas das suas muitas residências não oficiais. Não se sabe muito bem em qual das duas foi, mas o facto é que em 1959, (cinco anos depois de Reinhard Heydrich ser preso no Castelo Negro) enquanto tomava um relaxante banho de espuma, ela foi abordada por um admirador misterioso,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As mãos do servo que estava sempre com ela na banheira, firmes e fortes, massajavam de vez em quando as costas da princesa, o que a deixou completamente encantada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensava-se segura e fora de perigo das garras dos comunistas, mas o que as pessoas em Cyborg Town diziam era que ela se tinha apaixonado por um agente do KGB. Entre os vapores da água doce e as carícias leves, mas envolventes da espuma, pelo menos uma vez por semana, a princesa encontrava-se com o homem com as mãos mágicas. Sabia exactamente onde premir as mãos e os dedos nas costas frágeis da mulher influenciável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passaram-se sete semanas, e o homem apresentou-se na casa como Narda Nikolaevitch, um feiticeiro que sabia muito sobre cocktails, poções, loções para a pele….E feitiços de amor. Quando ele caminhava silenciosamente pelos corredores sombrios da casa, com a sua capa escura de pele a arrastar pelo chão polido de aveleira, trazia na mão enluvada púrpura uma agulha com sangue. As criadas tinham medo porque pensavam que ele lhes arrancaria os olhos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Não tinha sombra e raramente saía de casa – a não ser às três da manhã e só regressava ao sol-pôr. Como era muito escuro na casa e só havia luz de azeite – medidas tomadas pelo governo comunista – nunca ninguém conseguiu ver o seu rosto. Este também ocultava-o sobre um chapéu de feltro grande e com uma pala de veludo escuro. Nunca ninguém lhe tinha ouvido a voz, só a Senhora da casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Toda a criadagem tinha medo dele. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi um relacionamento proibido, mas um que apimentava a outrora maçadora rotina da nova Melnjar da Bellanária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E mais não sei...apenas aquilo que as pessoas mais velhas bellantes me contaram. Algumas diziam que o tal homem era um feiticeiro que pôs uma bruxaria qualquer na princesa. De qualquer das maneiras, a criança foi "salva" das garras do homem, que se pensava ser o responsável pela súbita morte da mãe em Novembro de 1973, mas ninguém sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As autoridades da Bellanária do Sul - outrora chamada por Resistência - tentaram apanhar o homem a quem todos os bellantes - fossem eles do Sul ou do Norte - passaram a chamar do "Anjo Imperfeito". Por várias vezes, tentaram matá-lo, mas sem sucesso. O homem era suficientemente esperto para desaparecer, tal e qual o nevoeiro quando a manhã se torna tardia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quanto à criança, ao crescer, esta tornou-se a favor dos bruxos. O império passou a ficar entregue às mãos de uma menina mimada e com um estranho poder para conseguir que os homens fizessem aquilo que ela mandava. A SPV, lentamente, passou a tomar poder sobre todas as vidas humanas. Só as Fadas escaparam das intricadas e sinuosas teias da Magia Negra se enfiava por cidades, aldeias e feudos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma das primeiras acções que a nova "Guarda Imperial Bellante" tomou foi rasgar, literalmente o Tratado da Magia Universal em 1975! A segunda foi declarar que nenhuma das Fadas seria permitida em vilas com mais de dez pessoas (Janeiro de 1978). A terceira foi descriminar os Cyborgs - feiticeiros de classe inferior criados em 1956, com o avanço das tecnologias humanas - a partir de 13 de Fevereiro de 1980. A partir de aí, a liberdade na Bellanária foi diminuindo, até que os Humanos foram reduzidos a terem de se submeter às leis que os bruxos tinham imposto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Apesar das repetidas sanções que o Palácio das Reuniões fez para castigar os bruxos da Grande Ilha, ninguém deu conta. Em Dezembro de 1989, os Comunistas foram expulsos a pontapé da zona do Norte - ou melhor, a maior parte deles foram assassinados. Os registos não oficiais contam com centenas deles enviados para a Fronteira, para serem devorados pelos Demónios. Embora Swerdinada Clarissa Di Neptunvs é considerada como uma humana, é óbvio que o seu lado de bruxa se destaca mais que o seu lado humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela ficou super contente por assinar a morte de mais de mil funcionários comunistas. Alguns escaparam, mas ela queria mostrar que podia ser tão sangrentas como o antigo líder deles, Joseph Stalin. Ela queria mostrar que o Império Constitucional das Ilhas Bellantes era - e é - o mais poderoso e fantástico de todos os países à face da terra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nunca se saberá quem - nem porquê é que ele apareceu - foi o pai de tal mulher...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-2231713067997651673?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/2231713067997651673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=2231713067997651673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2231713067997651673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2231713067997651673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/06/sua-sagrada-alteza-enguicada.html' title='Sua Sagrada Alteza, a Enguiçada'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Qxek5hH_x8A/TelQO-84d7I/AAAAAAAAAhc/qVEyq_yNJMw/s72-c/kind_by_dj_alien_olga-d2yhi65_1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6343416140585221637</id><published>2011-06-01T08:14:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T10:15:47.877-07:00</updated><title type='text'>O Rouxinol Von Tifon</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Então perguntei uma vez à minha mãe quem era o pai do Avô Adrian. A minha mãe - que prefere debater-se entre pepinos, tomates, raspadores de cenoura, cebola e pimentos - disse num tom muito insultado e indignado que nunca tinha conhecido (ou sequer ouvido falar) o "Avô" dela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;«E agora desampara-me a loja que o Reini não gosta nada se eu me atraso com o jantar!» Respondeu ela, com aqueles dois grandes olhos azuis, como se fosse uma juíza no meio de uma sala de tribunal a dizer que a sessão estava terminada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas eu, eu não desisti até encontrar uma dúzia de livros poeirentos sobre o avô, colocados mesmo no fundo de uma prateleira, abandonada ao Deus-dará, no canto mais extremo da biblioteca, um canto que parecia nunca ter visto a luz do Sol. Vocês não gostam de ir ao sítio aonde a vossa família guarda todos os tesouros, aventuras, desventuras e podres? Eu adoro! Principalmente porque, uma hora depois, eu fico toda rouca da garganta. É no que dá ser neta de um velho saco de ossos alérgico ao ar puro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Enfim, a máquina fotográfica ainda não tinha sido inventada na altura em que o bisavô viveu, e pelo pouco que sei sobre ele, o excelentíssimo Sr. Duque Christoph von Tifon raramente deixava que um escultor ou um pintor representasse as suas belas faces. É muito estúpido, porque eu acho que o meu bisavô não deve ter sido assim tão feio como o meu avô ou o meu Padrasto.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Tinha um ar juvenil no nariz pequeno, em forma de cogumelo. Os olhos, claro, pareciam ser azuis, mas eu até apostava que eram verdes. Eram aquilo a que a minha Tia Charlotte diria: “uns topázios num lago salgado de algas”. Mas a Tia Charlotte é muito mais poeta que eu, e eu jamais arruinaria as frases dela com as minhas humildes e sujas palavras, acabadas de sair da fria Inglaterra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O meu bisavô, naquela pintura, parecia sonhador, a olhar para uma toutinegra, com uma caneta antiga na mão, pensativo, mas com um leve sorriso no rosto angélico e nórdico. Era apesar de tudo, pequeno – aposto que não media mais que um metro e setenta – para a maior parte dos bruxos. Com uma constituição de monge pedinte, as túnicas púrpura elevavam-no ao estatuto de um poeta clássico. E quem sabe, se até ele era poeta? É que, segundo o meu bisavô nas suas cartas, quase coladas ao papel do álbum de fotografias de antigos retratos e recordações, a Mãe Natureza, os Deuses, tinham conspirado para que ele não fosse um bruxo, mas sim um artista.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E então, descobri que o meu bisavô era muito mais novo que a minha bisavó quando tinha casado com ela. No princípio do livro sobre ele, dizia que ele tinha nascido em 1750, quando a poderosa Senhora Murakami nascera em 1699. O casamento foi combinado à antiga, quando o pequeno Christoph só tinha dez anitos, em 1760. Quando ele atingiu a maioridade, em 1768, o casamento foi celebrado em Tóquio, com toda a pompa e circunstância, numa floresta conhecida da família demoníaca Murakami. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A seguir, noivo e noiva foram de navio até à Cidade Perdida. A Senhora Murakami tinha então sessenta e oito anos! Fiquei completamente parva. Imaginar uma senhora tão velha a casar com um rapazinho de dezoito anos fez-me rir. Penso que a minha bisavó nutria um sentimento quase maternal pelo marido.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E acho também que isso aconteceu com o meu padrasto e com a Sara. Mas a Sara…a Sara tinha dezassete anos quando o conheceu! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo assim, acho que deve ter sido uma união muito querida e carinhosa, a da minha bisavó e a do meu bisavô. Os poemas que o meu bisavô tinha escrito sobre ela eram lindos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Se há um pensamento que me assombra,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;É este de ser uma fria catacumba, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Um vaso simples sem ornamento, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Algo vazio, e no entanto um complemento, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;À minha vida e ao meu mundo! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mergulho, cada vez mais fundo, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Sondo as páginas do teu e do meu ser, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mas, nunca poderei descrever,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Aquilo que há de mais profundo&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;No meu ardente querer! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Só tu, querida, com este teu fruto,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Maduro e preciosa maçã de Primavera&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Faz com que eu fique mudo, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;E faça com que a minha mente, &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Se torne uma poderosa quimera! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O meu bisavô era o mais humano dos Von Tifon, mas casou com o lado mais demoníaco da família: a minha bisavó. É uma história linda a dos meus bisavós, não achas? Acho que ela só dizia que se tinha casado nova porque ficaria envergonhada. Ela dizia que se tinha casado aos dezasseis anos, mas acho que a minha bisavó tinha sofrido muito na vida para se apaixonar verdadeiramente por alguém. Ainda bem que apareceu um rapaz sensível e bondoso como o meu bisavô na vida dela. Ali estavam, as datas verdadeiras do nascimento de ambos. É impressionante que o meu avô tenha nascido da união destes dois. A minha bisavó não era malvada, ela só tinha passado por muitas coisas enquanto mulher japonesa. Ela só dizia aquela mentira piedosa de ter casado cedo por não queria que pensassem coisas ainda piores do que já pensavam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o meu bisavô – um amigo do peito do grande escritor Erwin Di Gracxiushandrian – que lhe dedicara todo o seu amor, adorava as crianças que ela lhe tinha dado. Quando penso que o meu bisavô é o avô da Sara, acho que faz um pouco de sentido que ele se tenha casado com a Senhora Murakami. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ela tem o mesmo ar distraído e brincalhão dele. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até aposto que o meu bisavô nunca ligou para a Magia Negra. E estava certa nos meus palpites, porque ele, ele morrera em 1890, muito cedo para um feiticeiro. Os outros feiticeiros da minha família podem dizer o que quiserem sobre ele, mas eu cá acho-o um pão adorável naqueles retratos de casamento, com aquele rosto redondinho, os olhos grandes, tímidos e alegres para o pintor, a mão pousada ao de leve no quimono da noiva, o ar muito informal com que ele está. Ele até podia ser bastante porreiro, não acham? &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O Nälden disse-me que os outros bruxos naquela altura o chamavam de "o Rouxinol", meio no gozo, meio a sério. Porquê? Porque o meu bisavô, em vez de praticar tiro ao alvo - com um demónio como alvo - ou de aterrorizar as populações humanas ao raptar as crianças, ele costumava escrever modinhas debaixo de um pessegueiro na Primavera, tocava um pouco de guitarra - parece que bastante mal - e declamava em voz alta, enquanto bêbado, em voz cantada, na hora de ponta, em Cyborg Town.  Enfim, o meu bisavô era aquilo a que o meu avô chamaria de "um homem fraco". É que o varão da Senhora Añuli fora educado pela mãe viúva, à maneira camponesa e africana, e nunca soubera o que era reinar no Ducado da Cidade Perdida. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A única coisa que o nosso Rouxinol sabia era cantar, caçar com a caçadeira, a lança, e a adaga. Pobre rouxinol, num mundo em que o bruxo comum sabia aguentar uma garrafa de Frambinam inteiro, ele só bebia cerveja bávara "fraquita".  Ai, pobre poeta das florestas do Sul e dos sonetos com duas quadras e três estrofes de cinco versos, com os teus classicismos e a tua pelezinha de menina, não me admira que os outros feiticeiros te chamassem de "Menino da Mamã" e "Sua Excelência, o Apêndice do Biombo Japonês". Essa última alcunha foi dada pelo Rei dos Bruxos, Kasimir Malaghetyev, que andava de mal com a Senhora Murakami lá por 1845.  O meu avô Adrian chamava-o de "O da minha Mãe". Nem se atrevia a chamar "o meu pai" para não se lembrar do ser maldito que lhe tinha concebido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Coitado do bisavô. Afinal, ele devia ter mas é ido para a Europa. Aí, ele seria um nobre de verdade. Mas, com as Invasões de Napoleão e as ideias iluministas , o meu bisavô preferia que o seu filhinho fosse para o Japão do que ser educado por um pai irresponsável. Acho que o facto da minha mãe "nunca ter ouvido falar" do meu bisavô deve ter sido provocado pelo "coração de manteiga" do meu avô Adrian. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;No século dezanove, quando o peso da idade lhe ensinou que o filho devia mas é tornar-se um bruxo a sério, ele passou a escrever poemas mais escuros, como este:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As folhas vermelhas de Maio caem,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caem na minha sangrenta alma,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Formando uma rica, exótica paisagem,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que escureceu, subtilmente, a minha personalidade calma!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São tiros que esbombardeiam,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No meu germânico coração,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São falinhas serenas e mansas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escritas na palma da artistica e feitiçeira mão!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Este país faz-me lembrar o puro e alemão pinho, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que só o traz o mal no cheiro,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas este meu rebento desenvolve um mesquinho espinho,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Este país fará da minha semente o mais terrível feiticeiro!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atira-se para as ilhas a complicada, continua e fatal malha,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Perde-se a vida, ganha-se na família a batalha!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O meu bisavô, mesmo assim, nunca deixou de amar a sua família - mesmo que o filho varão o odiasse de morte, mesmo que o meu avô o chamasse de "o marido da minha mãe", mesmo que, durante os treinos de espadachim, tentasse magoar a sério o próprio pai, o pai sempre o perdoava. E, agora apesar de tudo, Christoph William é considerado como um dos grandes poetas bellantes. Em 1940, no quinquagésimo aniversário da sua morte, os vários feiticeiros bellantes do "Clube da Cimitarra" (uma associação secreta que promovia a defesa bellante, associada com os Demónios, os Deuses, os Feiticeiros e os da Resistência)  chamaram-no de "O Kolmanatry Nobre", por este ser muito excêntrico e gostar mais da música do que da Magia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6343416140585221637?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6343416140585221637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6343416140585221637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6343416140585221637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6343416140585221637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/06/o-rouxinol-von-tifon.html' title='O Rouxinol Von Tifon'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-5082581290866383143</id><published>2011-05-29T11:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T11:25:45.252-07:00</updated><title type='text'>Espelho, espelho meu: há uma bruxa neste eu?</title><content type='html'>Uma perguntinha: já alguma tiveram como comentário ou mensagem "O senhor/senhora não devia postar isto porque é controverso, politicamente incorrecto e vai contra as leis do seu país?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já. Sabem que só por causa das minhas histórias no deviantart, tive imensa gente a dizer que eu era maluca, que eu devia ser mesmo uma bruxa, e que devia mas é parar de teclar no computador, porque nunca se viu uma portuguesa burrinha a escrever sobre mundos que têm erros gramaticais na tradução, falta de imaginação e má estrutura de personagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até acredito nessas palermices, mas se me disserem que os meus vilões Nazis são uma desculpa para me armar em Santa Madre de Calcutá e defendê-los, eu juro que mato alguém! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer: uma pessoa já não pode brincar com nada? E depois, há tantos ditadores no mundo (alguns fingem serem democratas), qual é o problema de falar sobre a verdade? Ah, pois é, a verdade dói, não é minhas senhoras "justas e que sofrem pelo Holocausto". É que Israel tem um programa de armas nucleares e a Itália tem aquele problema do Berlusconi. Não vou falar da Polónia, porque esses, são os que sofrem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam como se eu fosse uma bruxa, ignoram-me, fazem de conta que eu não existo. Entre outras palavras: estou farta do deviantart! Se alguém é escritor, ou tem de ser uma estúpida de uma loura qualquer que só saiba escrever sobre "rpg"s - vocês sabem, aquelas coisas inspiradas na época medieval ou no "Senhor dos Anéis" ou em coisas ainda mais idiotas. Eu até gosto de RPG, eu sou uma fã de anime e gostei imenso do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há artistas para tudo. Mas, pomos uma brincadeira tipo aquelas revistinhas pornográficas dos Anos 70 ou uma cena picante do Assassino do Amor, e há uma rapariga a dizer: "Ele não era sexy!" Eu também nunca disse isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora que essa. O meu nome no deviantart é Princesshamanarta, baseado num dos nomes das deusas que eu criei para a Bellanária. Portanto, as pessoas pensam que eu sou cor-de-rosa, uso sapatos de salto alto e sou um zero á esquerda a Inglês. Encontrei pessoas fantásticas no deviantart. Muitas delas ainda são minhas amigas. Outras, simplesmente ignoram os meus comentários, e não olham para o meu ID, cartão de identidade virtual a cores com uma fotografia óbvia para esclarecer que sou uma bruxinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão disto tudo: nos meus blogs em Português, digo que sou uma bruxa (Tifon é o nome da família de bruxos mais importante na minha história da Jessica) e toda a gente gosta de mim. Digo que sou uma santa - como sou - no deviantart, e as pessoas pensam que eu sou um diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não tem um toque de ironia? As pessoas no deviantart pensam que estou possuída pelas minhas próprias personagens. Falta um pouco para eu mandar estes tipos à fava e desactivara minha conta no dA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pensam vocês disso? Eu sou o tipo de pessoa que seja uma bruxa seguidora de Nazis mortos ou uma fada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-5082581290866383143?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/5082581290866383143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=5082581290866383143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/5082581290866383143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/5082581290866383143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/05/espelho-espelho-meu-ha-uma-bruxa-neste.html' title='Espelho, espelho meu: há uma bruxa neste eu?'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6613485094781532776</id><published>2011-05-03T11:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T11:55:06.878-07:00</updated><title type='text'>A Bela Fragrância e Azul Esverdeado ( 2ª parte )</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-mHstZnojnHw/TcBO5IIW0tI/AAAAAAAAAhI/YElbJCxkh5U/s1600/thai-mythology-Kinnari.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 240px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mHstZnojnHw/TcBO5IIW0tI/AAAAAAAAAhI/YElbJCxkh5U/s320/thai-mythology-Kinnari.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602564679790940882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:targetscreensize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt; 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 mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman","serif";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estava con vontade de continuar isto ( http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/10/bela-fragrancia-e-azul-esverdeado.html ) , até porque hoje deram-me um excelente feedback...Ai, vida mergulhada da escrita, preguiçosa nos estudos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;O nariz afincado do samurai sem senhor pressentiu algo no ar, e rapidamente, retirou da bainha a sua espada de madeira. Podia não ser lá grande coisa, mas de uma coisa o Cocheiro sabia: continuava a ser um grande espadachim, e tinha a certeza que, se alguma das crianças o tivesse conhecido em jovem, ambas concordariam &lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;que ele era a melhor escolta e guia para um sítio inóspito e inseguro, cheio de mistérios, como a Bellanária. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- É melhor ir andado, pequenos senhores. – Disse ele, na sua voz grave, e tenebrosa, mas com um certo tom bondoso. – Quanto mais depressa chegarmos a Cyborg Town, melhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;As faces triangulares de Fen Li coraram um bocado de receio, apertando-se sobre o seu manto, enquanto o guerreiro de cinquenta e dois anos guiava-os, a eles e aos cavalos até à principal estrada de calçada, que era a mais leal e segura de todo o reino, uma vez que dava até aos arredores da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Imediatamente, à medida que iam avançando pelo caminho, de facto, já se viam mais casas e poucas árvores, o rio acalmava cada vez mais, e de facto, a paisagem era muito mais agradável que sobre as montanhas dos Alpes das Sereias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Haviam várias oliveiras, sobre um campo dourado de trigo. Era como um enorme aglomerado de algodão doce para a menina, que achava aquilo lindíssimo; os framboeseiros e cerejeiras enchiam todas as pradarias, que existiam no vale, enquanto as vinhas estavam ainda no pousio, fazendo um enorme campo branco e vermelho, como que num sumo de groselha, e, os campos de centeio estavam quase prontos, para que, no inicio do Outono, fossem colhidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;As camélias recheavam as florestas e pradarias de um perfume que apenas poderia ser comparado com uma fragrância divina vinda do mel e das padarias, bem quentes, que faziam o pão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;A fronteira entre os Alpes das Sereias e Cyborg Town estava muito próxima, embora que Quing ainda se sentia desconfiada e apreensivo. Não acreditava sobre o que se dizia acerca da grande cidade atlântica. Com as mãos cruzadas, esperou até que chegassem até à fronteira, e certificar-se, um milhão de vezes, que a sua pequena irmãzinha estava a salvo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;O longo &lt;i style=""&gt;quipao &lt;/i&gt;que ela usava poderia muito bem colocá-la em ocasiões indesejáveis. Mexendo sobre a pequena espada afiada de cinquenta centímetros que tinha presa à cinta, tentou não dar muito nas vistas, quando entrou para o comboio. A cidade ainda ficava a uns bons oitenta quilómetros de distância, e não valia a pena perder mais um dia para lá chegar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Mantendo a túnica chinesa castanha firme e simples de lã, com um cinto de couro gasto de há dez anos, o jovem reparou que o Cocheiro estava agora como revisor dos passaportes e guardião da segurança. Tentou ignorá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Afinal, estava apenas a fazer o seu trabalho…O comboio a vapor deslizava suavemente sobre os carris de ferro bellantes, e, à medida que se segurava naquele estranho transporte sem cavalos, o jovem aprendiz de guerreiro tentou falar com o velho samurai, e pedir-lhe desculpas pela malcriadez que tinha demonstrado nos Alpes das Sereias, mas não teve a coragem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Por um momento, pensou vê-lo a sorrir, e Fen Li sorriu com ele, enquanto piscava os olhos para o novo dia, que agora, cintilava sobre as janelas de vidro; recostada sobre o veludo macio vermelho dos assentos do luxuoso comboio, ela pôde ver algumas fénixes a cantar, alegres, à medida que algumas ninfas dos rios, as naíades, acompanhavam as graciosas aves, dando pulos e saltos maravilhosos, como se quisessem imitar os golfinhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;E foi aí, que ela, decidiu falar para com o samurai, de rosto deformado com enormes cicatrizes de guerra. Não tinha medo dele, quando olhava para os olhos azuis aguçados deste, pensava ver no coração dele uma alma justa e pura, que castigava os malvados, e ajudava os fracos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Ao contrário do irmão, ela era sensata, e pensava duas vezes antes de julgar as pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Levantando-se com todo o maior dos cuidados, ela levantou a cabeleira negra com arames e ganchos preciosos de ouro – era impressionante como é que aquele rapaz poderia ser o seu irmão – e, agarrando-se a um dos assentos, perguntou, naquela voz doce:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- Falta muito para chegarmos até Cyborg Town? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- Não muito, talvez cheguemos adiantados ao horário. – Replicou o velho samurai, com orgulho e um sorriso raro no seu rosto rígido, amarelo, vendo-se que conhecia muito bem aquela ilha. – Daqui até lá é sempre a andar…! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- Como é que sabe? – Indagou, Quing, sempre do contra, e descrente, sentado inconformado, ainda de braços cruzados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Encolhendo os ombros, o Cocheiro deu uma palmadinha amiga nas costas do jovem guerreiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Pela primeira vez naquela viagem, riu-se, e, Fen Li reparou que, à medida que se aproximavam da cidade, mais à vontade o samurai estava. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Isso era bom sinal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Com um ar de contentamento, ele pousou os braços fortes e atléticos, brancos como a cal, sobre os assentos, e comentou, com uma risadinha amarela:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- Ora…! – Riu-se, mais uma vez. – Este comboio nunca falha, e nunca foi interrompido por nenhum bandido. Aliás, se eu não vos estiver a dizer a verdade, que me cortem a cabeça! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Nesse preciso instante, por causa de uma súbita travagem pelo comboio, uma das malas muito pesadas de um dos outros passageiros soltou-se das bagageiras, e, foi parar exactamente perto do pescoço do velho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;&lt;span style=""&gt;                 &lt;/span&gt;Ao verem pela janela o que é que se estava a passar, viram algo impressionante, uma estranha criatura, passeando sobre as ervas de esmeralda medicinais que existiam no rio, que era atravessado magicamente pelos carris de ferro inoxidável. Era um estranho homem, com patas de águia e torso e tronco e faces de homem, com uma cauda e asas de uma bela ave, escamosa, que, com um rabo de cavalo parecido com o que samurai usava, com o seu lindo cabelo verde encaracolado, tocava uma trompeta feita de algas e de jade, que reluzia naquele sol fantástico de Verão. A seguir a ele, vieram algumas naíades, irem cumprimentar os dois jovens com vários sagrados e divinos cânticos, até mais maravilhosos que um milhão de aves de toda a Floresta de Cristal. Várias Kinnaries, criaturas celestiais metade mulher, metade ave, com uma cabeça e peito nu de uma belíssima e encantadora donzela, ornamentadas com lindas joalharias de prata e ouro, tanto nas orelhas, como nos narizes, seios, pescoço de bege e amêndoa, coberto por várias jóias ovais de esmeraldas e safiras. Como se não isso bastasse, elas tinham o corpo inferior, patas e asas de cisnes, voando maravilhosamente em rasante pelas margens do rio Bênção. Elas eram conhecidas por serem excelentes nos seus cantos, em poesia, na dança, e eram as aias mais célebres e belas das Deusas. Embora os aspectos humanos tivessem cerca de, provavelmente, dezoito anos, as suas vozes eram mais de meninas travessas. Por estarem muito ligadas com as Deusas femininas, estes seres travessos não tinham idade, eram imortais. Com cerca de um metro e cinquenta e cinco, estas Fadas eram de uma beleza tal que até faziam com que lágrimas de alegria caíssem sobre Fen Li. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Havia ainda as lulas gigantes, que povoavam as profundezas do rio, os grifos e centauros que cavalgavam pelas pradarias, perto da floresta, que se dissipava mais, e cada vez mais Aosbelsi, os habitantes humanos da Bellanária, espreitaram pelas janelas das suas casas, para verem e cumprimentarem os dois jovens com grandes sorrisos, e não só. Os Bellantes tinham a tradição de receberem muito bem os visitantes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Era um bom sinal, e Fen Li não descansou a ficar deslumbrada por semelhante comitiva de recepção. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Abanando a cabeça, evitando um sorriso, enquanto fungava de riso, o Cocheiro aproximou-se dela e comentou, contente: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- É lindo, não é? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;- É…É…É maravilhoso! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;Observando, admirada, aquelas belas criaturas que eram as Kinnaries, ela desejou poder ser como elas, e, quase naturalmente, sonhava poder ter asas de cisne, para que pudesse atingir os céus, e servir, honradamente, as Deusas, poder voar mais alto do que ser um mero objecto que os homens gostassem, ela não queria ser respeitada, e amada, por todos, …Mas parecia que esse dia jamais chegaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6613485094781532776?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6613485094781532776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6613485094781532776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6613485094781532776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6613485094781532776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/05/bela-fragrancia-e-azul-esverdeado-2.html' title='A Bela Fragrância e Azul Esverdeado ( 2ª parte )'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mHstZnojnHw/TcBO5IIW0tI/AAAAAAAAAhI/YElbJCxkh5U/s72-c/thai-mythology-Kinnari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-1439367590346147849</id><published>2011-04-26T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T07:47:26.882-07:00</updated><title type='text'>Bruxaria ao Som dos Sinos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fp7FSoWENiA/SgcedFC60VI/AAAAAAAAE1E/hG67fIFtPoY/s400/Ghent-Belfry%5B3%5D%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fp7FSoWENiA/SgcedFC60VI/AAAAAAAAE1E/hG67fIFtPoY/s400/Ghent-Belfry%5B3%5D%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a minha infelicidade, eu não escrevi isto enquanto estava na Bélgica...Mistura dos meus temas favoritos: ocultismo, mitologia, história, e histórias de terror! :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma coisa completamene diferente das coisas que nomalmente escrevo, já que tive de me basear naquilo que vi sem dizer no poema aonde é que a história decorria. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma folha a cair no meio do Outono,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena gota de sangue a cair, a cair, a cair,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suavemente do teu casaco, enquanto ela adormece, com sono!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pling, pling! O cristal é mergulhado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a boca dela, presa por grilhetas negras, na poça de altar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tal como os antigos Deuses professaram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como tu tinhas planeado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua vítima terá de morrer sete vezes, para o feitiço funcionar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é uma camponesa desconhecida, perdida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ding dong, pling, plong!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinos da torre do dragão dourado marcam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcam o ritmo das gotas de sangue que caem da tua aveludada mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o último momento de vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da rua dividida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pelo rio abençoado pela Mãe sagrada!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração para o feitiço resultar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronunciada com o sangue a escorrer das mãos de cabedal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois esta é a verdadeira força do Mal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pling, plong! Ding, dong!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção é tantas repetida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gracioso sagrado corpo da donzela é possuído,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à medida que o feitiço é construído,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para obter a força que derrubará a Igreja,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso beber do sangue da feminina virgindade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fortalecer o poder da tua maldade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais outro homem ela amará,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é na tua força que reside a cativa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os canais estão silenciosos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com a maior suavidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual progride, com sussurros amorosos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia o que lhe tinha reservado o Destino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais escapará do monstro mesquinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presa por desejo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presa por um só ardente beijo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dela saemos mais horríveis inpropérios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para ti não há correctos critérios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último suspiro, arrancado da garganta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fina, envenenada, corrompe a mulher santa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dela saem gritos de amor, dor e terror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lâmina afiada percorre com excitado furor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feminino interior,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já o corpo dela é oferecido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cordeiro apetitoso pelo lobo é comido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio das ruas escuras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade medieval, ouve-se um terrível gemido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pomba desvanece-se,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dos seus brancos pêssegos, restam apenas cinzas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alva, uma fieira de cabelos prateados tece,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lojas ainda não abriram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que entra um homem com cabelos de oiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E paga, com um copo de líquido vermelho, uma tapeçaria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tapete, uma loura, formosa rapariga grita em agonia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém a ouve ou a sente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é bruxaria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É religião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há ninguém que desmente...pling, pleng!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-1439367590346147849?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/1439367590346147849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=1439367590346147849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/1439367590346147849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/1439367590346147849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/04/bruxaria-ao-som-dos-sinos.html' title='Bruxaria ao Som dos Sinos'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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meu anime favorito... E pensar que eu há uns dias nem fazia a minima ideia que tinha sido feito em 1992 (que coincidencia no ano em que nasci!) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:targetscreensize&gt;800x600&lt;/o:TargetScreenSize&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt; 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Mais bonita que todas as estrelas, com um cabelo cor de almíscar, olhos castanhos e grandes, faces redondas, pequeninas e cremosas como um molho perfumado de chocolate. Os lábios, esses, eram lindos filhos da Lua em quarto crescente como se fossem amoras tentadoras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Esta prima de Eris de pele escura como a canela, abençoada com um sorriso de pérolas preciosas e brilhantes, tinha como nome Sarvahdinada, o que significa em Bellante: “Filha da Corrente Sorridente”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Na altura em que a história se passa, tinha a jovem uns doze aninhos, que saltitava por entre as escadas de mármore branco de Suryadevnahutbal, o bairro da Cidade dos Deuses que incluía os vários palácios e moradias onde a numerosa Corte do Império da Bellanária morava. Nessas ruas enormes e limpas, existiam lindíssimos espaços verdes, e jardins coloridos, e também havia fontes frescas que a princesinha gostava de cheirar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Com o lindo cabelo a balançar e a ondular como se fosse uma bandeira a esvoaçar ao som do vento, ela brincava com as aves, tentando apanhá-las com os seus saltos. Quase tropeçava no véu comprido e saboroso de seda que era da cor celeste. Usava um sari que lembrava os pinhos murmurantes do Norte, e tinha pendurado no cabelo da cor da noite sempre bem penteado, no topo da cabeleira uma flor de lótus branca, como todas as filhas de Neptuno. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Os poetas gabavam-lhe a inocência, os nobres exaltavam a sua beleza, os sacerdotes elogiavam-lhe a pureza, e os músicos admiravam a sua criatividade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas a princesa Sarvahdinada não dava conta de nada, sendo tão pequena e tão dada à Natureza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;E ela com a sua trança semelhante a uma escultura polida de alabastro gostava de dar as suas escapadelas de vez em quando e ir brincar com as crianças da floresta, as Fadas que não trabalhavam no bairro destinado à nobreza, aos sacerdotes e à Família Real. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A mãe – a Rainha Melnjar – já lhe tinha dito milhares de vezes para não se aventurar na floresta. Era óbvio que a rainha estimava muito a sua filha, e não queria que nada de mal lhe acontecesse. Dizia que havia pessoas muito más e animais perigosos na floresta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;«Se te afastares demasiado do Sul, acabarás por vir ter às montanhas para lá das florestas iluminadas, do outro lado dos desfiladeiros, que é aonde os Demónios e outros monstros moram! E nunca dês conversa a estranhos ou a músicos deambulantes ou a mercadores. Esses são os piores malvados!» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas, que podia Sarvahdinada fazer? Simplesmente, ela adorava os campos verdes que davam para a floresta, e depois as crianças que eram filhas dos camponeses eram muito mais divertidas que as aias ou as damas de companhia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O encanto das flores selvagens era muito mais deslumbrante que as flores e pássaros e outros animais que havia nos jardins de Suryadevnahutbal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Apesar dos avisos, apesar das histórias que ouvia sobre jaguares, tigres, e outras criaturas assustadoras, a menina uma vez foi apanhar framboesas com umas amigas camponesas, no Norte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ia e descobria os vários caminhos da Floresta de Cristal, que, à medida que via, estavam cercados de cerejeiras, pessegueiros em flor, e algumas outras flores de Inverno como camélias e alguns narcisos. As árvores variavam de pequenos chorões a enormes castanheiros, que faziam com que o Sol reflectisse os seus raios num espectáculo de amarelos, dourados e verdes espantosos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mais adiante, elas chegaram a uma pradaria de oliveiras, ervas lamacentas, um campo de trigo e ainda um pouco frias do Inverno. Ao sabor do vento, elas reparam nuns ciprestes e sobreiros, e alguns pinheiros bravos que se estendiam de uma encosta abaixo, até a um vale. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;De lá de baixo, vinham uns vapores a óleo de tortilha, queimado, juntamente com mel e cerveja. Alguém estava a cozinhar naquele castelo, bem no fundo do vale, de cujas chaminés pontiagudas e vermelhas saía aquele aroma apetitoso.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;«Temos de ter cuidado.» Avisou repentinamente uma das camponesas. «Não podemos ir para aquele vale. Vive lá um homem muito mais perigoso que os Demónios.» Quando a princesa, com o cabelo penteado de forma diferente e um vestido cor-de-rosa, perguntou que tipo de homem era esse, nenhuma das duas raparigas quiseram responder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Curiosa, ela reparou que, nesse vale que as duas meninas apontavam estava cheio de framboeseiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;«Porque não haverei de ir a um vale onde as framboesas parecem ser tão boas e suculentas?» Deliciada com o vermelho macio dos frutos, muito semelhantes aos telhados das torres do castelo imponente, ela não resistiu em descer a encosta abaixo, sentindo-se mais livre que um passarinho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Tão apressada ia ela, que se esqueceu que o dia já ia longe, e que o Sol não tardava em pôr-se. Mesmo assim, não tardou que as outras duas raparigas lhe seguissem para verem mesmo se os troncos molhados que flutuavam nas pequenas poças douradas pelo pôr-do-sol eram mesmo de pão doce e canela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;As três raparigas ficaram admiradas, pois tudo o que se encontrava naquele vale parecia ser comestível. Por que razão chamariam àquele vale de Vale da Morte? Não havia ali nenhum castelo assustador, nem nenhum feiticeiro malvado….Apenas poças de néctar de pêssego e umas árvores que tinham o leve sabor a menta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Sarvahdinada entretanto não tardou a colher o maior número de framboesas, evitando assim às outras delícias que se encontravam no vale.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;As outras duas raparigas, após algumas horas, começaram a sentir-se mal. De um momento para o outro, sem que a princesa desse por isso, enormes serpentes verdes com cabeças de mulheres malvadas saíram dos lagos para levar as meninas. Eram náiades, as mulheres do povo Naga, as servas e filhas da maldita Rusalka! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Por vezes, elas aproveitavam-se do chamariz do Assassino do Amor para levar umas raparigas inocentes para a Fronteira. Muitas meninas tinham assim desaparecido sem que os pais dessem por isso, não por culpa do Mestre Samiel, mas sim por causa daquelas mulheres demoníacas com caninos longos e olhos malignos de cobra. Algumas eram chamadas de nereidas, outra espécie de fadas más. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas alguém estava à espreita. Os olhinhos alarmados e indignados de Jerininantus dirigiram um poderoso feitiço de fogo, discreto para que as mulheres serpentes se fossem embora. «Elas não podem matar a próxima vítima do Mestre!» &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Quando a jovem menina se apercebeu que tudo não passava de uma ilusão criada por uma estranha Magia Negra, ela ainda conseguiu ver que não tinha comido nem uma única baga de framboesa. Estavam todas ali. Estava prestes a escurecer, ela tinha de voltar para casa o quanto antes. Contudo, os ciprestes e os pinheiros bravos pareciam ser todos iguais, impedindo-a de subir a encosta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Estremecendo, ela segurou o cesto contra o vestido cor de cereja. Custasse o que custasse, tinha de ser valente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Repentinamente, algo fê-la parar. Um estalar de ramos a partirem-se, esmigalhados por passos fortes e pesados. Ela ficou gelada e voltou a cabeça, na direcção do som. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Era um homem de casaco espesso, botas pretas de cabedal e um chapéu de feltro bicudo com a pena de um falcão. Segurava uma bengala de cana de marfim, enquanto escondia a face oval por detrás de uma máscara branca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Quem ousou entrar nos meus domínios? Está aí alguém? O meu nariz não me falha! – Ele ergueu o rosto pálido, e ela conseguiu ver um nariz adunco de falcão. O velho bruxo de voz falsete e arrepiante era cego! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A boca de Sarvahdinada estava seca. Não tinha provado nenhuma das framboesas, embora as suas bochechas estivessem mais vermelhas que aquelas frutas pequeninas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Estou eu, meu senhor. – Respondeu ela, num fiozinho de voz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A cara cansada do homem de trinta e tal anos fez um breve sorriso, ao inclinar-se diante dela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Uma pequena fidalga da Cidade dos Deuses, e ainda por cima jovem! Conheceria esse sotaque recatado em qualquer lado. – Ele sorriu para ela, como que a desculpar-se pela dureza da sua voz metálica. – Qual é a vossa graça, donzela? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Chamo-me Sarvahdinada Di Neptunvs, sou a sexta filha do Nosso Rei. – Ela tremeu, tentando fazer uma pequena vénia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Soprava no Norte um vento selvagem que ela nunca tinha visto nas costas quentes da Cidade dos Deuses. Fazia com que a sua volumosa trança se desalinhasse, e se parecesse com umas penas de um animal maravilhoso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Princesa! Eu sinto-me honrado. Uma pessoa de tão baixa condição, ostracizada da sociedade bellante como eu… – Ele endireitou-se num só momento, enquanto fazia uma vénia direita e formalíssima, dobrando as costas de forma perfeita e sem um único erro. – Que os Deuses a cubram de bênçãos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ela corou envergonhada, ao abanar a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Não. Eu sou apenas uma das filhas mais novas. Não devia fazer uma vénia assim tão formal como se eu fosse o príncipe varão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;O homem tirou a máscara, e ela ficou impressionada pelos olhos verdes lindos que adornavam o rosto pálido e efeminado. Contudo, as unhas das mãos eram longas e curvas, como as de um gato. O sorriso dos lábios tinha algo de falso, mas tentador, tal e qual o olhar de uma serpente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Não reconheceis este rosto, Vossa Graça? – Perguntou ele, num tom malicioso, sem qualquer sinal de agressividade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Sem saber o que dizer – pois, por mais estranho que parecesse – a princesa encolheu os ombros nunca tinha ouvido falar do Assassino do Amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Pois bem, devia lembrar-se! – Suspirou ele, numa voz distante. – Mas vinde comigo, não vos vou fazer mal…por agora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Porque haveria de fazê-lo? – Indagou ela, na sua inocência infantil. – O senhor tem cara de boa pessoa.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Então, ele envolveu-a com a capa quente de pele. Apanhada naquele enorme casaco, ela assemelhava-se a uma flor de lótus cor-de-rosa, delicada, apanhada por um corvo sinistro e lúgubre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Sentindo um carinho que nunca tinha sentido antes, como uma rosa a desabrochar, ela sorriu, e agarrou-se à cintura esbelta e entroncada do homem de estatura forte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;No entanto, o Mestre Samiel não pronunciou uma única palavra. Ele gostava dos frutos bem verdes, e ela estava quase a desenvolver uns lindos frutos, como que laranjinhas doces. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Embora para ela, aquilo pudesse parecer uma amizade e simpatia, aquilo era um sinal de perversão e de uma mente suja! Se para os olhos doces e ternos de Sarvahdinada, aquela capa pudesse parecer-se com as asas de um anjo, na verdade, se alguém os visse, de certeza que não duvidaria que aquelas eram as asas negras de um morcego diabólico! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;No entanto, quando ele tentou levá-la para a “casa” dele, a princesinha abanou de imediato a cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Não! – Exclamou ela, um pouco a medo. – Eu tenho de voltar para casa, a minha mãe iria ficar preocupada se eu não voltasse a horas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Subitamente, a mão grande e forte – como uma garra enorme – dele passeou no queixo dela, com um ar carinhoso e sedutor. O bruxo estava a hipnotiza-la, a ver se conseguia que ela fosse com ele para o castelo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Ah, mas ela não precisa de saber que Vossa Alteza está aqui comigo, ou precisa? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;A pequena princesa recuou, assustada. Havia um estranho sorriso no rosto frio e calculista, o que fez com que ela sentisse um calafrio no seu coração. Como se alguém lhe estivesse a avisar para que não confiasse naquele homem. Os olhos, ocultos por debaixo do chapéu bicudo, davam a Samiel um ar inquietante e quase diabólico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Lentamente, ela viu que as estrelas brilhavam no céu escuro sem lua. Cercada pelas sombras da noite, Sarvahdinada começou a ficar arrepiada na espinha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Escutou uns breves passos atrás de si, e algo molhado e áspero lambeu-lhe as pernas. Antes que se pudesse virar, ela viu um tigre enorme, que era tão grande como ela. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ronronando com um ar malicioso, o majestoso animal às riscas brancas e pretas veio ter até ao bruxo de uma fisionomia igualmente impressionante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- Tigre da Escuridão, estás aqui… - O Assassino do Amor acariciou levemente o dorso do felino, que ronronava, como se tivesse acabado de devorar uma presa apetitosa. – Não temeis, Princesa Sarvahdinada, ele não vos morde. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Ela estava mais aterrorizada com a presença do homem de pesado casaco que lhe chegava até às botas reluzentes e pretas, que se assemelhavam a duas toutinegras de pedra dura esculpida. Engoliu em seco, cercada pelo animal selvagem e pelo seu arrepiante senhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Tremendo como varas verdes, a jovem ainda tentou pegar outra vez na cesta, mas não a encontrava em lado nenhum. O vento estava a ficar cada vez mais forte, e só lhe apetecia chegar a Suryadevnahutbal e ao aconchego das suas irmãs mais velhas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Mas parecia que o pesadelo ainda mal tinha começado! &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;- A menina esqueceu-se de alguma coisa? – A voz anormalmente aguda tinha um tom falso e maldoso. Num estalar de dedos, o cesto de cachos das frutas vermelhas como o sangue, apareceram nas suas mãos enluvadas. – Estas framboesas são minhas, tal como tudo neste vale. Se as quiserdes, tereis de me dar algo em troca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;O que quereria ele em troca? Ela não tinha nada, a não ser as suas jóias e o vestido...ou pelo menos era o que a jovem de doze anos pensava!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-1397820789461031631?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/1397820789461031631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=1397820789461031631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/1397820789461031631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/1397820789461031631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/04/princesa-arco-iris-e-o-assassino-do.html' title='A Princesa Arco-Íris e o Assassino do Amor (Parte I)'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-7267742614683073867</id><published>2011-04-15T08:39:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T09:15:02.985-07:00</updated><title type='text'>Cinco vidas num floco de Neve</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estava a ver um anime, e pensei em traduzir este pequeno poema que fiz para Heydrich (não é que eu admire o homem, é só porque estava a pensar no título da colecção que constituem o passado de Sara - só espero que se lembrem dela - e da minha ilha imaginária) em Inglês. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ainda bem que me lembrei de vir até cá, isto está mais deserto do que sei lá o quê! Enfim, consegui que o poema rimasse (uma coisa que não aconteceu na versão em Inglês). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Espero que gostem... &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nMRzD39nIJ8&amp;amp;feature=BFp&amp;amp;list=WLE08F23FAE7E91A67&amp;amp;index=4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=nMRzD39nIJ8&amp;amp;feature=BFp&amp;amp;list=WLE08F23FAE7E91A67&amp;amp;index=4&lt;/a&gt; (adoro isto) e este video&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e0n1_jvjt4U"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=e0n1_jvjt4U&lt;/a&gt; (Eh eh eh, o vilão do anime lembra-me os meus bruxos!) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ooook....eu só espero que consigam apanhar o poema certo porque a formatação do blogger está lixada... &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Pequena princesa de mel, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Anjo de chocolate vindo dos céus, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As vidas dos teus amigos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Elas não passam de um floco, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;De um floco de neve nas minhas mãos! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Chocolate derretido, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Passando delicadamente nos meus dedos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma baunilha exótica nos meus lábios, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Envergada num vestido de marzipão, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em caramelo, isso é tudo o que tu és! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;És uma flor exótica no Inverno, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;És o meu quente leito neste Inferno, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A minha bóia de salvação, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sempre que eu preciso de escapar da escuridão! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Numa terra onde a neve nunca toca nos teus cabelos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Lá, onde tudo o que eu personifico é fechado em mágico selos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Onde este pesadelo (que sou eu) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nunca te consegue alcançar, anjo meu! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quem me dera poder ser parte de ti, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Oh, poder ser as pétalas das flores que beijas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Oh, poder ser a nota, aquela nota tão doce em Si, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Oh, poder ser o vestido maravilhoso para descobrir, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Descobrir, do teu peito, as mais ocultas e vermelhas cerejas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um tesouro perfumado que eu nunca poderei ouvir! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;No entanto, aqui será sempre assim: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aqui, as vidas dos teus amigos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Elas não significam nada, Nada para mim! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E se alguma vez olhares para o seu sangrento fim, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não ligues, pois quero tocar-te, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tão suavemente como toco esta melodia, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Se eu pudesse dominar-te, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como o fogo domina a prata, triunfante eu seria! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas quem pode confiar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Confiar no teu destino, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;És um novelo de lã solto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma marioneta sem fios (deixa-me apanhá-los), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quem me dera poder falar contigo honestamente,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tão sinceramente, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como a tinta da minha caneta fala de uma morte certa! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Se alguma vez te encontrar... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eu poderei dizer com toda a segurança, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Querida Princesa, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Se não aceitares, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O meu gentil perdão, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O meu humilde pedido, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Então é porque a vida dos teus amigos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ela não vale mais...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Que um floco de neve, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um floco de neve na minha mão&lt;/span&gt;! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-7267742614683073867?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/7267742614683073867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=7267742614683073867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7267742614683073867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7267742614683073867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/04/cinco-vidas-num-floco-de-neve.html' title='Cinco vidas num floco de Neve'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-439594626421849215</id><published>2011-03-11T07:03:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T07:05:47.037-08:00</updated><title type='text'>O Assassino do Anjo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Como um fogo a arder na minha alma,&lt;br /&gt;Eu tento compreender o que assole a tua aparência calma,&lt;br /&gt;Uns olhos estranhos, que flutuam no meio do mar de tantas mentiras,&lt;br /&gt;Tu não sentes, tu vives aquelas mentiras, aquelas pequenas tiras,&lt;br /&gt;Com o coração, tu escreves o sangue das tuas próprias palavras,&lt;br /&gt;Sabes o que é que penso acerca de ti, acerca dessas faces calvas?&lt;br /&gt;Que, se tu quisesses, a tua amada, deste enorme poço sem fundo,&lt;br /&gt;Deste labirinto negro, construido pelas mãos de um artista louco, a mim salvavas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um sonho, pequenino, como uma semente de mostarda,&lt;br /&gt;A espreitar no meio dos teus lábios doces, havia uma pequena e escura lagarta,&lt;br /&gt;Dos seus picos, saíam mil e um venenos , fatais para a humanidade,&lt;br /&gt;Serei eu capaz de aguentar tal prisão, serei eu capaz de, através dos teus lábios,&lt;br /&gt;Estar presa para todo o sempre à calamidade.&lt;br /&gt;Não serás tu o assassino, não serás tu o frio tentador?&lt;br /&gt;Sabes o que é que eu queria fazer agora mesmo, com esta apimentada dor?&lt;br /&gt;Se tu quisesses, eu podia ser o teu anjo salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este anjo já foi apunhalado nas costas, das suas asas saem flores vermelhas,&lt;br /&gt;E, para concluir esta maravilhosa canção, de entre todas as abóboras feias,&lt;br /&gt;Será a que está mais podre, a que tu amarás mais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Inspirada num poema de Fernando Pessoa...queria fazer com que todos os versos rimassem, só espero que tenha conseguido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um poema que não tem nada nada a ver com as minhas histórias para começar em beleza o mês de Março!  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-439594626421849215?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/439594626421849215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=439594626421849215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/439594626421849215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/439594626421849215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/03/o-assassino-do-anjo.html' title='O Assassino do Anjo'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-4558105223150712750</id><published>2011-02-28T02:56:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T08:27:36.572-08:00</updated><title type='text'>Um conto de dia de S. Valentim...</title><content type='html'>Uma jovem rapariga, a passear sobre o antigo bairro de Losjafhden. Era só isso que ela era, uma pequena dos seus dezasseis anos, de cabelos negros e a cair numa tímida, humilde trança. Losjafhden, a parte mais assombrada de Cyborg Town, tinha caído em desgraça, há mais de cem anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais ninguém a viver ali...a não ser os fantasmas, é claro. Ela conseguia inalar o pequeno perfume a cinzas e a enxofre. Com os cabelos de seda, com sabor doce a jasmim e a farinha de tortilha, a jovem camponesa continuou a caminhar até às margens do fresco, rápido e tormentuoso Rio Bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais tinham-lhe avisado um monte de vezes: não vás para Losjafhden, é uma zona maldita, povoada de monstros e males inomináveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as raparigas da mesma idade que ela, que viviam perto da floresta de Cristal, no lado sul, elas tinham-lhe prometido que se conseguisse passar uma noite nas margens do Rio Bênção - e não ficar assustada - então elas seriam amigas dela. E ela gostaria tanto de ter amigas. Era uma jovem bonita, mas magrinha, com uma constitituição de uma banana saudável. Os seus pequenos olhos castanhos cor de avelã tentaram alcançar as flores de pessegueiro e de amendoeira, à medida que o Sol se aproximava do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjando a manta de lã de ovelha colorida com pequenas espirais aos quadrados para se deitar, ela nunca pensou que dia era aquele, qual era o significado por detrás do calendário de pedra que havia no templo dedicado às ninfas do rio, na aldeia onde ela vivia. Mas o que é que importava isso, se já tinha comido, e se agora, mais do que nunca, tinha de provar o seu valor diante das outras meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou para a direita, e depois para a esquerda, e, aninhando-se com um monte de folhas, coberta com o sari de linho quente e branco, adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o vento começou a soprar cruelmente sobre as folhas. Com os olhos fechados, a jovem rapariga não sabia que era estritamente proíbido aos humanos passear nas margens do Rio Bênção, quanto mais numa altura como aquela, precisamente naquela época do ano, em que a terra, despida da neve, fica mais escorregadia e é mais fácil cair às águas gélidas e profundas do rio sagrado... Muitas coisas se dizem sobre esta altura do ano, nas margens do lado de Losjafhden, em que nem a protecção da deusa Swertyhina pode salvar qualquer incauto das garras dos guardas do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, ao contrário dos cisnes brancos do Verão, são máquinas sagradas, estes são aqueles que são venerados como os lacaios do grande esposo de Swertyhina. E já o eram naquela altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, aconteceu que à meia-noite, quando a Lua se escondia perante as nuvens escuras trazidas pelo vento do Norte, um homem de olhos azuis turquesa apareceu diante da jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua pele branca, quase cinzenta, era suave e delicada. Envergando um manto de pele magnífico que lhe realçava as curvas, os músculos bélicos e as cicatrizes ásperas de batalha, o jovem tinha um rosto longo e angular. O seu cabelo negro e comprido resplandecia sobre o brilho das estrelas, preso por um fio com um dente de marfim canino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pés, ele usava umas botas de cabedal cinzentas, pequenas. E contudo, a sua altura descomunal de seis metros fazia-o ainda mais impressionante. Os seus lábios pronunciaram, numa voz grave, quase rouca, o nome da rapariga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Milyiamazatzl...acorda Filha do Veado! - Ele tratou-a não pelo nome, mas sim pelas pernas dela, que se conseguiam ver como as pernas de uma corça. Chamavam-se assim todas as raparigas camponesas, por terem tecidos e vestidos onde as pernas se conseguiam ver e eram mais magras que as mulheres nobres. Filha, mais nova, pequenina, eram não só nomes carinhosos que um pai Bellante trataria a filha, mas também os únicos nomes disponíveis para as raparigas que eram filhas de camponeses. - Estás nos meus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pálpebras suaves ao toque abriram-se de repente, e, as narinas dela apanharam um leve cheiro a água doce e a algas molhadas. Realmente, o cabelo deste homem esquisito era mesmo parecido a algas. Não usava nenhum chapéu na cabeça, embora a sua lança fosse o suficiente para convencer qualquer um de que ele era um guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustada com a aparência intimidante do jovem feiticeiro, ela recuou, com as pernas ainda no chão, fazendo-lhe reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, peço-lhe imensas desculpas, mestre! - Os cabelos longos dela roçaram na erva húmida, à medida que se ajoelhava diante do aprendiz de feiticeiro. Uma rapariga humana jamais deveria olhar nos olhos de um feiticeiro. E no entanto, aquelas duas opalas azuis eram tão bonitas que ela não deixou de denotar um tom de espanto na sua vozinha. - Fazei o que quiser comigo, cedi à tentação de desafiar o poder dos Deuses e mereço um castigo. Mas por favor, não deixai que a minha mãe fique sem a sua primeira filha, que tanto a ama e é a única felicidade que aquela que me deu à luz tem nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava muito preocupada com o que lhe poderia acontecer.  A pequenina de olhos de avelã sabia muito bem o que acontecia às jovens humanas que não respeitavam a vontade dos Deuses. Entrar na propriedade de um bruxo sem a sua autorização significava para uma mulher humana a morte por chicotada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorou silenciosamente contra a terra durante uns minutos, arrependendo-se de ser tão teimosa. O orgulho nunca é bom conselheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o estranho feiticeiro ergueu uma mão em direcção a ela, como que a fazer sinal para que ela se sentasse de joelhos. Apercebendo-se desta atitude, ela fez de imediato aquilo que ele pedia. Ainda de cabeça baixa, ela escutou a voz grave do homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou poupar-te a vida, pois és uma donzela muito nova e formosa. - Quando ela olhou de relance, a jovem conseguiu notar um sorriso nas faces longas dele. - Porém, não penses que  te escapas de mim. Irás voltar, sim, à tua família, mas não antes de passares a noite comigo, no meu palácio senhorial. Fica aqui perto da Nossa Mãe Swertyhina e é uma das mais raras e preciosas moradias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas...Eu... - A camponesa quase gaguejou, sem saber o que fazer ou dizer.   Ainda soluçava, nervosa com a ideia de ser prisioneira daquele homem por uma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada de queixas! - O feiticeiro rosnou num tom de quem não parecia estar para ouvir nem uma explicação da pobre rapariga.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela não teve outro remédio senão segui-lo, ainda de joelhos, sem sequer olhar para os olhos dele. Não sabia muito bem o que é que ele queria com ela...e como poderia saber, sendo ela tão nova e tão ingénua, demasiado para conhecer os mistérios dos prazeres da carne? Apertando a saia contra as pernas, ela estremeceu de frio, quando reparou que ele a encaminhava até ao lugar onde as águas eram mais profundas, o Silvikakltzam - abismo das silvas marinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa parte mais a norte do rio, poucos peixes se atreviam a subir à superfície, mesmo assim, havia alguns salmões a subir as inclinadas águas do rio.  Havia um redemoinho guardado por portas de mármore verde-escuro, pintados com cores quentes e vermelhas.  As montanhas dos Alpes das Sereias já se conseguiam ver perfeitamente, iluminadas pelos fantasmagóricos fogos-fátuos dos pântanos onde milhares de mortos jaziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem vinda às portas do meu palácio, filha de humanos. - O feiticeiro despiu-se tão depressa que nem deu tempo para ela ver o que é que se estava a passar. Numa questão de segundos, o homem tinha-se transformado num enorme tubarão de água doce com um colar de jade perto das guelras, uma placa em ouro perto das barbatanas dizia o seu nome. - Eu sou um demónio feiticeiro, um tubarão com mais de cinquenta e dois anos. Segundo a Lei dos bruxos, toda aquela jovem que pisar o território de um feiticeiro da Magia Negra sem a sua permissão, será chicoteada até à morte. Porém, eu sou um demónio e não partilho a mesma lei dos bruxos humanos, embora me possa disfarçar de um. Vem comigo, minha querida, e nada receies, que o mundo lá em baixo não é assim tão assustador como pensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem camponesa recuou, já de pé. O tubarão, já a nadar sobre as fortes águas do rio, parecia não ter dificuldades em nadar. Mas então e ela? Ela nunca tinha nadado nas águas do Rio Bênção. Debruçada sobre as altas muralhas que separavam a terra da água, ela pensou se estaria a sonhar, ou se aquilo era uma outra forma de os Deuses a castigarem. Esfregando os olhos, ela, com medo de se afogar, abanou a cabeça em sinal que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ò senhor espírito das águas, como é que eu tenho a certeza que não me afogo nas águas sagradas? Ou pior, se fico sem ar para respirar... - De pé e separada dele, era fácil para ela dizer essas mesmas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Confia em mim, pequena criança humana.  Assim que entrares com a cabeça na água, é fácil para mim ajudar-te a desafiar a Lei dos Homens. - Ele parecia menos assustador na sua verdadeira forma, embora ela continuasse a ter medo daqueles dentes grandes e afiados que sorriam para ela, no meio da escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando bem fundo, ela pensou que seria muito pior se ela tentasse fugir dele. Não era nada aconselhável fugir à vontade de um demónio. Um demónio é uma representação das forças da Natureza. E ela não queria desafiar a Mãe Bilafassabnsair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na água, ela reparou que duas mãos invisíveis empurraram-na para o corpo macio e polido, castanho-escuro do tubarão feiticeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim está melhor. - Pareceu a Milyiamazatl ouvir um ronronar a sair daquela boca cheia de dentes.  - Agarra-te a mim, e não me largues, há outros demónios menos piedosos que eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele tinha razão, havia outros demónios muito mais perigosos no leito do rio, mesmo no fundo da grande cascata que desembocava num redemoinho e depois nos rápidos que davam origem ao rio, mais calmo, perto de Cyborg Town.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a raça humana estava tão longe agora...! Silvikaltzam - assim era chamado o redemoinho - era uma porta para um mundo onde habitavam as maldosas naíades (a espécie mais perigosa das fadas marinhas), os Nagas - os dragões metade homens com poderes mágicos - e os tubarões demónios, os tubarões que após atingirem os cinquenta e dois anos, adquiriam certos poderes e ficavam até mais inteligentes que os seres humanos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas mesmas três tribos de demónios dizia-se serem as responsáveis pelo maior número de mortes a humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Porque razão ele chama a isto de moradia?» Ao deixar-se levar pelas barbatanas fortes e quase ásperas do sábio animal, ela reparou numa grande gruta, decorada com opalas, safiras, jade, quartzo, turquesas, e pérolas.  Ela não conseguia ler muito bem a inscrição gravada na placa que indicava a entrada.  O mais estranho daquilo é que ela conseguia respirar debaixo de água.  As águas não eram de todo turvas, por que assim ela conseguia observar os vários peixes que viviam perto dali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao maravilhar-se com os peixes demoníacos das profundezas, com as suas luzes minúsculas, e com as suas lanternas - como que se fossem feitas de magia - ela quase que largava as barbatanas do tubarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me largues, pequenina! - Disse ele, desta vez numa voz mais preocupada. - Se outros tubarões souberem o que estou a fazer, iriam comer-te viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena rapariga camponesa suspirou, com um pouco de medo.  Ao chegarem à gruta, ele, como por um acto de magia, fez com que um manto de areia suave e branca cobrisse todo o chão polido de mármore, iluminado por fontes de lava quentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cuidado, pequenina, aqui, tudo é venenoso, excepto eu. - Ele, já no seu disfarce humano, mas com guelras, ajudou-a a sentar-se na cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto se punha comfortável, ela reparou como aquele mundo era baseado nas luzes das fontes vulcânicas, e como os peixes reverenciavam o demónio, mais velho e mais sabido da vida que eles. Ali, não havia estrelas ou Lua. Mal ela sabia que estava a mais de seiscentos metros abaixo da superfície! Estava tão escuro, que mal ela se deitou junto a ele, ela sentiu o calafrio amargo da boca dele junto aos lábios dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És o meu tesouro, pequena humana! - Exclamou ele, enquanto carinhosamente acariciava-a com as mãos anormalmente quentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito vermelha nas faces com aquela atitude, ela não sabia o que havia de fazer. Mas ao olhar para aqueles olhos azuis profundos, brilhantes, ela não resistiu à tentação, e deixou-se levar pelo calor do momento....     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois daquela noite, ninguém em todo o Norte da região do Rio Bênção sabe o que é que aconteceu àquela camponesa...mas esta história, foi um peixe que ma contou. Esperemos que na próxima semana, eu possa saber...Ou talvez não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Talvez o peixe já tenha sido devorado por um demónio das águas frias. É Fevereiro, e nesta altura do ano, é preciso ter-se muito cuidado. Nunca se sabe o que pode acontecer. Os tubarões de água doce bellantes gostam muito do Inverno. Águas gélidas, mortais, que escondem mil e um perigos.      &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-4558105223150712750?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/4558105223150712750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=4558105223150712750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/4558105223150712750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/4558105223150712750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/02/um-conto-de-dia-de-s-valentim.html' title='Um conto de dia de S. Valentim...'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-2311533279953967651</id><published>2011-02-21T11:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T12:59:15.816-08:00</updated><title type='text'>Artistas do Deviantart fazem obras de arte...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-plFirIAvlUk/TWLR97uCl_I/AAAAAAAAAgw/p1pLPRW6_MI/s1600/heydrich_cat_by_commanderkrieg-d39zuqf.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576250150571120626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-plFirIAvlUk/TWLR97uCl_I/AAAAAAAAAgw/p1pLPRW6_MI/s320/heydrich_cat_by_commanderkrieg-d39zuqf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inspirada numa paródia em Inglês que eu fiz da canção "Miau Miau" da Floribella! :D &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Daqui fala Tifongirl, a vossa fada, há tanto tempo perdida nos mares (e nas aventuras) da internet. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Primeiro falarei sobre aquilo que ando a fazer desde que "dei uma sumida"...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde que ando pelas redes do meu blog no meu site &lt;a href="http://princesshamanarta.deviantart.com/"&gt;http://princesshamanarta.deviantart.com/&lt;/a&gt; com o mesmo nome do Princesa Shamanarta (nome inspirado naquela que é a deusa - e a minha musa ficcionada), que conheci artistas que até parecem uns autênticos picassos da tão reputada e popular "arte digital". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Phobs, aquele cariaturista universitário de origem Moscovita, é um génio do pincel e da aquarela. Para mim, ele faz lembrar aquele desenho animado "Rhapsody in Blue" com os seus desenhos à antiga, as personagens históricas que ele pinta são tão cómicas, mas ao mesmo tempo, este mágico da tinta e do photoshop consegue capturar a essência de homens e mulheres de renome de uma forma quase realista, a ponto de as expressões quase saírem do ecrã para nos expremirem: raiva, tristeza, compaixão, felicidade, ódio, maldade, bondade, dor, sofrimento, malícia, desejo, enfim! Um sem número de emoções, histórias ficcionadas e histórias reais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os cenários que ele gosta mais é o mundo dos "Loucos Anos 20", a Segunda Grande Guerra Mundial, os Anos 30, e a Primeira Grande Guerra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A seguir, vem Hello-heydi, esta polaca eu já estou farta de a elogiar. Os seus desenhos - e pinturas a óleo, a lápis aguareláveis, a pastel, com tinta digital - seguem um estilo completamente diferente. A arte dela, cheia de metáforas sombrias e de símbolos ocultos, com origens no paganismo no qual acredita veemente, faz com que entremos num mundo mágico, onde o homem em questão - A Humanidade, personificada num homem que muitos poderão não achar humano - é retractada com duas caras: o Mal e o Bem. Mas ela não faz tudo a preto e a branco. A Art Noveau é uma das suas grandes inspirações. A música medieval, o metal e o pensamento gótico também estão presentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mundo dela é um mundo onde a justiça é verdadeiramente cega, e aonde os maus pagam com o seu próprio sangue por tudo o que fizeram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E chegámos a LaNorthWay (ou Lisa, como eu gosto de a chamar), aquela Norueguesa que é como uma lufada de ar fresco no meio de tanta arte madura e quase a nu! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta rapariga de dezassete anos, nascida entre o campo e as montanhas, parece reflectir a própria alegria da natureza através da arte digital que faz: os desenhos dela são mais ao estilo anime e manga (as expressões, os rostos), embora a própria maneira de ser desta minha amiga consegue surpreender com a garra e com o optimismo de um estilo cartoonistico. É difícil não sorrir quando estou a conversar com ela. A comédia, vista muitas vezes através por ela no cinema, na televisão, através do espectáculo, é uma grande parte da vida dela, e isso reflecte-se nos desenhos, que, por vezes possam ser um pouco disparatados, têm o seu quê de genialidade, por não só criar personagens, como tentar recriar os dos outros (principalmente, os meus). A ela, eu dou uma grande salva de palmas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho saudades de conversar com ela. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dj-Alien-Olga, talvez uma das mais jovens mulheres mais intrigantes e que mais me espantaram com a sua arte, umas vezes moderna - o estilo punk, a música de discoteca - outras vezes, uma vez mais, baseado na Segunda Guerra Mundial. As suas personagens, presas num mundo de paixão, sensualidade, mas também de morte e de ódio, são completamente cativantes. O Homem (e estou a falar do género masculino no ser humano), nas obras de arte desta Ucraniana, é um ser poderoso, forte, abusador, calculista e cruel, mas, também carinhoso, sedutor, com emoções e sonhos, tal como qualquer ser humano. Não sei quanto a vocês, mas eu gosto dessa faceta. Lembram-me o Assassino do Amor, ou o Padrasto da Jessica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mulher, pelo contrário, é um ser cheio de esperanças, ingénuo, mas também com a sua própria forma de energia e coragem. O desejo reprimido pelo homem, a paixão que sente por ele, a sua própria feminilidade, tudo isso é inspirador! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora vamos dar a volta ao globo e ir ter com os vossos vizinhos, a Argentina. O pseudónimo é MarcoMaxwell, e é uma artista muito talentosa. Uma fã de anime e de manga, esta jovem - quase nunca me correspondo com ela ou raras são as vezes que falo com ela, mas quando faço é para lhe fazer alguns comentários no blog dela do Deviantart - consegue misturar o estilo manga com o característico espírito latino que nós tanto gostamos nos nossos amigos da América do Sul. Eu adoro as tiras de banda desenhada que ela faz, especialmente se são acerca um anime que eu "me amarrei " durante um tempo e que é a razão pela qual também conheci LaNorthWay: Hetalia Axis Powers. Embora o estilo dela não seja original, eu gosto de passar por lá de vez em quando. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vez mais, estamos na Argentina, mas desta vez é para falar sobre Elisadeth, uma artista de origens alemãs que brinca com o passado dos seus antepassados - e de uma forma criativa. Ela tem provavelmente uma das bandas desenhadas online mais populares. "We Will Never Surrender" é tão bom que fez com que eu corresse até à universidade, sem comer uma única fatia de pizza para o ler. Quer dizer, a história sobre o desejo homosexual de um oficial das SS por um soldado Russo em plena guerra....fantástico, hilariante e com um toque de humour negro e palavrões pelo meio, daquela forma que só o Phillip Kerr faria! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;naquilo a que eu, uma adepta fervente desse estilo, chamo de ArtNazisComunistpop...Parabéns para mim, sou tão imaginativa com os nomes que ponho! (tom sarcástico é claro). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta arte, por vezes erótica, por vezes séria, por vezes cómica, por vezes disparatada e cheia de "Japonesices" e de narizes direitos e de Nazis todos bonitinhos e efeminados (ou de comunistas paneleiros), ou, tal como viram, completamente sóbria, é uma arte suburbana e ao mesmo tempo, popular no Deviantart. Como podem ver pelos links e imagens que por vezes dou sobre o estilo, isto inclui vários estilos, desde o humour negro até ao obscuro gótico, desde o sério e realista, até o caricaturado e ao ridículo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou, desde ao exagerado até ao surreal fantástico (acho que me posso incluir no estilo do surreal fantástico). Tenho de confessar: eu dou muitos erros quando estou a escrever. É precisa muita paciência para pessoas estrangeiras lerem as minhas coisas. Sim, digo coisas, porque eu não considero uma verdadeira artista. A minha principal inspiração, desde o princípio disto tudo - do que me atraiu para o cenário da Segunda Grande Guerra Mundial - foi o Allo Allo (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/%27Allo_%27Allo"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/%27Allo_%27Allo&lt;/a&gt;) - e o filme da animação em 3D Valiant, os Bravos do Pombal &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Valiant"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Valiant&lt;/a&gt;. Para quem não sabe, o Primo Coutinho foi inspirado no vilão principal do filme, o falcão Nazi, o General Von Talon. Eu adorava aquele falcão quando tinha treze anos, tanto que o pus num lugar de destace do Escudo da família Von Tifon. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acho que foi este monstro papão que me ajudou a enfrentar a minha fobia aos Nazis. Consegui ridicularizá-los. A revelação: eu, quando tinha seis anos, tinha um medo dos Nazis! Tudo porque tinha visto um documentário sobre a Anne Frank. A marcha (ainda hoje, barulho de fanfarra assusta-me) dos soldados fazia-me pensar se por acaso era assim que eles matavam os Judeus, a espezinhá-los (de uma maneira metafórica, sim). Lembro-me que o trabalho que a professora nos tinha dado depois de vermos o documentário era fazer um resumo sobre essa mesma visita ao museu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu cá estava com muito medo, pois a última coisa que eu tinha visto era o rosto de um homem, aterrorizador! Isto é uma história verídica. Só quando tinha para aí...catorze, quinze anos, descobri que esse homem era Reinhard Heydrich. A partir de aí, comecei a escrever, para ultrapassar o meu medo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Jessica, a Sara...Não são mais do que meros reflexos do meu eu interior, da minha personalidade. Acho que é o que torna as minhas histórias tão interessantes: eu consigo fazer personagens originais através das pessoas que observo e através da minha própria imaginação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando ao assunto da paródia, esta artista que eu conheci, há pouca coisa de um mês, chama-se CommanderKrieg &lt;a href="http://commanderkrieg.deviantart.com/"&gt;http://commanderkrieg.deviantart.com/&lt;/a&gt; . Quase que caía da cadeira quando ela disse-me que estava a estudar na universidade! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De qualquer maneira, qualquer arte inspirada nas minhas coisas é digna de aparecer aqui, não acham? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E eis, o nosso "gatão" - eu estou sempre a gozar com o Heydrich pelo facto dele ser um mulherengo vivo e agora, depois da sua morte, ainda ter fãs, da minha idade! - Reinhard Heydrich, inspirado naquela música de se lhe tirar o chapéu! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-2311533279953967651?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/2311533279953967651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=2311533279953967651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2311533279953967651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2311533279953967651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/02/artistas-do-deviantart-fazem-obras-de.html' title='Artistas do Deviantart fazem obras de arte...'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-plFirIAvlUk/TWLR97uCl_I/AAAAAAAAAgw/p1pLPRW6_MI/s72-c/heydrich_cat_by_commanderkrieg-d39zuqf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-2080337426774383526</id><published>2011-01-22T03:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T04:36:43.810-08:00</updated><title type='text'>Vampiros, os Bellantes? Jamais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TTrPHNuk6vI/AAAAAAAAAgg/oLucboaEKPg/s1600/Bandeira_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564988012420721394" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TTrPHNuk6vI/AAAAAAAAAgg/oLucboaEKPg/s320/Bandeira_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá, a todos os leitores e a todos os que seguem as minhas aventuras.... Já alguma ouviram sobre os sacrifícios bellantes, sobre o Assassino do Amor e sobre os Demónios...pois claro que já ouviram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quem está a escrever é a Jessica von Tifon, para esclarecer umas coisinhas acerca dos Bruxos e sobre o dever de dar sangue aos Deuses: na Bellanária, há imenso tempo, o sangue dos humanos era a coisa mais preciosa que existia para os Deuses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os únicos que tinham o privilégio de usar a Magia como a conhecemos era a Família Real, os grão-sacerdotes, e os nobres feiticeiros brancos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O resto da população dividia-se em comerciantes, em guerreiros e em camponeses. Nessa altura, os demónios eram muito mais excluídos da sociedade: eram vistos como...bem como demónios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nessa altura, os guerreiros e os sacerdotes tinham o direito (uma vez que eram eles que ofereciam as vítimas dos "sacríficios" aos Deuses) de beber um pouco do sangue que restava. Eles até eram permitidos a um pouco da carne das "vítimas". (Pprimeiro ponto: as vítimas iam voluntariamente, sem drogas, sem qualquer tortura, sem nada) Em segundo lugar, isto era visto como no Cristianismo beber vinho e comer óstia é: uma bênção, e ao mesmo tempo honra e devoção aos Deuses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E é ou não é verdade que o sangue é muito parecido com o vinho? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom, quando o Assassino do Amor começou a ver que a Família Real (alguns membros da família real, isso não significassem que fossem todos) e alguns dos Deuses começaram a tornarem-se corruptos e exigiam cada vez mais sangue, ele descobriu a verdade de que cada humano podia tornar-se num feiticeiro desde que soubesse usar a Magia da maneira mais correcta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Terceiro ponto: no tempo antes do Assassino do Amor, as únicas vítimas eram homens, e não mulheres ou crianças. A maior parte das guerras era apenas para apanhar homens adultos das várias ilhas que ainda não tinham sido conquistadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Portanto, poderemos chamar a isso uma coisa má? Eu tenho muito orgulho em ser agora bellante. A língua Nahuatl é ela própria tão colorida e bela! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quarto ponto: se é verdade que os Migntetiyte eram vampiros? Não, absolutamente mentira. O meu padrasto apenas foi criado numa sociedade em que as "guerras" (lutarem quase sem armas nem armadura ou uniforme, aquilo não se pode chamar de guerra) que se via no pequeno principado na Morávia que se via eram consideradas "sangrentas", uma coisa que era totalmente errada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu pai - e os primos dele - eram de descendência checa, mas tinham sido educados na religião bellante antiga. A maior parte dos Bruxos e Feiticeiros adoram o vinho ou as bebidas alcóolicas porque substitutuem o sangue perfeitamente bem. E em relação ao sexo? Sim, tenho de confessar que os bellantes são um pouco...como é que eu hei-de dizer isto? Pervertidos em algumas coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pelo menos os homens. As mulheres nunca. Sabem sempre como manter a castidade e a comedidade. Nunca vi uma mulher bellante que não se soubesse defender de um homem quando queria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas quem é que não é? E ah, só uma coisinha: o sangue, da maneira como os bellantes vêem, não é &lt;strong&gt;bebido pelo pescoço&lt;/strong&gt;! Utilizam-se facas muito estirilizadas - desde há tempos antigos - e muito pequeninas para isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se se apanha alguma doença com isso? Bem, uma outra coisa: os Kolmanatries renunciaram a esse dever, e agora a maior parte dos Feiticeiros Bellantes (sejam eles Bruxos ou Feiticeiros Brancos) faz o "sacríficio" uma vez por ano. É uma coisa tão normal como ir a Meca ou a Jerusalém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Havia um tempo - desde 1910 até 1970 - que os sacrificios e o derramamento de sangue era proibido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora, se há uma coisa muito engraçada: o sangue não é demonstrado na nossa bandeira. Somos um povo que adora a música, temos um passado um pouco cheio de guerras entre bruxos, é verdade, mas somos, em parte, humanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se a Europa não consegue aceitar isso, que se lixe! O sacríficio não é uma coisa bonita ou agradável - já vos digo, não é! Mas, se não queremos ter problemas com os nossos Deuses (que não são, de forma alguma, vampiros) , é bom que continue assim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É uma distopia, é. Mas já viram a Cidade dos Deuses ou Cyborg Town? Raramente usamos carros, porque sabemos o mal que fazem ao ambiente. Ok, Cyborg Town, pode talvez ser a mais poluída daqui da Grande Ilha porque foi ocidentalizada, mas o comunismo fez-lhe muito bem. As nossas florestas e cidades são as mais limpas e eu acho que fiquei parva com o azul e o dourado das praias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A nossa música é variada e a literatura...linda! Eu acho que nunca vi uma sociedade onde existissem tantas nações, pelo menos em Cyborg Town. Vêem-se pessoas de todos os cantos do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Basta olhar para a quantidade de línguas que se fala. Não vou dizer que gosto do Regime Ditatorial da Serpente de Fogo, porque agora as coisas são levadas TÃO a sério que a antiga religião, pacifica e serena, fica reduzida a uma carnificina de fundamentalismo e fanatismo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-2080337426774383526?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/2080337426774383526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=2080337426774383526' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2080337426774383526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2080337426774383526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2011/01/vampiros-os-bellantes-jamais.html' title='Vampiros, os Bellantes? Jamais'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TTrPHNuk6vI/AAAAAAAAAgg/oLucboaEKPg/s72-c/Bandeira_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-8666483751490165240</id><published>2010-11-01T03:20:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T04:06:19.115-07:00</updated><title type='text'>A Estátua da Vingança</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TM6e8y3c8zI/AAAAAAAAAgM/aC_qeWIGwzY/s1600/Rusalka_main_.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534535759368614706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TM6e8y3c8zI/AAAAAAAAAgM/aC_qeWIGwzY/s320/Rusalka_main_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há muitos anos que eu já estou aqui, neste pedestal de pedra e de jade esculpido, perto do Poço das Três Bisavós da Senhora Murakami, perto da Praça dos Nove Gritos. Chama-se assim porque se supõe que foi aqui que a minha mãe, a Rainha Kalkashanta morreu ao dar-me à luz. Estou sempre habituada a ver os humanos a passearem por aqui, mas eles quase nunca me cumprimentam. Quando era mais nova, isso sim eram pessoas respeitadas, os homens. Tremiam, faziam vénias, com as suas mãos, beijavam a minha cauda de serpente e tudo! Agora sou apenas uma estátua de jade pintada, esquecida no meio de uma praça cujo nome raras são as pessoas que percebem o significado. A minha cara fria penetra bem dentro do seu coração, tenta adivinhar o que estarão elas a pensar sobre mim, e sobre os meus olhos amarelos de serpente. Mas ninguém quer ouvir o que uma estátua tem para dizer. A minha pele gelada de jade quase que não sente aquilo que alguns rapazes costumam fazer quando me atiram bolas de neve. Não sabem quem é que eu sou. Há coisa de poucos duzentos anos, costumavam haver pequenos rapazes que, por esta altura, colocavam oferendas em minha honra e enfeitavam o meu quimono de seda japonês e o meu roupão e túnica bellante de couro dourado com fitas brancas e azuis-claros. A representação da pessoa de quem eu era em vida, e da criatura magnifica, da inspiração que eu tinha sido para muitos dos habitantes do Norte – era algo que os fazia arrepios e ao mesmo tempo, uma sensação de protecção inigualável. Eu era a única pessoa que conseguia fazer frente ao Assassino do Amor, chinês maldito. Nós, as serpentes, somos como filhas da natureza: mesmo mortos, temos um pouco de alma para pensar, para ter olhos, para olhar para os Humanos. Os meus lábios, já gastos, outrora pintados em bétel, eram belos, e todos os homens tanto me temiam, quanto me amavam. A Senhora Murakami era uma amiga do meu peito, ela fazia sempre uma curta vénia e dava um ligeiro sorriso sempre que me via. Ela era uma filha da neve, ela sabe o quanto eu sofro. O meu cabelo, longo, negro tal como as penas dos corvos, costumava ser o mais invejado por todas as criaturas femininas. As mulheres humanas costumavam olhar-me com um lampejo de medo nos seus olhos. Afinal, que sou eu, senão a irmã gémea de Shamanarta, eu, Rusalka, a Rainha das Nagas?! A minha irmã simboliza a serenidade do Verão, eu sou o início da Primavera. Os humanos a quem os bellantes chamam de Russos puseram-me o nome de uma famosa fantasma eslava. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando soube deste tão insultuoso evento, fiquei com vontade de me agarrar ao rapazinho de cabelos de avelã que trocou a minha linda placa que tinha o meu antigo nome em japonês por um nome sei lá de onde veio. Que vergonha, agora já nem sei qual é o meu verdadeiro nome. Seja como for, eu não gosto lá muito do clima do Verão, muito menos o da Primavera. Prefiro o Inverno e o Outono, com as chuvas, a neve – oh, que coisa tão bonita que ela é, a cair ao pé do meu pedestal, enquanto os Homens morrem, estafados nos seus casacos pesados de pele de animais. Eu cá não me importo de os ver, eles é que nem dão pela minha presença, principalmente no Inverno. Se olhassem para os meus olhos, diriam que eu sou uma filha da neve, mas eu cá, sou mesmo uma filha de Jetwas, uma filha e uma irmã, escrava e rainha! Numa das minhas mãos, eu seguro um bastão de ouro – ou pelo menos, costumava ser feito de ouro, agora acho que é mais de bronze ou de ferro ou de outra coisa que substitua estes metais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando eu era nova, costumava cantar nos grandes cabarets de Cyborg Town, quando os meses da Magia Negra chegavam. Quando eu era nova…Enfim, era tudo diferente. Os Invernos duravam mais tempo, os Verões eram mais curtos, e o meu corpo esticava-se sobre rapazinhos indefesos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O meu corpo alto de mulher era atraente, todavia, ai de alguém que se esquecesse que a parte inferior era de uma serpente. Os meus quatro braços envolviam falsamente, com um ar tentador, aos jovens feiticeiros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Antigamente, eles tinham medo de mim. Agora, ninguém olha para os meus lindos olhos amarelos, que conseguiam fazer com que uma mulher humana soltasse um grito de terror! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em cada uma das faces, eu tenho uma bola vermelha pintada, para condizer com os meus lábios da cor do sangue. Com o umbigo e as ancas à mostra, eu desafio Jutierkajam, o grande deus águia demoníaco das tempestades e do mar revolto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não que eu me importe muito com isso nos dias que correm. Com os Russos a chegarem que nem baratas à nossa ilha, eu não tenho tido visto nada senão homenzinhos convencidos que julgam saber tudo sobre a vida. Já para não falar nos Nazis, que quiseram deitar-me abaixo, os idiotas! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se eu pudesse, dava-lhes um enorme puxão de orelhas! Ah, mas eu não vou permitir que me tirem do meu querido pedestal, me dispam das minhas queridas roupas envelhecidas pelo tempo e que me partem em bocadinhos, como fizeram a outras figuras divinas. Afinal de contas, sou uma bellante, e vocês sabem muito bem o que é que se diz sobre as mulheres bellantes: “Quem quiser fazer troça de uma mulher das ilhas, é melhor que corra a milhas depois de a ter traído!” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contudo, hoje estava tudo muito calmo. Um Kolmanatry de origem judaica parecia estar a tocar uma bela sinfonia, perto dos campos dos Von Tifon. Gosto imenso dos Kolmanatries. Eles não são como a maior parte dos humanos, eles conhecem a Mãe Natureza. Eu ouvia atentamente a sua melodia, e, pouco a pouco, senti-me como nos velhos tempos em que estava viva. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquele jovem rapaz humano decerto tinha um talento especial com o violino! Nunca tinha visto ninguém a tocar tão bem um instrumento, a expressar os seus sentimentos poéticos aos elementos, às cerejeiras em flor…E eu vi-o com os meus próprios olhos. Reconheci que era logo um judeu por causa do seu nariz grande e curvo, e da sua cara pálida…Tal como a neve! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era belo, tão belo quanto o próprio Assassino do Amor, o meu eterno inimigo! Subitamente, um velho instinto impiedoso de matar invadiu a minha eterna alma! Aquele homem tinha uns olhos esquisitos, uns olhos semelhantes ao do antigo feiticeiro chinês que eu tinha enfrentado há milénios atrás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele tinha matado várias mulheres da minha espécie, e eu tinha congelado de morte e de medo muitos dos homens dele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tínhamos, sem sombra de dúvida sido inimigos um do outro em vidas passadas. Ele, o Diabo dos Infernos, eu, a Mulher Serpente do Inverno e do frio do norte. Senti uma vontade de o estrangular com as minhas garras eu própria! Porém, eu não podia fazer nada, estava pregada àquele maldito pedestal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era a maldição que Samiel tinha arranjado para me manter quieta. Já que eu era da classe dos demónios, ele tinha que me manter presa em algum sítio. Escolheu, portanto, aprisionar-me numa estátua de jade pintada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas enfim, não quero alimentar mais o meu ódio que tenho por aquele homem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De manhã, fiquei mais calma quando o nosso Senhor de Quem Somos Todos Escravos passou por aqui. Subitamente, escutei gritos vindos do Château von Tifon. Que se passava ali…? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sabia que aquele grito era da neta da Yui, mas nunca pensei que mais desgraças viessem a ter encontro àquela pobre e pura princesa! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tentei cheirar com o meu pobre e fino, pequeno demais, nariz, o ar frio do vento, mas, repentinamente, tornou-se quente. Sua Senhoria estava a dar uma maldição àquela rapariguinha mestiça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que não era nada comparado com aquilo que me tinha acontecido a mim! Aquela princesa ia ser capaz de o ultrapassar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o facto é que, numa questão de minutos, eu já não escutava mais o ar seco do calor insuportável. Chuva. Estava a chover… A chuva lavava todos os meus problemas. Fiquei com os olhos um pouco salteados de lágrimas, mas não me importei. Desde que o antigo ducado ficasse mais fértil e as frutas mais maduras que nunca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-8666483751490165240?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/8666483751490165240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=8666483751490165240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8666483751490165240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/8666483751490165240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/11/estatua-da-vinganca.html' title='A Estátua da Vingança'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TM6e8y3c8zI/AAAAAAAAAgM/aC_qeWIGwzY/s72-c/Rusalka_main_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-6574080617326112258</id><published>2010-10-10T03:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T04:42:13.652-07:00</updated><title type='text'>A Bela Fragrância e Azul Esverdeado</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TLGmhowPfoI/AAAAAAAAAgE/P8LxNaNf1Lo/s1600/Baby_Fen_LI.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526381314565963394" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TLGmhowPfoI/AAAAAAAAAgE/P8LxNaNf1Lo/s320/Baby_Fen_LI.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As escarpas dos maiores picos eram bem definidas pelo cor-de-rosa do crepúsculo, formando lindas gigantescas rosas como única paisagem, e, bem no fundo, na beira do precipício, as fantásticas quedas de água do Rio Bênção, cujas margens estavam cobertas de um manto verde e fresco, colorido pelas luzes românticas da madrugada, formando um lindo cenário natural. Estávamos no pique do Verão, porém ela agachava-se bem quente sobre o manto verde-escuro, escondendo, com inocência, a sua carinha amarela e pálida.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Havia uma certa magia em todo aquele sítio que a fazia sentir-se bem, tudo era tão inclinado, e apesar de ver perfeitamente que aquele caminho era o mais perigoso até à Bellanária, com apenas a uns centímetros de uma queda de cem metros até aos poderosos rápidos, que corriam violentamente contra os penedos e rochas duras que esculpiam o cenário do desfiladeiro que constituía o leito do rio. Nunca, em toda a sua vida, ela tinha visto tamanha força num só rio!... O poderio e majestade dele fascinavam-na tanto que nem reparava no irmão mais velho, que olhava de relance, desinteressado, para a janela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quing viu que os seus brilhantes olhos verdes se espelhavam bem lá no fundo do desfiladeiro, e lhe davam um ar brilhante azul esverdeado aos seus cabelos escuros. Fen Li era uma rapariga muito jovem e interessante – era óbvio, era a sua irmã – e com os seus treze anos, poderia muito bem ter arranjado o melhor dos maridos, com aqueles cabelos de lótus negro, penetrando bem dentro do seu coração. Ela era suficientemente simples – uma miúda de campo nunca é inteligente, segundo os princípios dele – para que um senhor de guerra a aceitasse como principal mulher. Mas, tão pouco seria assim tão ingénua quanto belo era o novo visual do novo lar deles. Era inteligente, era, porque sabia demasiado bem como falar Bellante, como também conseguia preparar óptimos cozinhados. A jovem escrevia como ninguém, e, para ser realmente franco, ela era muito melhor espadachim, cavaleira e guerreira do que ele próprio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quem lhe dera que não fosse tão lógica, tão forte, … Mas ela era assim; mesmo mais nova do que ele uns bons três anos, Fen Li estaria sempre a um passo à frente dele. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O cocheiro parou de repente os cavalos alados numa saliência, numa espécie de planalto de granito, onde se podia avistar um vale grande e inóspito, por onde o rio era desviado até a uma gruta, suficientemente enorme para o engolir, até às Florestas de Cristal. O ar ali era rarefeito, mas muito mais puro do que na capital, e, por isso, os ciprestes formavam uma muralha natural até lá. Ainda se podia apanhar o cheiro a laranjeiras e framboeseiros que de lá vinha. Era realmente um cenário lindo, pensou Quing enquanto ponha as mãos sobre os bolsos da túnica oriental, dirigindo os seus olhos para o vale, aspirando profundamente o cheiro a eucaliptos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O cocheiro, com o seu quimono simples, arrastou a jovem rapariga até si, mas, os olhos verdes e rasgados do irmão mais velho apareceram sobre ele, como duas lanternas no meio da madrugada, e rapidamente, o velho cavaleiro japonês fez um gesto com as mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Jovem mestre Quing, eu não queria desonrar a vossa irmã, de maneira alguma, ela é mais do que uma formosa obra de arte, é uma espectacular obra de arte viva! – Exclamou, ardentemente, o cocheiro, recuando servilmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Sim, mas não sereis vós quem há-de a ter como esposa, velho &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;ronin &lt;/i&gt;deserdado, vagabundo! – Cortou friamente o irmão, contendo a espada na bainha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Imediatamente, Fen Li interveio, preocupada, aproximando-se de ambos os dois, pondo uma das mãos de fora do manto verde-escuro, revelando um pouco da sua linda túnica azul-claro, que adelgaçava as curvas das suas ancas, desenhado através de seda, e com lindas, graciosas linhas douradas, de peixes e de dragões verdes. Os bracinhos estavam ocultos por detrás das longas, delicadas mangas, e os seus olhos negros brilhavam sobre a manhã fresca, como duas oliveiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Por favor, honrado irmão. – Disse ela, serenamente, na sua voz de rouxinol, o cabelo estava apanhado por umas duas tranças lindas, que faziam ainda mais belo o seu rosto. – Temos de continuar, ou quereis derramar ainda mais sangue do que a nossa mãe quis? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao som em Chinês da palavra “Mãe”, o jovem aprendiz de guerreiro calou-se, em silêncio, porque sabia, sabia muito bem porque é que a mãe lhes tinha mandado para ai. Um arrepio passou-lhe pela cara, e lembrou-se de como a mãe tinha sido generosa ao enviar-lhes ao cuidado de um tio que nunca tinham conhecido em toda a vida. Estava habituado a ter parentes em sítios que nem sequer faziam parte das rotas migratórias chinesas. O que tinha sido combinado entre a mãe e o vagabundo samurai era que caso os miúdos não quisessem ir para a Bellanária, ele teria o direito de lhes trazer até à Fronteira, a Terra dos Demónios. E não estavam assim tão longe do caminho para o sinistro reinado de Tsesustan. Temia pela irmã, e temia também o que é que lhe poderia acontecer se o Deus do Mal lhe pusesse os olhos em cima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apenas rezava que tal desgraça nunca acontecesse…! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial;font-family:Arial;color:blue;"  &gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Acenando que sim com a cabeça, ordenou ao Cocheiro para que lhes transportasse até Cyborg Town, onde o desfiladeiro ficava mais largo, para que os rápidos acalmassem. Fen Li, por uns momentos, enjoo, quando o desceram uma escarpa, de maneira súbita, mais veloz e abrupta que um relâmpago, tão sibilante quanto o rugido de um tigre. Mas logo Quing acalmou-a, protegendo-a com os seus braços. Adorava-a, e jamais permitiria que algo de horrível lhe acontecesse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-6574080617326112258?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/6574080617326112258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=6574080617326112258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6574080617326112258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/6574080617326112258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/10/bela-fragrancia-e-azul-esverdeado.html' title='A Bela Fragrância e Azul Esverdeado'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TLGmhowPfoI/AAAAAAAAAgE/P8LxNaNf1Lo/s72-c/Baby_Fen_LI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-7292778874511528406</id><published>2010-10-03T03:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T08:17:58.403-07:00</updated><title type='text'>Uma nova vida espera-a....</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TKid5oCBxTI/AAAAAAAAAf0/W3aRtMhDLKE/s1600/big_CA132.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 230px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523838556293940530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TKid5oCBxTI/AAAAAAAAAf0/W3aRtMhDLKE/s320/big_CA132.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Antes de vos contar a história de Fen Li e de Quing, tenho de vos dizer o que aconteceu com Eleonora.... &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;....tal como disse anteriormente, as versões dessa história variam muito....alguns dizem que ela engravidou do Assassino do Amor, outros dizem que ela fugiu, outros dizem ainda que ele matou-a sem qualquer pingo de piedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seja como for, depois de Eleonora, nunca houve outra mulher que incendiasse nunca mais o coração gelado do Mestre Samiel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só para resumir as coisas, a nossa jovem Princesa, filha dos Reis Humanos da Bellanária, passou sete noites no castelo do seu "protector". Durante as seis primeiras, nenhum dos servos ou bruxos que habitavam naquele castelo suspeitaram das grandes jogadas de sedução e das tentativas falhadas que o senhor deles fez com que acontecesse. A rapariga era tão resistente que ele não conseguia, de forma alguma, deitar-se com ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contudo, a sétima noite foi diferente das anteriores. Ao fazer ternamente carícias e a pousar lentamente os lábios em cada ponto do corpo indefeso da princesa, o temível bruxo descobriu que ela era sensível a esse ponto. Que ela se deixava derreter pelos sentidos, e não pelas palavras. Ele, o homem alto com mais de um metro e oitenta, segurava-a nervosamente nos braços fortes, com um olhar quase incrédulo, pressionando e mostrando os seus sinais de excitação de encontro com o corpo dela. Mesmo assim, a jovem de cabelos encaracolados e castanhos ignorou os chamamentos apaixonados que ele lhe fazia. Eleonora era diferente, não se deixava hipnotizar tão facilmente como as outras, não tinha medo daquele homem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meio desesperado, ele lá ouviu o que ela tinha para dizer, e agarrou-a com força pelos cabelos, à medida que as palavras dela saíam, fluentemente, em chinês. Porque é que as princesas bellantes tinham de ser assim tão perfeitas?... Tão aristocráticas?! Os instintos masculinos dele diziam-lhe outra coisa. Os lindos lábios dela continuavam sérios e frios, enquanto os olhos dele não conseguiam resistir ao feitiço. Afinal, era ele quem estava enfeitiçado Ele tinha sido atingido pela flecha do Desejo...Amor...há quanto tempo não escutava aquela palavra!... Há quanto tempo que não tinha uma noite daquelas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quanto à jovem princesa de dezasseis anos, ela não sabia o que se passava consigo própria. Tinha tentado fugir dele, mas, por mais que tentasse, não conseguia dizer que não... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Passado o tempo do conto, as palavras quase que lhe saíram de repente, agarrada com o colo nu sobre as pernas grandes do homem, ela viu não um vilão, mas um homem pleno em virtude e rodeado de vários inimigos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com a roupa interior cor-de-rosa a roçar no tronco forte dele, ela murmurou gentilmente: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O que achastes da minha história? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por fim, ele roçou ternamente os lábios nos lábios dela, e os lábios de Samiel sabiam a hortelã-pimenta gélida e queimada. Esta sensação de inferno assaltou de imediato todos os poros da rapariga, mais corada do que o costume, ao escutar o pulsar sedutor do coração do feiticeiro, a respirar de êxtase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Foi maravilhosa! - As garras do feiticeiro alongaram-se até chegarem à cintura frágil da princesa, e a voz aguda e ameçadora de Samiel era agora um cicio falsete e quente. - Agora, minha pequerrucha: deixai-me contar-vos &lt;em&gt;a minha história! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rapidamente, com uma força incrível, quebrou as correntes que aprisionavam a jovem à sua virgindade. Por fim, Eleonora cedeu cegamente às bizarras fantasias sexuais do seu senhor e beijou-o furiosamente, como se ambos se tocassem entre as chamas da paixão. Ela estava a sentir-se tão bem, e naquela altura, pareceu-lhe que o homem tinha descortinado o véu que o separava dela, para enfim serem um. Um sorriso voluptuoso brilhou no formoso rosto da princesa humana. Porque é que o prazer não deixava de desvanecer no estreito abraço do terrível Assassino do Amor? Porque é que agora, o desejava perto de si? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embora a mente quisesse gritar por socorro, o corpo continuava a ansiar pelos beijos e pelas carícias e pela voz maviosa do Assassino do Amor. Queria dar-lhe um estalo na cara, queria fazer com que a sua voz gritasse aos sete ventos que estava a ser violada por um malvado, mas as mãos não cediam, e a voz não lhe saía da boca, a não ser que fosse apenas para soltar gemidos estranhos. Mal olhasse nos olhos de Samiel, as suas coxas abriam-se à sensualidade! Mesmo que tentasse gemer, o Assassino do Amor silenciava-a, mergulhando ambas as línguas numa virilidade impressionante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cada vez que ela soltava um gemido, mais fundo ele ia! Estavam agora unidos, naquele estranho laço de amor e desejo, e ela queria sentir mais uma vez, aqueles líquidos a entrarem para dentro do seu corpo! Lágrimas rolaram pela cara mal o seu corpo acabou de ser profanado. O templo que ela mais estimava, arruinado e destruido, mas decorado com um estranho aroma a pêssego e a maracujá...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em breve, o Sol já resplandecia uma vez mais sobre a camada azul-celeste. Samiel, adormecido com a pesada cabeça sobre o peito lindo da formosa fada, dormia profundamente, e o seu sorriso confirmava uma sensação de paz que jamais o Castelo Negro tinha antes experimentado. Por umas raras e preciosas horas, o severo senhor de temperamento sádico esteve feliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquele sorriso de orelha em orelha, nunca visto, desapareceu tão incrivelmente como veio quando ele acordou pelas lambidelas do seu inseparável tigre da Sibéria. Ele reparou que ela tinha os olhos fechados forçosamente e assustados. Iria fugir...? Aquela voz de anjo fora um sonho, e talvez já a tivesse matado...Nem ele próprio se lembrava. O mais estranho de tudo aquilo é que ele nem sequer se lembrava de ter sugado a energia vital àquela rapariga. Subitamente, algo de surpreendente aconteceu, algo que ele nunca tinha previsto: num ressalto, ele beijou apaixonadamente o rosto pálido da menina pálida, mas desta vez, não foi nos lábios, mas sim na testa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«A minha Princesinha...» Samiel murmurou, amargamente, começando a soluçar, com a sua voz de um jovem caprino. «Matei-a...? Que fiz eu...?!» Cheio de remoros, tentou recordar-se do que ele tinha feito antes de ela lhe ter contado aquele maravilhoso conto. Tinha-lhe soprado um pó... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era veneno, que actuava dentro de vinte e quatro horas, caso ele começasse a sentir algo por ela. Logo, aqueles sentimentalismos desapareceram. Lembrou-se do facto de Eris lhe ter dito: «Tu nunca tens tempo para os sentimentos...» E era verdade. Tinha sido a sua querida família, os seus amigos da China que lhe tinham ensinado isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obviamente que Eleonora sentia um inevitável amor por Samiel, por isso é que se tinha submetido a tudo pelo que ele a fizera passar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;«Infelizmente que eu não...» Riu-se cruelmente uma vez mais. Com as mãos sob o seu manto de dormir, chamou os fieis servos dele: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- RAPAZES! Preparem o &lt;em&gt;pequeno-almoço...! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dito isto, soltou aquela gargalhada sinistra inconfundível que qualquer habitante da Bellanária reconheceria: a gargalhada aterradora e maléfica que o Assassino do Amor soltava quando acabava de matar uma rapariga inocente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Jerininantus foi de imediato até ao quarto onde o seu senhor estava a trautear uma antiga música chinesa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-7292778874511528406?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/7292778874511528406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=7292778874511528406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7292778874511528406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7292778874511528406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/10/uma-nova-vida-espera.html' title='Uma nova vida espera-a....'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TKid5oCBxTI/AAAAAAAAAf0/W3aRtMhDLKE/s72-c/big_CA132.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-2374508050184085234</id><published>2010-09-24T04:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T05:31:26.261-07:00</updated><title type='text'>James Dark Sword - criança no corpo de um homem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TJyTEWs1rtI/AAAAAAAAAfk/dmHCqYKuABs/s1600/mirror_twins.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520448946271792850" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TJyTEWs1rtI/AAAAAAAAAfk/dmHCqYKuABs/s320/mirror_twins.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"....Se alguém merece um pouco de esclarecimento, esse alguém é o James Dark Sword. Possivelmente, esta é a única pintura ou imagem que encontrei dele sem aquela máscara de porcelana, em que apenas se vê os lábios dele, e mais nada. Não se sabe quem é a criança que corre a fugir dele, mas o cabelo dele - segundo o que dizem as pessoas - pode muito bem ter escurecido para revelar-se ruivo. Dark Sword era, pelos vistos, uma criança de olhos verdes-escuros e uma camisola negra à marinheiro, com umas calçinhas pequeninas e uns sapatinhos vermelhos. Não mudou absolutamente nada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                                            É por isso que eu não gosto nada dele, é um pouco para o maluco. Um feiticeiro que se fosse parecido com o Assassino do Amor, então toda a gente na Bellanária diria que este chefe escrupuloso, dramático, amante de festas, cavalheiro, sempre com um sorriso na cara - se é o que se pode chamar àquela máscara horrorosa de porcelana de cara - é a reencarnação do Assassino do Amor. Não podiam haver pessoas mais diferentes, segundo a minha opinião. Enquanto que nós sabemos parcialmente algumas coisas sobre Rwebertan Samiel Di Euncätzio, não se sabe absolutamente nada sobre James Dark Sword, nem sequer se é esse mesmo o nome verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;        &lt;p&gt;                                   Os bellantes mais velhos dizem que ele era, antes da segunda grande guerra, um nobre milionário, um descendente de uma casa nobre ou real qualquer britânica, que foi esquecida pelo tempo. Para além da antiga polícia bellante - ironicamente chamada de Resistência - não se sabia mais nada sobre ele, nem aonde é que vivia, nem como. Só se sabe que tinha uma suposta irmã - Felicity Dark Sword - que sofreu muitos atentados contra a vida. Vivia uma vida de luxo e de prazer, sempre às custas do ordenado que recebia - e de mais outras coisas que nunca vieram à superfície. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt; De uma maneira ou de outra, James Dark Sword continua a ser um amante da boa vida e das festas, mesmo que isso faça com que ele corra, muitas vezes, perigo de vida. Pelas testemunhas que o viram, ele é um homem alto, bem constituído, de olhos verdes escuros e agradáveis, sempre com roupas bem elegantes (que, até de longe realçam a sua forma acrobática e atlética) , uma capa negra de veludo a cobrir-lhe o corpo másculo, e uma espada muito poderosa presa á cinta, embora o Conde Dark Sword seja um homem de muitos recursos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Hábil nos flertes e nos galanteios, ele é a única razão pela qual eu e a Serpente de Fogo temos uma coisa em comum: odiamos o homem por completo! Primeiro porque é um dramático teatral de primeira, que quando fala em Inglês, parece que está a recitar uma obra de Shakespeare, segundo porque é um idiota chapado que faz com que a maior parte dos Tienenses o admirem, tanto quanto o temem. Não é como o Assassino do Amor, cujo as pessoas do Norte odiavam de todo. Este homem [o Dark Sword] tem o seu ar de cavalheiro justiceiro, que oferece uma rosa azul a uma dama e recusa-se teminantemente a lutar quando as "senhoras" estão por perto. Enquanto que o Assassino do Amor preferia manter-se nas sombras e não ser visto, Dark Sword faz os possíveis - e os impossíveis - para ser notado pela sociedade de Cyborg Town. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, quanto a ele, acho que é tudo....e mais uma coisa: o Pedro (o sobrinho cyborg do castigado deus Tezcatlipoca) adora o Dark Sword. Tanto que até costuma compõr canções sobre ele na guitarra. Não que isto ajude lá muito a pastelaria, café, snack-bar do tio Tezcatlipoca, mas o Pedro sempre foi um rapaz muito despistado. ... "&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Parte do diário de Jessica von Tifon....porque eu queria desenvolver a personagem da Jessica, e não me ocorria outro texto senão descrever o Dark Sword, que é uma das personagens mais teatrais e exibicionistas que eu alguma vez criei! :D &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-2374508050184085234?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/2374508050184085234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=2374508050184085234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2374508050184085234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/2374508050184085234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/09/james-dark-sword-crianca-no-corpo-de-um.html' title='James Dark Sword - criança no corpo de um homem'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TJyTEWs1rtI/AAAAAAAAAfk/dmHCqYKuABs/s72-c/mirror_twins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-7890986604528817975</id><published>2010-09-08T03:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T03:43:48.753-07:00</updated><title type='text'>Praga, Cidade dos Mil Demónios 5</title><content type='html'>Cyborg Town, Cidade dos Mil Demónios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Para mim, tens o nome de uma desgraça, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Iminente, ò eterna cidade, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Para mim, o teu nome atrai toda a minha massa, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Massa inteligente, ó amaldiçoado sangue, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Licor de framboesa da minha própria cave! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Sangue de mil demónios que corre pela chave&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Da minha própria mente! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Querida Cyborg Town (2x), &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;No meio da escuridão, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Tão longe da minha imaginação, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Tão longe daquilo que eu possa alcançar, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;No meio daquilo a que eu chamo o Negro bazar, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Por entre mil ruas, andarei sempre a me embriagar, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;No teu querido perfume alcóolico, Cyborg Town! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;(Mas sinto-me aliviada que ainda não descobriram &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O cigarro de ópio que me ofereceste, o segredo &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Só meu e teu, as cinzas coloridas nunca me feriram &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A mente, aquilo que eu tenho de mais negro!) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Contudo, sinto-me atraído por ti, querida Cyborg Town, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Porque não és nada mais que uma reflexão minha, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Um ponto dourado no meio do horizonte, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Que consigo agarrar com o meu monte, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Bem no meio das pernas, bem no meio das minhas enluvadas mãos! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Cyborg Town, a ti pergunto-te, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O que seria de ti, que serias tu? &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Sem o teu demónio preferido, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Um monte horroroso de cu! &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;  &lt;/em&gt;Na verdade, eu queria falar sobre Praga, não sobre Cyborg Town, mas a musicalidade do poema é tanta que dá para a mesma. Dá para reparar que os Tienenses - os habitantes de Cyborg Town - não são nenhuns santinhos. Mas isto é um pouco a gozar com a minha ideia do Tienense - um mercenário bêbado ou uma prostituta que se droga às escondidas. É verdade que os Tienenses são muito diferentes dos restantes bellantes, mas quem não seria, com uma mistura de tantos povos e nacionalidades - japoneses, russos, alemães, italianos, árabes, nórdicos, irlandeses - na mesma cidade? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;A má reputação dos Tienenses é devido ao seu humour mordaz, a forma quase caótica como as ruas estão organizadas, e , claro, ás várias histórias de terror que são contadas, naturalmente, sobre o norte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;As pessoas ficariam espantadas que de entre a população Tienense, só 30% fuma, e 45% bebe como divertimento 3 vezes por semana. Pois é, tal como todos os estereótipos, este estereótipo que eu criei do Tienense está muito enganado, embora uma coisa seja verdade: eles vivem mesmo para a música! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-7890986604528817975?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/7890986604528817975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=7890986604528817975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7890986604528817975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7890986604528817975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/09/praga-cidade-dos-mil-demonios-5.html' title='Praga, Cidade dos Mil Demónios 5'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-5383034918619770864</id><published>2010-08-21T03:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T04:02:02.453-07:00</updated><title type='text'>Falta de Inspiração......</title><content type='html'>Ok..........antes de tudo, queria dizer que estou um pouco ocupada com o projecto de "animação Cosplay" com a &lt;a href="http://www.lanorthway.deviantart.com/"&gt;www.lanorthway.deviantart.com&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já está em aulas, e eu estou de férias. Como resultado - completo aborrecimento. Eu gosto muito dela, e só espero que ela consiga fazer o melhor possível para pôr as minhas personagens espectaculares. Até agora, não me tenho queixado.  As personagens estão espectaculares, mas ainda estamos na fase dos sketches.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, eu adoro escrever com ela os guiões. Muito melhor do que as minhas histórias....E por falar nisso, só queria saber se algum de vocês não gosta das minhas histórias "politicamente erradas" que falam sobre Nazis e tal. É que se não gostam, basta comentarem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero que as minhas histórias se adaptem aos leitores, não o contrário! As histórias do Assassino do Amor não estão assim lá grande coisa, portanto não vou publicar mais, uma vez que nunca peguei nelas desde que ando ocupada com o deviantart.  ^^;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, peço desculpa pelo atraso.  Queria que vissem um pouco das minhas histórias que publico no dA mas se não querem ouvir de Heydrich para cá e Hitler para lá, então não ouçam! :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-5383034918619770864?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/5383034918619770864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=5383034918619770864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/5383034918619770864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/5383034918619770864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/08/falta-de-inspiracao.html' title='Falta de Inspiração......'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-7616821643363668107</id><published>2010-08-11T14:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T14:45:14.235-07:00</updated><title type='text'>Cidade dos Mil Demónios 4</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Perigosa Fonte de Inspiração&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Interno desejo, bela tentação, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um pedaço de espelho partido &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma parte de ti que nunca imaginaste ter,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Será que alguma vez conseguirás livrar-te de mim, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aquele amante que ainda passeia na tua imaginação! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Oooh, loucura de imitação, loucura de inspiração, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Será que alguma vez eu te irá deixar? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Não enquanto eu estiver aqui!&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Tu entraste na porta do desconhecido, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Na porta daquilo que não é permitido, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;E agora queres-me deixar, queres deixar de ser &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Aquilo que mais temes, aquilo que te permite escrever &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Doces palavras que ainda te fazem tremer…&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Oooh, porta do desconhecido, porta do poder, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Será que alguma vez eu te irei libertar, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Não enquanto me pertenceres!&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;p&gt;  Não sei o que se passa com a porcaria do blogger, mas parece que não consigo fazer um único espaçamento! :( &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3914351414898497222-7616821643363668107?l=tifon-ogritodaverdade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/feeds/7616821643363668107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3914351414898497222&amp;postID=7616821643363668107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7616821643363668107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3914351414898497222/posts/default/7616821643363668107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tifon-ogritodaverdade.blogspot.com/2010/08/cidade-dos-mil-demonios-4.html' title='Cidade dos Mil Demónios 4'/><author><name>Tifon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09331619378146452289</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TIdrUYugv3I/AAAAAAAAAek/M1Y7E-RKMSA/S220/IMG000207.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3914351414898497222.post-4681832370947487032</id><published>2010-08-02T08:09:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T08:55:03.101-07:00</updated><title type='text'>A Morte da Noite das Estrelas (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TFbqQl_msCI/AAAAAAAAAeU/7G1SY7FdpW8/s1600/Snake+of+Fire.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500841565677334562" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_-bATBODynwo/TFbqQl_msCI/AAAAAAAAAeU/7G1SY7FdpW8/s320/Snake+of+Fire.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já alguma vez se perguntaram porque razão as ruas bellantes estão sempre vazias a partir das nove da noite? Porque é que o silêncio se abate sobre estas ruas a partir do momento em que os ponteiros da enorme torre da Catedral dos Sete Feitiços atinge as nove horas? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É porque toda a gente ainda tem medo do Assassino do Amor! A Bellanária pode muito bem ser um império de ilhas moderno, com uma monarquia constitucional dividida em cinco poderes: Poder Real Humano, poder Judiciário, Poder Divino, Poder das classes no Palácio das Reuniões, e o poder Armado, pertencente ao Exército e ao Castelo Negro. De entre os cinco poderes, são as pessoas a cargo do Poder Armado que os Bellantes temem mais. Os bruxos, o Rei dos Bruxos, o chamado "Poder do Tigre Prateado" tem sido assombrado com várias histórias e mistérios. O facto é que a Resistência e os Bruxos têm tentado abafar esses boatos, mas a maior parte do povo bellante sabe a verdade: os Feiticeiros têm muito mais poder do que deviam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As pessoas não se atrevem a sair à rua precisamente por que têm medo dos Bruxos. Isto acontece mais no Norte do que no Sul da Ilha Capital. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há muito tempo, a Rainha Meljnar IV - com o merecido cognome de "Severa" e mais conhecida nos textos históricos como Dona Melnjar Aglaia di Neptunvs - não concordava com estas leis, aprovadas pelas várias classes. Tanto humanos, como deuses, feiticeiros, criaturas mágicas, Fadas e outras raças tinham concordado com elas. No entanto, a rainha humana era exactamente contra estas leis porque elas rebaixavam a condição da classe das Fadas, a sua raça favorita. Uma vez que não podia ficar malvista diante da classe que ela tanto protegia, a Rainha decidiu inviabilizar as leis que tornavam possível que as Fadas fossem maltratadas pela classe dos Bruxos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É claro que a Dona Melnjar IV não sabia com quem é que se estava a meter quando fez suar o martelo no Palácio das Reuniões. Mesmo assim, toda a gente nos lugares ocupados por Bruxo ficou calada quando ela perguntou: "Se há algum dos Senhores Deputados que não esteja de acordo com esta acção, por favor fale agora: Quereis ver as Fadas em pé de Igualdade com as Outras Classes ou não?" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E mesmo assim, ninguém falou. E também ninguém falou sobre a estranha morte de Dona Melnjar IV! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: 'Victorian LET'; FONT-SIZE: 22ptfont-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arialfont-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;Não se encontrava vivalma naquela noite invulgarmente fria de Outubro, na avenida onde se localizava o antigo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Schesrfhafranneegas, &lt;/i&gt;a catedral ou templo, onde, os Bellantes, habitantes daquela cidade quente e húmida que era a Cidade dos Deuses, mas, esta, era o lado negro da cidade dos deuses. Descendendo por entre várias colinas, esta cidade era, em pleno Outono, onde as pétalas das flores começavam a cair. A avenida era toda ela coberta por vários pessegueiros, limoeiros, laranjeiras, camélias, cerejeiras, e mangueiras, que despertavam curiosidade nos turistas que, ocasionalmente, por ali passavam. As guitarras choravam nos clubes das “Trovinhas”&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt; &lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3914351414898497222#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-language: AR-SA; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-: EN-USfont-family:'Times New Roman';font-size:10;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e dos mercados e palácios resplandecentes na luz do luar, ainda passeavam, por aqueles parques e árvores assombradas pelas próprias sombras da noite sem estrelas, os Phees, as rokorokubis, os dragões desempregados, os centauros, e outras espécies de demónios. Ironicamente, a Cidade dos Deuses ainda estava empenhada de demónios, e todos eles nos bairros mais pobres. Embora a Princesa Swerdinada quisesse muito que esta classe fosse mais respeitada pela sociedade bellante, os humanos fugiam, repugnados daquelas criaturas, que, durante séculos atrás, tinham respeitado e convivido em alegria e paz...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arialfont-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Arialfont-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:100%;"&gt;Isso era há dois anos atrás, antes de se ter dado o suicídio de um filho de uma demónio japonesa, depois de ter ameaçado uma das pupilas da Deusa Melnjar. E, depois, porque nenhuns dos demónios que Qerbhat conhecia estavam ali, e isso era porque Sua Majestade, a Rainha Melnjar IV, tinha confirmado a lei antiga que proibia os demónios de sair das suas casas, na Cidade dos Deuses, a partir das oito da noite. Os Demónios eram a alma e o humor tão bem-disposto da Cidade dos Deuses que ponham as pessoas a rir com as suas trapaças e partidinhas cómicas e completamente hilariantes. Mais pareciam uma data de desenhos animados soltos nos bairros, ruas, ruelas, escadinhas, travessas, praças e avenidas de toda a cidade sul, com aquele clima quase tropical que tinha, tão estrambólico como a cara dos gigantes e tão criativo quanto a classe
